Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Incursões

Instância de Retemperação.

Incursões

Instância de Retemperação.

02
Out15

Porque vou votar António Costa

O meu olhar

Nunca estive ligada a nenhum partido. Votei nas diversas eleições de acordo com o que considerei ser o melhor para o país em cada momento. Nestas eleições não tenho qualquer tipo de dúvida: voto António Costa.

Eu voto António Costa porque é uma pessoa competente como gestor da causa pública, com provas dadas disso mesmo. É inteligente, culto e honesto. Não se lhe conhece um único caso, bem pelo contrário. Deu provas de estar no serviço público de forma séria e com responsabilidade.

Eu voto António Costa porque é o único que pode derrotar este governo de Pedro & Paulo que nos roubou (diretamente dos nossos bolsos) que incentivou os nossos filhos a irem para o estrangeiro. Fizeram-no tirando-lhes a confiança em Portugal e dizendo mesmo: vão! É bom para o governo que os nossos jovens (e não só) estejam no estrangeiro: assim não contam para a estatística do desemprego. Este governo demonstrou que só pensa nisso: estatísticas. As pessoas não interessam e os números, todos o sabemos, podem ter sempre as leituras que lhe quisermos dar, com a agravante que podem ser manipulados.

Eu voto António Costa porque acho que mereço (merecemos) ser governados por uma pessoa decente, de forma transparente e com um projecto sólido e sério para o país. Não merecemos continuar a ser inundados todos os dias por mentiras, maquilhagem de números e de factos e lavagem ao cérebro por comentadores encomendados. Este governo banalizou a mentira. Já nem se valoriza mesmo as mentiras mais importantes: é apenas um somatório.

Eu voto PS porque os votos nos partidos mais pequenos são um sinal de protesto, o que é muito válido, mas isso não resolve o maior problema que temos neste momento: livrar Portugal e os portugueses de viverem mais quatro anos de pesadelo, de incompetência, de manipulação e de mentira.

Chega!!

01
Out15

a varapau 25

d'oliveira

Para variar do tema eleições

Não faço parte dos admiradores do senhor Mourinho. Em boa verdade, sou pouco dado ao futebol e menos ainda à constelação futebolística. Das escassas (mas infelizmente obrigatórias) vezes que ouvi a personagem, nada me suscitou particular atenção e, muito menos, entusiasmo. A criatura fala futebolês e exibe um ego que consegue ser maior do que os dos senhores António Costa, Marcelo Rebelo de Sousa e José Pacheco Pereira. Não um a um mas todos juntos, o que é obra. Digamos que estamos perante mais uma situação digna do Guiness ou, melhor ainda, de um fenómeno do Entroncamento!

Acompanhei, porém, a história do seu conflito com a médica do clube de que é treinador. Convenhamos que a coisa lhe correu mal. Ninguém, mesmo um treinador à beira de um ataque de nervos, pode criticar o facto de uma profissional de saúde tentar socorrer um jogador obviamente magoado. Neste capítulo é a médica quem deve ter prioridade e não o “mister”. Bem sei que para alguns destes espécimes, os jogadores valem o que vale o gado de raça. Muito ou pouco desde que continuem na categoria “gado”. Todavia, os impropérios gritados (filha da puta, vai para o caralho) dizem bem do carácter de quem os profere.

Depois, o afamado “special one” conseguiu (por acção, omissão ou comissão) que a médica fosse punida com o afastamento da equipa principal, o que é mais uma ajuda ao insulto. Cá, parece, ninguém se comoveu, mas na Grã Bretanha, onde o fair play ainda é tido em conta, as pessoas reagiram. Mourinho arrisca-se a uma indemnização (esperemos que significativamente pesada) e à perda de consideração que o seu despudor vernacular merece.

Aliás, mesmo correndo o risco de ser considerado machista, a coisa ainda se torna mais feia se a virmos pelo prisma de um conflito entre o homem poderoso e a mulher claramente menos protegida.

Eu não sei, e pouco me importa, dada a criatura em questão, se o sr. Mourinho se considera o galo de uma imensa capoeira ou se é apenas misógino e enfatuado. Sei que num estádio e à vista de uma multidão, a sua acção pontuada por uma gesticulação frenética e pela gritaria (tudo submetido, ainda por cima, ao olhar severo da televisão) não parece cumprir com a atitude de um “special one”, mesmo que esta expressão seja, de per si, uma patetice.

Não me faltam temas para ir escrevendo os meus folhetins. No entanto, como Mourinho é uma espécie de emblema nacional, convém explorar a questão e mostrar como isto não passa de mais uma má amostra do indigenato local. Mesmo sem sabermos uma patavina de táctica futebolística, somos melhores do que um homenzinho aos gritos num campo de futebol. Graças a Deus!

 

Pág. 3/3