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Incursões

Instância de Retemperação.

Incursões

Instância de Retemperação.

05
Dez13

Porque não querem o inquérito?

JSC

PSD diz não haver fundamento para inquérito aos estaleiros de Viana. Segundo o líder parlamentar do PSD, não existe fundamento para avançar com o inquérito, pelo menos para já.

 

A questão a saber é se, para já, não há fundamentos, então, quando é que os vai haver? Ou será que há algo a esconder, algo a ser apagado, reformulado, para depois darem luz verde ao inquérito?

 

Outra declaração de arrepiar do mesmo líder parlamentar é a que garante que “a solução encontrada acautela os interesses dos trabalhadores”. Como se sabe, o Governo vai mandá-los todos para o desemprego. Está-se mesmo a ver que o interesse dos trabalhadores é terem como seguro o desemprego. Deve ser por isso que eles têm lutado.

 

A conclusão é que, para já, não é só o governo que anda desnorteado, a doença já atingiu o Grupo para-lamentar.

04
Dez13

Fundos criados para ajudar acabam a lucrar milhões

JSC

Os dois fundos de resgate da zona euro - Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), e o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) - registaram lucros de 260 milhões de euros desde o início do ano.

 

Irlanda, Portugal, Espanha pagam tudo isso e muito mais. Não bastavam os governos a darem cobertura à agiotagem financeira e, ainda, criaram estes fundos para sacarem mais e mais aos países que ajudaram a endividar-se. Por cima de mais este saque ainda temos de pagar e ouvir eurocratas, como um tal Olli Rehn que ontem descobriu que os portugueses já empobreceram bastante, porque já não vivem acima das suas possibilidades.

 

Como é óbvio os portugueses, a esmagadora maioria dos portugueses, não vivia acima das suas possibilidades. Olli Rehn, como eurocrata que é, é que vive muito acima do que seria medianamente razoável, à custa dos contribuintes comunitários, incluindo os portugueses que ele insulta.

03
Dez13

Um governo de embusteiros

JSC

Não vai há muito tempo que um governante aconselhava os portugueses sem emprego a abandonarem a sua zona de conforto e partirem mundo fora. O próprio primeiro ministro mandou os portugueses abalarem para a Europa ou para os países da lusofonia, para conseguir o que não conseguiam aqui.

Agora o primeiro ministro lamenta os jovens que partiram e diz desejar que se estanque esse movimento.

Não vai há muito tempo que o primeiro ministro definiu o empobrecimento dos portugueses como meta. Cortaram nos vencimentos, baixaram pensões, despediram em massa, no público e no privado. O Orçamento para 2014 contém mais cortes nos salários, nos abonos, nas pensões.

É neste quadro que, a dupla primominesterial, Passos & Portas vem dizer que não acredita em políticas de baixos salários e que até vão contrariar o FMI.

Não vai há muitos dias que o Crato defendia, com unhas e dentes, a avaliação dos professores. Não a avaliação de quem vá aceder à carreira de professor. A avaliação de quem já exerce a profissão. Não a avaliação do seu desempenho profissional. Mas a avaliação dos seus conhecimentos.

Agora, Crato desiste da avaliação, melhor, restringe a avaliação a uma franja de professores. Divide os professores. Divide as organizações sindicais. É óbvio que Crato não queria nem quer avaliar ninguém. Crato só tem por objectivo criar a instabilidade, a insegurança, a dúvida na competência do ensino público. Quanto maior a desestatização do ensino público, tanto melhor para o elitista e ultraliberal Crato defender e impor a privatização do ensino, “custe o que custar”.

Não vai há muito tempo que o Ministro da Defesa anunciava que ia apresentar uma proposta para viabilizar o Estaleiros de Viana do Castelo. Deixou arrastar a solução. Deixou que o passivo dos estaleiros aumentasse a cada mês da sua governação. Andou a empalear organizações sindicais, os trabalhadores do Estaleiro, o povo de Viana, o País.

Agora, de uma assentada, arranjou 30 milhões de € e anuncia o despedimento de todos os trabalhadores, com indemnização. Anuncia a entrega dos estaleiros a uma empresa privada, que dizem falida e sem experiência no sector da construção naval, que irá pagar uma renda anual completamente desproporcionada face à dimensão do empreendimento. Pior, já se anuncia que o Estado, as Regiões Autónomas poderão garantir encomendas que assegurarão lucros logo no primeiro ano da exploração. O Ministro fala mansamente nas vantagens, nos 400 postos de trabalho que serão criados. A empresa, mui oportunamente, veio falar em 1000 postos de trabalho. Se precisam de tantos para quê despedir todos os trabalhadores do Estaleiro?

Enfim, estes governantes - Passos, Portas, Cratos e demais - procuram agora mostrar-se condoídos com o sofrimento que infligem aos portugueses. Desataram a falar num tom pesaroso, quase de funeral, na tentativa de continuar a ludibriar os incautos. Fingem e mentem agora como fingiram e mentiram lá atrás. O seu comportamento é o de autênticos embusteiros, embusteiros e cínicos. O País não merece mais um governo assim.

02
Dez13

O elogio da fome!

JSC

O Banco Alimentar lisonjeia-se com os milhares de toneladas de fome que granjeou.

O Presidente da Cáritas alerta que o Governo facturou milhões de euros com a campanha que o Banco Alimentar organizou para alimentar a fome.

Os Presidentes das grandes superfícies devem estar a fazer contas para calcular o lucro extra que o Banco Alimentar lhes proporcionou.

Os governos, tal como os grandes grupos, acabam sempre por beneficiar do esforço dos pequenos, dos que passam mal ou mesmo fome.

É assim que a grande Alemanha precisa da nossa austeridade para garantir os excedentes que a dívida dos países do sul lhe proporciona.

É assim que a grande Alemanha, o Governo, proporcionam as condições sócio-económicas para que o Banco Alimentar, o governo e os grandes supermercados possam, em coro, congratular-se com o sucesso da campanha. Têm razão para tanto. O Banco alimentar encheu os armazéns e vai poder cumprir o seu papel assistencialista; O Governo encaixou um balúrdio de impostos; Os donos das grandes superfícies arrecadaram mais uns milhões, com os correspondentes lucros extra.

Só falta saber o que vai acontecer ao objecto de tanta canseira: O Povo. Como vai o Povo reagir a tanta ajuda? Como é que mesmo depois de tantos a ajudar, o Povo permanece de mãos vazias, sem trabalho nem futuro. Porque será que os que querem ajudar o Povo não lhe mostram outros caminhos nem o elucidam sobre as causas da sua pobreza? Será que de tão ser ajudado, o Povo ainda perde a alma ou a troca por dois quilos de arroz e dez réis de mel coado?

Ou será que o empobrecimento como grande objectivo do Governo Passos&Portas, só podia dar nisto: enriquecer uns poucos a dar de comer a multidões depenadas, sem alma, que se acotovelam por um saco de supermercado?

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