Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Incursões

Instância de Retemperação.

Incursões

Instância de Retemperação.

31
Jul10

Um imenso nevoeiro

JSC

 

 

Durante cinco longos anos andaram enleados no Freeport. O Estado lá foi pagando para investigarem, indagarem, ouvirem este e aquele, carta para ali, resposta que não vinha, procurar o fio à meada e, eventualmente, encontrarem culpados ou não.

 

Durante os mesmos anos foram deixando cair para a comunicação social o que se queria que fosse publicado ou o que a comunicação social procurava. Tudo à má fila. Pois, o segredo de justiça, coisa em desuso.

 

Por fim, não encontraram culpado que se visse. Concluiu-se pelo arquivo dos autos. Tudo parecia indicar que o Freeport chegara ao fim, sem grande glória, mas com enorme gasto de tempo e dinheiro público, absolutamente improdutivo. Acabou, disseram todos.

 

Enganaram-se. Esta justiça de tão enleada é um novelo interminável. Não há culpados? Ai que não há. Afinal de contas ficaram 27 perguntas por fazer, por falta de tempo, dizem-nos. Pelo teor das perguntas que se conhecem, vê-se logo que aquilo é matéria complexa e que seriam necessários mais uns longos anos para reformular as perguntas, com o rigor e secretismo que só a justiça conhece, e outros tantos para deslindar as respostas.

 

E agora, Portugal? O que devias era exigir que te explicassem como é que durante cinco anos não tiveram tempo para fazerem aquelas sábias perguntas, com respostas óbvias. Contudo, do que se fala é do nevoeiro que criaram. Quem é que disse que Portugal é um imenso nevoeiro? Cada vez mais.

 

A grande utilidade do processo Freeport é a de mostrar a absoluta falta de eficácia e de eficiência da Justiça que geriu o processo. De decência. Se aquilo fosse uma empresa dava despedimento colectivo, com justa causa ou por motivo atendível, tanto o desperdício financeiro e desprestígio gerado, para a Justiça, para todos nós.

 

1 comentário

Comentar post