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Mar 12
Por José Carlos Pereira, às 16:55 | comentar

O congresso do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, que decorreu este fim-de-semana em Vilamoura, ficou assinalado pela polémica dos patrocínios, questão pertinente colocada pelos jornalistas, mas que deixou visivelmente incomodado o presidente cessante João Palma, sempre lesto a apontar o dedo a terceiros. Creio que se exigia maiores cautelas aos senhores procuradores nesta aproximação aos meios económicos e empresariais. Et pour cause...

Registe-se que o próximo presidente do sindicato será o actual secretário-geral, Rui Cardoso, um antigo colaborador do Incursões.


Populismo do piorio…

Se houvesse alguma prova de que isso era uma troca de favores, concordaria na crítica. O que é mais estranho, é que estas entidades têm apoiado todos os congressos de juízes e MP’s porque são dos melhores clientes que podem ter, com acordos comerciais para os associados para auferirem de condições mais benéficas. Comum e sem problemas éticos.

Só agora é que se descobriu que a maioria dos eventos deste países tem patrocínios do sistema financeiro e outros que têm processos em tribunais?

O problema é que algumas destas “acusações” vêm, aparentemente, a mando a quem interessa eventualmente paralizar a ação do MP que, finalmente, tem avançado nas investigações, mesmo que com poucos resultados, a muitas entidades eonómicas pouco habituadas a estar em tribunal por essa razão.

Já pensaram nisso?

Quanto aos media partners, para se conseguir passar a mensagem convidam-se jornalistas. Pelo que li em vários jornais, muitas vezes o que escreveram tiveram tom de críticas, pelo que não me pareceu uma lavagem de imagem. Mas passou a imagem de uma discussão que sem a presença de jornalistas não teria sidpo possível chamar a atenção para a justiça.

Já agora, foi apoiada a Fundação Aleixo com quase 10 mil euros e foram adquiridos produtos ao estabelecimento prisional, para ofertas a convidados, financiados também pelas quotas e inscrições de associados.

Cair em tentações induzidas deve ser alvo de reflexão

João Paulo Dias – não sou magistrado do MP, mas estudo a magistratura do Ministério Público (e tb os crítico por muito que não fazem…)
joão paulo dias a 4 de Março de 2012 às 23:35

Não discuto a qualidade da reportagem da SIC, mas sim a questão essencial. Não me parece de todo adequado que um congresso do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público tenha aquele cardápio de patrocínios, que permite a um magistrado passar um fim-de-semana "bonificado" no Algarve. E os jornalistas precisam de patrocínio para cobrirem um supostamente importante congresso? À mulher de César não basta ser séria...
Ainda há pouco se discutia o valor admissível para as prendas aos funcionários públicos. Então e neste caso em que ficamos? As prendas/patrocínios são bem-vindas e não se discutem?
Para mim, é claro que os patrocinados procuravam condições vantajosas para o evento que queriam realizar. E os patrocinadores, o que queriam? Apenas contribuir para a discussão dos magistrados?!
E os senhores magistrados do Ministério Público não costumam apresentar-se sempre como os paladinos do rigor e da seriedade à prova de bala? Pois aqui falharam por completo.

Já li, já li...

Pois, estranho que um sindicato não possa receber patrocínios...

Sendo assim as universidades perdem a independência perante os financiamentos bancários aos seus eventos. E os agentes culturais devem abandonar os mecenas por fazerem apenas cultura mainstream! Há que ter cuidado com alguma demagogia. Sempre tenho criticado os agentes judiciários pela sua ineficiência, mas colocar neste patamar é meio caminho para ir para a uma grande corrupção (porque parte já existe). E ainda mais quando os apoios, deste como de outros eventos a que tenho assistido como observador (e um par de vezes como convidado), são completamente transparentes!

Acresce que a maioria dos sindicatos têm acordos comerciais para promover produtos junto dos seus assuciados em condições benéficas, tal como SMMP ou a associação dos juízes. É isso que lhes retira isenção? Ou será antes o seu desempenho?

Enfim, parece-me que além de ser necessário cuidado nas acusações é preciso perceber porque aparecem elas: e se calhar, sem nos aperceber, podemos estar a ajudar quem mais está a ser perseguido pelo próprio Ministério Público!

Nota: não é por ter sido convidado um par de vezes que tenho sido mais "polido" nas críticas que tenho, até publicamente, feito.
joão paulo dias a 5 de Março de 2012 às 20:25

Já escrevi o que pensava sobre o assunto. Os magistrados não são uma classe profissional qualquer e duvido até que a existência de um sindicato enobreça os senhores procuradores do Ministério Público - são ou não são membros de um órgão de soberania? Ou são meros funcionários?

Seria muito estranho ver um procurador com a vestimenta publicitária...Ou ler num jornal "acusação patrocinada pelo BES"...
eheheh!
rui lucas a 8 de Março de 2012 às 18:53

Há quem faça paródia com os patrocínios, mas as palavras de Francisco Assis são certeiras:
http://corporacoes.blogspot.com/2012/03/as-tendencias-da-moda-outono-inverno.html

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