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Incursões

Instância de Retemperação.

Incursões

Instância de Retemperação.

31
Dez06

Diário Político 37

Incursões
Noite tranquila em casa
Antes fosse em Clichy, para celebrar de uma penada o Miller, leitura obrigatória e grata, e um par de amigos parisienses. Há largos anos que não passava a noite de fim de ano em casa, num mano a mano com a Crazy Grazy, sozinhos e descansados enquanto lá fora faz um grisu horrível. Mas aconteceu e está a ser bom. A C.G. andou a fazer uns exames complicados aos interiores e não estava para grandes saídas. Ai eu, quero é descanso anunciou, e foi fazer arroz doce. A Luísa Feijó ainda telefonou a sugerir um jantarinho com com a Teresa e o Rui (Feijós) e a Manuela Bacelar, mas nada demoveu a CG. De casa não saio! Pronto, pronto, não há crise, ficamos chez nous, qual é problema? E ficámos. A CG entretanto sempre por via das sequelas dos exames médicos já feitos, avisou que se eu queria jantar que me amanhasse. Isto em tom de desafio mas o que ela sabe já a mim me esqueceu...
Há dias, temendo um fim de ano difícil, tinha comprado uma tábua de patés e outra de queijos para o que desse e viesse. Se lhes juntássemos pão fresco e um Porca de Murça, reserva de 2001, tinhamos um jantarinho vagamente parisiense sobretudo se o fizéssemos diante de um programa de variedades da TV5. Nós nunca comemos de televisão acesa, mas isto era mais um picnic do que um jantar de festa pelo que a televisão foi convidada.
Querem saber que se comeu bem? Pois comeu-se muito bem, os queijos eram decentes, um deles mesmo excelente e os patés na proporção de 2 para um eram dignos de qualquer mesa.
E o arroz doce, ai o arroz doce...
Duas pessoas que gostam uma da outra são uma companhia enorme. E é por isso que o meu postal de fim de ano é este: a dois também se passa bem a noite.
Que para todos vós isto seja igualmente verdadeiro, no ano que daqui a momentos vai começar. A dois, o mundo é nosso e a vida também.

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