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Incursões

Instância de Retemperação.

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Instância de Retemperação.

28
Mai10

Diário Político 145

mcr

Agravos

Deixemos mais uma nota sobre a historieta sempre incrível do cavalheiro que se abarbatou com os gravadores. Agora parece que não se sabe onde param. E como param. Imagine-se que era eu que sacava um gravador a alguém. E que, percebendo que tinha sido filmado, a ia entregar ao segurança mais próximo. Ou ao seguinte. Será que poderia arguir de “acção directa”? Será que o parlamento também se solidarizaria comigo? Ao que se lê os grupos parlamentares da esquerda (ou que como tal se proclamam como parece mais curial) esquecidos que estão da liberdade de imprensa e de informação continuam a achar que a dita acçãozinha directa merece não uma censura mas o seu ominoso e espesso silêncio, aliás pontuado por palmas e risinhos vindicativos. Se isto não é corporativismo barato e rasca não sei nada de nada.

Os senhores deputados que tanto se melindram com as criticas de que são alvo, que querem à viva força legislar sobre tudo e sobre nada, que querem mesmo equiparar a união de facto ao casamento (que me mostrem diferenças substanciais entre a proposta da mimosa ex-jota Ana Catarina Mendes e o regime consagrado na lei para o casamento) deveriam começar a perceber (se a tanto lhes chega o entendimento) que o furor uterino legiferante tem limites.

Eu, que vivo amancebado, ou amigado, ou de casa e pucarinho, com uma leal companheira, estou condenado a ver-me seu herdeiro se porventura a infelicidade me fizer sobrevivente entristecido desta aventura que já leva uma dúzia de anos. Ou a contratar com a minha parceira e convivente um par de papeis que nos permitam continuar como até aqui. Se é que a lei celerada que se prepara o permite...

Quem casa, casa e pronto. Quem não quis casar, escolheu isto, esta vaga liberdade, este modo de se estar nas tintas para a sociedade que o cerca. Mas a D Catarina está vigilante. E os seus amigos idem. Querem meter-me nos varais deles, a puxar a mesma carroça que eles. Querem defender-me dos meus próprios erros, da minha crassa ignorância, do meu maquiavélico oportunismo. Hoje é isto. Amanhã vão cominar-me a mijar à moda deles: para o lado esquerdo e sacudindo o dito cujo três vezes, e só três vezes. Isso se não se lembrarem de marcar o número de mijinhas diárias.

Numa pequena cidade americana é proibido o “cunilingus” mesmo dentro de casa e por parceiros coniventes. Dá multa. Forte. Não sei como é que descobrem a coisa mas a verdade é que há uma lei. Os amigos dos amigos dos gravadores alheios parece quererem ir pelo mesmo caminho.

Aqui del rei!

 

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