Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Incursões

Instância de Retemperação.

Incursões

Instância de Retemperação.

16
Jul13

Au bonheur des Dames 345

d'oliveira

Podia dar-lhes para pior

O partido “os verdes” é apenas um grupo de criaturas oriundas da esfera de influência do PC que nunca seria notícia (ao contrário de duas ou três organizações ambientalistas que de há anos a esta parte se batem pela causa) pela razão simples de que se fossem sozinhos a votos não ganhavam sequer uma grande freguesia lisboeta.

Desde sempre, estão no Parlamento, à boleia do PC, melhor dizendo de um dos seus heterónimos, a CDU.

Como habitual porta-voz há uma senhora, de sua graça, Heloísa Apolónia, que vitupera medonhamente na AR e não acrescenta uma simples vírgula ao argumentário conhecido (e melhor, mais estruturado e mais lógico) do PCP.

Hoje, a referida deputada, veio falar da sua singular proposta de “moção de censura”. Não vale a pena debruçarmo-nos sobre esta acção votada a uma inglória morte na praia, como já se sabe. Contra este Gverno, pelas minhas contas, esta é a quarta moção apresentada, o que dá uma média de uma cada seis meses. Convenhamos que é muita moção para tão pouco sumo.

Apenas convirá lembrar que uma moção de censura derrotada é sempre, onde quer que seja, mesmo na Ilha da Barataria, uma vitória para o Governo atacado. Mesmo para esta coisa que por cá se passeia sob a batuta do senhor Coelho.

A senhora Apolónia, entretanto, acha que não. Acha que a sua extraordinária ideia é uma vitória gigantesca do povo, do proletariado, do ambiente, do lince da Malcata ou apenas do grupo excursionista “os admiradores do Cartaxo tinto”. Tanto faz que o que é preciso é mostrar serviço.

Chama-se a isto, falta de senso, mesmo que este seja a coisa mais bem distribuída no mundo. Por razões misteriosas, a vociferante Heloísa, faltou à chamada no dia da distribuição.

Dar ao senhor Coelho & comandita uma oportunidade de mostrar os seus escassos talentos oratórios, de se justificar e, no fim, de o ver sair pela porta grande é, de facto, mais uma originalidade lusitana. Arre!