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Incursões

Instância de Retemperação.

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30
Ago06

As cartas de amor

Incursões
O Joaquim Fidalgo escreve hoje, no Público, na sua habitual coluna "Crêr para ver", sobre a crise das cartas de amor. O que se retira: as cartas de amor estão em desuso um pouco por todo o mundo. Pois, estão, Joaquim, tens toda a razão. É pena, dizes. É pena, digo também.

Houve um tempo em que fui um especialista de cartas de amor, daquelas cartas longas, que escrevia num bloco e que, mesmo não gastando as folhas todas, enviava assim, folhas em branco e tudo. Nunca percebi por que enviava tudo. Hoje suspeito que era o meu subconsciente a querer sugerir que tão importante como o que ia escrito era aquilo que ficara por escrever, se houvesse tempo e não houvesse a noção das medidas.

A coisa resultava, normalmente. E tanto resultava que foram imensas as cartas que escrevi a rogo, de amigos e amigas para os seus pretendidos. Curiosamente, também resultava. Presumo que em alguns casos nunca tenham descoberto a patranha e ainda hoje leiam e releiam as cartas que eu escrevi para outros.

Tudo tão diferente dos tempos de hoje, em que as cartas de amor foram substituídas por breves e sincopadas mensagens via telemóvel... Tudo tão diferente. Aliás, duvido que alguém, hoje, ainda goste de ler cartas de amor. Ou que seja capaz de ler uma longa carta de amor até ao fim. Todos têm mêdo de parecerem ridículos...

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