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Incursões

Instância de Retemperação.

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18
Mar13

Estes dias que passam 295

d'oliveira

A criatura não percebe

 

 

A criatura se tivesse algumas leituras, se lesse (esforço tremendo para ela), se pensasse, oh pedido exaltado e medonho!, já teria percebido que as coisas não correm bem para ela.

A arrogância que ela pensa ser coragem, a surdez que finge perante os protestos, têm ambas a mesma origem: falta de discernimento. Falta de bom senso se a expressão, nela, não parecesse um sarcasmo e uma tolice.

Não governa como já se percebeu. Diremos mesmo que desgoverna e que sobrevive no seu extraordinário número de funambulismo  apenas porque não se vê alternativa credível entre os seus também depauperados críticos. Ouvir Seguro é ouvir um eco deformado de Coelho.

Ouvir Coelho sobre Economia é pior do que aguentar o discurso de um aluno analfabeto sobre Aritmética. Dizem que terá um diploma vagamente universitário, coisa de que,  primeiro, desconfiei. Mas aí está Relvas o ufano com pretensões a doutor. Agora, este, diplomado por alguma dessas vendedoras de ilusões e diplomas que têm como pseudónimo o nome de “universidades privadas”.

Vê-lo, passear a sua vacuidade por uma universidade com os corredores cheios de estudantes que o apupam, lembra-me irresistivelmente a minha longínqua mocidade, mais precisamente o ano de 1969 em Coimbra.

Com uma diferença: os homens do regime daquele tempo tinham sobre esta gentinha uma vantagem. Eram mais cultos, mais inteligentes, mais políticos e, espantem-se, sabiam reconhecer rapidamente alguns erros. Relembro, tão só, que um cavalheiro chamado Hermano Saraiva, ministro da Educação nesse tempo, teve, a partir de Abril de 1969, apenas mais um par de meses de governo. Saiu corrido por Marcelo Caetano, arrastando na sua queda o Reitor da Universidade de Coimbra que tolamente o recebera naquilo que professores e alunos consideravam a nossa casa comum.

Pensar que os medíocres que se revêem em Coelho são iguais àquela gente do meu tempo de estudante já não me espanta. Eles nem sequer conseguem perceber a distancia que vai deles para aqueles. Em cultura, saber, inteligência e senso politico. E estou a falar daquilo a que se convencionou chamar fascistas!

Isto, esta miséria anti-intectual, é pior, muito pior.

E se calhar ainda não perceberam o que quer dizer demissão. Ofereçam-lhes, por favor, um dicionário dos mais baratos. Se é que eles sabem para que é que serve... 

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