20
Nov 09

Bom fim de semana!

Por O meu olhar, às 17:20 | link do post | comentar
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A continuidade no TC

Por JSC, às 14:38 | link do post | comentar

Ontem um comentador, muito bem informado, dizia que o Governo estava a contar os dias para o termo do mandato do Presidente da República. Hoje é anunciada a recondução de Guilherme d’Oliveira Martins, por proposta do Governo. Convenhamos que a comunicação social vive mesmo uns tempos propícios a espalhar a confusão.

 


Um cão que seja dele, como ele

Por O meu olhar, às 11:26 | link do post | comentar

 

Com a devida vénia copiamos para aqui o post do nosso caro vizinho Água Lisa, que fez uma excelente associação do texto do Ricardo Araújo Pereira com o quadro da Paula Rego.
                  
Escrito por Ricardo Araújo Pereira na Visão de hoje:
 
Falta, evidentemente, o cão. Se Sócrates tem um cão, sugiro que o submeta a vigilância apertada. Parece óbvio que vai ser o bicho a protagonizar o próximo escândalo. Ninguém sabe se fez um desfalque nas latas de ração, se alçou a pata para uma árvore protegida, se foi visto a cheirar o rabo do Presidente. Mas alguma coisa terá feito. E a justiça há-de deixar no ar a ideia de que se trata de qualquer coisa grave, ideia à qual a comunicação social dará o eco devido. E, no final, o caso terá um desfecho terrivelmente inconclusivo.
 

O homem mais sexy do planeta

Por O meu olhar, às 00:33 | link do post | comentar

                                                      

Johnny Depp, a estrela da saga «Piratas das Caraíbas», foi escolhido, pela segunda vez, o homem mais sexy do planeta, informou a revista People esta semana.

Ora aqui está uma notícia verdadeiramente importante para nos aliviar da saga da crise, ou das crises. tanto mais que passei parte desta noite, durante um jantar deliciosos, a ouvir e a falar de corrupção, fraudes e outras coisas mais ou menos afins.

Estava eu a escolher uma foto de Depp para ilustrar a justiça desta eleição quando ouço uma voz atrás de mim a comentar: ele não gay? Deve ser a força do lobby.

A voz era masculina... evidentemente!

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19
Nov 09

missanga a pataco 75

Por mcr, às 23:36 | link do post | comentar

Querida televisão

Isto de dizer que a tv que nos caiu no regaço é de uma mediocridade a toda a prova é de uma banalidade confrangedora. Notem que nem sequer estou a falar das quatro anãzinhas principais que aquilo nem anãs são, são mostrengos, excrecências, coisas herdadas de tempos obscuros que estão aí vivas e eternas para nos castigarem de termos inventado a descoberta da Índia, com a ajuda “irrelevante” de um prático de navegação de Melinde.

Estava apenas a referir-me a um desses  canais em que nos debitam uma versão aligeirada (oh quão aligeirada!...) de cultura e que, entre duas leviandades e três erros de tradução, nos servem uma poçãozinha de cantáridas de sapiência com que mais tarde possamos brilhar num salão politico-cultural cheio de génios formados por essas novas e brilhantes universidades privadas.

Tomemos o exemplo de hoje com o canal “História”. Anunciava-se um longo documentário sobre Bismarck o chanceler que transformou a Prússia no motor do Reich alemão em versão Hohenzollern.

Com a evangélica paciência que costumo adoptar quando tenho algo entre mãos e preciso de som de fundo, resolvi aproveitar a boleia já que, ao fim e ao cabo, pouco sabia da biografia do velho Otto.

O documentário era, aliás, alemão, o que dava alguma garantia. Do que ouvi nada tenho a dizer de especial excepto que o tradutor para português tinha um conhecimento parco, modesto, modestíssimo, do alemão e mais ainda do português. Por exemplo, desconhecia que Graf quer dizer conde e não é nome próprio de quem quer que seja; que Freiherr não é homem livre mas, isso sim, um nome próprio. E que a guerra entre a Prússia e a Áustria foi fraticida e não fraternal. Convenhamos que com 45000 mortos a fraternidade estava um pouco de monco caído.

Poderia multiplicar os exemplos mas não vale a pena: no reino dos canais temáticos instalou-se uma mafia tradutora que consegue o impossível: tornar mais confusos e mais pobres os temas tratados. Nisso batem-se bem com os quatro grandes (!?#) canais generalistas nacionais.   


Diário Político 129

Por d’Oliveira, às 20:55 | link do post | comentar

Enterrar os mortos

Sou pouco dado a cerimónias fúnebres. Tenho pouco (nenhum) interesse no destino da minha carcaça quando chegar a minha hora (la mala hora). Recordo, das brumas da memória um texto da “Selecta Latina” sobre Diógenes (ou Sócrates, já não me lembro). Interrogado o filosofo sobre o seu futuro enterramento ele terá indicado que lhe bastava que atirassem o cadáver para um sítio despovoado. “E os lobos?”, perguntou-lhe um dos seus seguidores. “Não vês que te poderão comer?”. O filósofo fez de conta que levava a pergunta a sério e recomendou que lhe pusessem um cajado na mão. “Mas morto, como é que te poderás defender?”, rebateu o mesmo atrevido, metendo-se a si mesmo no ponto de mira do mestre. “Ora aí está.”, respondeu este. “Estando morto, tanto me faz o que acontecer com um corpo que já não me diz nada”.

Vem tudo isto a propósito de um facto que se vai noticiando mansamente, às escondidas, nas páginas interiores de um que outro jornal menos desatento: há uns milhares de mortos das guerras coloniais, enterrados em mais de duas centenas de sítios, as mais das vezes mal ou parcamente identificados.

Os familiares, mas não só, querem dar sepultura digna aos seus. As autoridades, ao que se sabe, dispõem-se a dar notícia dos cemitérios mas é tudo. Se alguém quiser enterrar na dignidade os seus mortos que pague a transferência dos restos mortais.

Alem da minha pouca reverência pela morte e pelo destino do que de mim restará, tenho a acrescentar que desde o primeiro dia (aliás desde antes mesmo) das guerras coloniais fui contra. Fui contra o colonialismo (português ou estrangeiro), tomei desde muito cedo clara posição, sendo até, já nos anos setenta, vagamente indiciado pela policia política como apoiante activo da guerrilha (o que era, de resto, falso pelo menos no que diz respeito ao apoio activo. Eu limitava-me, e não tenho nenhum remorso, a ser totalmente contrário à posição portuguesa e a defender conversações imediatas com as populações e partidos africanos).

Estou, pois, à vontade para criticar as autoridades portuguesas, actuais e pretéritas, pelo seu abandono desses cadáveres em terras africanas.

Esses homens deram a vida por Portugal. Foram para uma guerra que eventualmente não era a deles (mas que fosse!...). Morreram, em combate, por doença ou por desastre, enquadrados no Exército Português. O mínimo que se exigiria é que o Estado repatriasse os restos mortais de quem se batia em seu nome. Não há qualquer desculpa para o não fazer e, muito menos, para atirar para cima das famílias, uma despesa e uma responsabilidade que deve ser imputada  à “Nação”.

Num país que gasta mundos e fundos com a salvação de um banco boçal para não falar das derrapagens repetidas em todas as grandes obras públicas, é imoral, infame e repelente esta sovinice estatal.

Um país, um governo e um povo que não respeitam os seus mortos em combate, são entidades que não merecem qualquer apoio, muito menos qualquer sacrifício, que se mostram mortos e que parecem querer avisar os cidadãos de que os esforços que lhes pedem, ou pedirão, terão como resposta o silêncio, o  esquecimento e o desprezo.

Se é assim (e espero que algum sobressalto de honradez os sacuda) tenho por mim que este não é um país para gente de bem.  

 

d'Oliveira fecit   


18
Nov 09

Au bonheur des Dames 208

Por mcr, às 23:12 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Direito ao nome

Hoje pela manhã, uma senhora interrompeu a diária conversa sobre livros que o António Carlos Sobral e eu mantemos na esplanada.

Vinha-me pedir a direcção do blog para catar um texto de Dezembro de 2006 em que eu referia a morte do Zé Leal Loureiro. Achei que seria mais prático oferecer-lho já em papel tanto mais que previa farta canseira para uma estranha encontrar um texto soterrado por tanto escrito posterior.

Nem imaginam a trabalheira que tive. É que já não me recordava em que série é que publicara aquele doloroso epitáfio, tinha uma vaga ideia do ano e do mês (2006, Dezembro) mas não me lembrava do título.

Não encontrei o texto recorrendo ao tag mcr pelo que foi um petisco chegar ao malfadado escrito.

Quando finalmente dei por ele, descobri que a minha assinatura, pobre mas honrada, não constava do post. Em vez do obnóxio mcr estava, pasme-se, “incursões”.

Não presumo de escriba digno de figurar em antologias mas, que diabo, mereço mais do que estar amortalhado sob o nome do blog de que, de resto sou apenas um dos tripulantes.

Espreitei para cima e para baixo e descobri que uma boa centena (ou mais) dos meus textos sofreram idêntico tratamento: perderam o autor r averbam como assinatura o nome do blog.

Senhoras administradoras desta casa: façam o favor de me restituírem os meus escritos. Poderão ser de qualidade mais do que modesta mas suei-os, escrevi-os, publiquei-os e, ao contrario de muito boa gente que nega as mais elementares evidências, refugiando-se na especiosa diferença entre oficioso e oficial, eu assumo tudo o que faço, digo ou escrevo.

Em consequência, requeiro que me sejam devolvidos os posts agora semi-anónimos e que jazem nos fundos do blog. 

A latere, coisas destas não sucediam no velho incursões...blogspot.com!


Essência

Por O meu olhar, às 13:01 | link do post | comentar

     

     Momentos há
     Em que a vida se traduz
     No segundo em que paramos
     E captamos
     A essência de nós.
 
     Nesse momento
     Não há passado
     Nem presente
     Só o sonho de ser
     E viver.
 
     Mas o momento passa
     Roubado por uma qualquer
     Rotina
     E nós
     Vamos caminhando
     Lado a lado com a nossa essência
     Até
     Ao próximo momento. 
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17
Nov 09

estes dias que passam 175

Por mcr, às 22:50 | link do post | comentar | ver comentários (4)

Varrer para debaixo do tapete

Há assuntos que só se podem tratar com uma mão no nariz. Acontece o mesmo com certas peças de caça, mormente a perdiz que uma boçal moda gastronómica mandava preparar quando a ave estivesse já bem “faisandée”.

Eu, que não caço senão no prato, ando com uma série de historietas em mãos (aliás na cabecinha pensadora) a que acho alguma graça e que queria, portanto, dar à estampa internética. Sempre que me disponho a dar às meninges e ao dedo, salta-me do meio do mato, uma lebre, um coelho gordo, uma perdiz e, pimba!, distrai-me e lá vou eu desabalado atrás do bicho desprezando a minha capoeira e correndo vários riscos, sobretudo o de me cansar.

Vem tudo isto a propósito do senhor Primeiro Ministro e da sua última trouvaille: a descoberta de uma nova espécie de bipolaridade que ele traduz em oficial e oficioso.

Ao que parece, e ele até já o confirmou canhestramente, Sª Exª afinal conversava desde há muito com o preclaro Vara sobre a compra da TVI. Conversas de amigos de velha data, entenda-se, nada de oficial, nada de político, nada de grave. Falavam desta coisa comezinha (como diz o impagável dr. Soares que deveria ter mais tino nos adjectivos que usa e de que abusa) que é a compra de uma estação onde uma dr.ª Moura Guedes destilava semanalmente farta dose de cicuta contra Sócrates (o nosso, não o grego...). E confidenciavam-se nomes de compradores, hipóteses, enfim pequenos segredos sem importância desses que aparecem nas primeiras páginas dos jornais.

Todavia, inquirido no Parlamento sobre a tentativa de compra da estação, eis que o senhor Primeiro Ministro afirmou num clamor de inocência ofendida que nada sabia do assunto (a compra) que isso era um negócio particular onde o Governo não se metia (mas meteu-se!... como fartamente se sabe ao vetar a venda) e que quem pensava que ele, Sócrates, alguma vez tentaria calar vozes discordantes, apenas estava a fazer baixa política, intriga, enfim vergonhas.

Vem-se agora a saber que Sª Ex.ª sabia. Sabia de tudo desde há muito. Porém, e aqui está a questão, Sª Ex.ª, só sabia oficiosamente. O cidadão civil, paisano, José Sócrates sabia, falava, comentava, gracejava enquanto o Primeiro Ministro homónimo desconhecia totalmente o que se passava. Ao que parece ainda lhe não tinha chegado ao gabinete, a informação, convenientemente anotada e despachada pelos diversos funcionários que hierarquicamente submetem com força de papel e muitos “à consideração superior” estas coisas. Não havendo informação “oficial” não havia nada e as galhofeiras conversas com o velho amigo e camarada Vara eram só isso: mexericos, pá, tretas, meu, vê lá tu, Zé, ai que mundo este, Armando etc..., etc...

Num mundo menos perfeito e mais comezinho (com licença do dr. Soares) as coisas são vistas de outro modo. Nesse mundo, hostil ao nosso amado Conducator, essas conversas, inocentes e informais, são prova provada de conhecimento claro, preciso, do que se passava. É assim na França, na America (e Nixon bem poderia dizer algo sobre o assunto...), na Inglaterra ou em mais cem países notoriamente menos civilizados e menos (muito menos...) inteligentes do que o nosso.

Nesses mesmos países, ou em alguns deles, de tradição católica, até se poderia dizer que o Primeiro Ministro ao negar uma evidência estaria, mais do que a trocadilhar sobre oficial e oficioso, a mentir. Pecado mortal, pois, à luz forte da Igreja e à mais diáfana do Parlamento. Pecado mortal, disse, e político. Por menos já se defenestraram políticos e já se perderam reputações.

Cá, no entanto, ninguém se incomoda, muito menos o dr. Soares. Porventura lembrado do fax de Macau e de outros miasmas do mesmo género, eis que o pai fundador do P.S. actual desqualifica com desdém uma questão que, enquanto figura moral e tutelar da jovem democracia lusa, deveria ser o primeiro a denunciar ou pelo menos a não desculpar com uma burrice supina que é o epíteto de comezinho. Como se estes malabarismos, estas omissões e inverdades, fossem pascigo habitual de quem se senta, ou sentou, à mesa do orçamento, de quem pediu e pede votos e poder aos paisanos, aos de a pié que somos todos nós.

Dir-se-ia que para estes cavalheiros a mentira e a verdade são conceitos elásticos, relativos, relativizáveis, que se usam dia sim, dia não, ao sabor das conveniências pessoais e políticas de cada um.

Mais ainda do que a pouco sofisticada (para não dizer imbecil) distinção entre oficial e oficioso, com tudo o que ela encobre de recurso a patranha de quinta categoria, dói-me o desprezo por nós todos. Como se eles dissessem e, pior, pensassem: para quem é bacalhau basta. Toma lá e cala-te!  

Será que têm razão? Que o nosso silêncio generalizado lhes dá uma absolvição acéfala e que, em vez de cidadãos, nos aceitamos como súbditos, que pedem em alta grita “haja quem mande que a malta está aqui para obedecer, comer e calar”?     


Práticas destabilizadoras

Por JSC, às 19:54 | link do post | comentar

O Presidente da República viu-se, mais uma vez, obrigado a prestar esclarecimentos públicos sobre a sua agenda. Agora para sossegar o povo disse que não existe qualquer desagrado, da sua parte, com a actuação do Procurador-Geral da República, no que toca ao processo Face Oculta.

 

A questão que se coloca é porque surgem notícias, que o PR tem que desmentir. Será que não é a actuação, pouco clara, do Gabinete de comunicação do PR que acaba por gerar todo este ruído.

 

Vejamos, anunciou-se que o PR ia receber o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça. Contudo, manteve-se em segredo a agenda da reunião. Pior, nunca se soube se foi o PR que convocou o Presidente do STJ ou se foi este que pediu a audiência.

 

Com tanto segredo o que é que se esperava? Especulação pura e simples. Infelizmente é o que está a dar. Pena é que sejam as autoridades máximas do Estado, de um ou outro modo, a contribuir para a destabilização.

 


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