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Incursões

Instância de Retemperação.

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11
Dez13

Roadshow ministerial inútil e dispendioso

JSC

O ministro da Economia, Pires de Lima, anda pelos Estados Unidos a vender Portugal aos empresários americanos. Nas intervenções públicas que tem feito, Pires de Lima vai garantindo que "Portugal está a ganhar competitividade”, que “as empresas têm reduzido os custos de produção”, que Portugal já ultrapassou a “recessão técnica”, que, enfim, estão criadas todas as condições para os investidores americanos despejarem dólares sobre a economia portuguesa.

 

O que Pires de Lima não disse é que a anunciada “redução dos custos de produção” não resulta de alterações no modelo de governo das empresas, antes da política governamental que forçou a queda dos salários.

 

O que Pires de Lima não disse é que apesar do anúncio do fim da “recessão técnica”, enquanto ele falava em NY, a Prossegur anunciava despedimento colectivo de 200 trabalhadores, a Sun&Shine fechava as portas a 40 trabalhadores, para já não falar no despedimento colectivo protagonizado pelo Governo, nos EVNVC.

 

Mas a parte mais anedótica é que enquanto Pires de Lima apelava ao investimento americano, a Goldman Sachs mostrou não precisar do 'roadshow' do ministro para comprar 5% dos CTT. O mesmo fez o  Deustche Bank que adquiriu 2% dos CTT.

 

É caso para dizer que Pires de Lima podia ter poupado ao país este roadshow e ter-se dedicado a tratar da economia. Os grandes investidores americanos, alemães e outros não precisam que lhe vão dizer onde investir, só precisam que os governos criem as condições para aplicarem os seus fundos, com retorno imediato.

 

O Governo fez isso com a EDP, com os CTT. As  Goldman Sachs aí estão. Vieram por eles próprios.