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Incursões

Instância de Retemperação.

Incursões

Instância de Retemperação.

03
Set15

Europa?

José Carlos Pereira

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As imagens chocantes do menino sírio que deu à costa numa praia da Turquia, e que ontem dominaram os meios de comunicação e as redes sociais, colocam-nos, a nós europeus, perante um imperativo: o de não poder desviar os olhos de uma realidade que nos bate diariamente à porta. Estiveram bem os jornais, como o ”Público”, que não hesitaram em trazer as fotografias contundentes e impressivas para as primeiras páginas.
Acostumados que estamos a ver imagens de migrantes que atravessam o Mediterrâneo e a Europa à procura de um abrigo seguro, temos dificuldade em alcançar os muitos milhares que ficam pelo caminho, mortos. A imagem do pequeno Aylan traz-nos de volta a essa realidade, da pior maneira possível.
Seguir-se-ão agora as cadeias de solidariedade habituais nestas situações, mas a família do pequeno Aylan e as de muitos outros milhares de crianças nunca se poderão reagrupar num local onde possam ambicionar ter paz, trabalho, casa, enfim, uma vida com um mínimo de dignidade e de segurança.
A Europa reagiu tarde e mal a esta vaga de migrantes, assim como tinha gerido mal a sua intervenção política e militar (e económica) nos países de onde provêm estes milhares de refugiados. Angela Merkel, como escrevi há dias, tem surpreendido positivamente ao liderar os esforços para colocar de pé uma resposta europeia, dando mostras de valores e de uma sensibilidade social ímpar entre os líderes europeus. Resquícios do que viveu e sentiu na sua Alemanha de Leste?
Os chefes de estado e de governo europeus devem, por ora, dar um pouco de descanso às matérias do défice e da dívida, concentrando os seus esforços em tentar estancar a emergência social e humanitária que rebentou às portas da Europa. Do investimento e das políticas a seguir em África e no Médio Oriente ao acolhimento condigno e solidário dos refugiados.

03
Set15

Rui Rio? Não!

José Carlos Pereira

Com o artigo de ontem no JN, Rui Rio acabou com as dúvidas. No seu estilo pomposo, áspero e indisposto com tudo e com todos, lançou-se ao ataque contra os correligionários Marcelo Rebelo de Sousa e Marques Mendes, embora sem os nomear, e colocou-se na linha de partida para anunciar a sua candidatura às presidenciais. É essa a minha leitura do artigo que escreveu e das encenações que tem levado a cabo.

A possibilidade de ver Rui Rio como Presidente da República será porventura a primeira razão para um voto útil. Contra ele.

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