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Incursões

Instância de Retemperação.

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01
Jul07

Curiosidades

O meu olhar


Fui hoje ao Concerto de Abertura do Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, na Casa da Música do Porto, e constatei duas curiosidades:

A primeira ao nível da segurança. Muito aparato policial, polícias por todo o lado muito bem armados e muitos guarda-costas, que pareciam todos formatados pelo mesmo molde. Entramos com o carro para o parque de estacionamento da Casa da Música e mandaram-nos parar pedindo os bilhetes. No final pediram desculpa e justificaram com um “ tem que ser”. Já no parque três polícias, vestidos de escuro, mandaram-nos parar, colocando-se um deles à frente do carro. Paramos. Pediram para abrir o capot e a mala. Assim fizemos. Depois de cuidadosa vistoria mandaram-nos estacionar. Depois de estacionar seguimos para o elevador onde um segurança nos abriu a porta. Depois saímos para o exterior da Casa da Música, subimos pelas escadas exteriores, e entramos no hall, subimos as escadas de acesso para a sala do concerto, entramos, sentamo-nos e ninguém, rigorosamente ninguém, nos pediu os bilhetes ou disse o que quer que fosse.

Moral da história, se não tivéssemos entrado pela garagem poderíamos entrar calmamente na casa da Música para assistir ao concerto que não haveria problemas, tanto mais que alguns dos presentes tinham convite mas não tinham bilhetes e puderam entrar no último minuto antes do concerto iniciar. Pelos vistos a segurança era só ao parque de estacionamento!

A segunda curiosidade tem a ver com aquilo que poderia chamar da atracção física do poder. Eu explico. Depois do concerto foi servido um Porto de Honra nos corredores da Casa da Música. Ao descer as escadas de acesso a um desses locais e olhando para aquele amontoado de gente veio-me à cabeça a seguinte imagem: as pessoas distribuíam-se como se fizessem parte de um átomo. O local onde estava o Sócrates era o núcleo, muito denso, e conforme havia maior distância desse centro a dispersão de pessoas era maior. Curiosamente quem andava lá meio perdido, a subir e descer escadas, sempre sozinho, era o Marques Mendes. Isto do poder é uma coisa doentia, O Sócrates tem aquela multidão em volta porque está no poder, Alias, talvez a maioria dos que o adulam pela frente o critiquem por trás. Se fosse o Marques Mendes que estivesse no poder seria ele o centro das atenções. Só não digo que o se o Sócrates estivesse na oposição também andaria ali sozinho porque me parece que ele não seria ingénuo o suficiente para ir para ali sem alguma companhia segura, ou seja, que não o deixasse sozinho.

Não há dúvida nenhuma que o poder muda as pessoas e normalmente para pior. Vão-se distanciando da realidade e do mundo dos “normais” e convencem-se que têm o poder absoluto. O Post baixo do MCR, é mais um exemplo disso mesmo. Será fatalidade?...


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