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Incursões

Instância de Retemperação.

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14
Nov05

O prazer da livraria e uma sugesão

Incursões
Gosto de ir ás livrarias. Perco-me na consulta dos índices e nas revistas que trazem recensões de livros. Na maioria dos casos, as livrarias não dispõem de um espaço para se estar calmamente a fazer tais consultas. Um novo conceito de livraria já entrou em Portugal a proporcionar tempo de fruição descontraído. Sei que já me referi à Livraria Latina, aproveitando um post de Rebeldinho Anaximandro. Mas, sem preocupações publicitárias, hoje não posso deixar de referir essa livraria que, encimando o seu frontispício com um busto de Camões, lembra a saga heróica dos latinos. Estive lá toda a manhã. Senti a tranquilidade que o prazer do livro devolve. A remodelação feita pelo nosso amigo Henrique Perdigão imprimiu à livraria Latina a ideia de um espaço para, tranquilamente, poder saborear o prazer de folhear e consultar livros. Vai, inclusivamente, disponibilizar a possibilidade de tomar café durante o tempo em que se frui o prazer de “ver” um livro.
Este post nasce de um impulso: prestar o meu reconhecimento a Henrique Perdigão. Num tempo em que as livrarias estão ameaçadas pelos supermercados, o Henrique resistiu à tendência para baixar os braços e, com o seu investimento, prestou um serviço à cultura.
Possivelmente, Henrique Perdigão não terá conhecimento desta pequena homenagem que lhe presto. E isso pouco interessa: afinal é apenas um desabafo que senti necessidade de partilhar com os meus amigos incursionistas.

A sugestão (que faz parte deste desabafo) é convidar todos os incursionistas a estarem atentos ao programa da Praça da Alegria (RTP), na próxima manhã de Quarta-Feira. Ali vai estar o Manuel de Sousa Mendes, (marcoense dos melhores, grande entusiasta pela causa de Timor e conhecido da maioria dos incursionistas) com o seu amigo Tomás.
O Tomás é um jovem músico que Manuel Mendes trouxe de Timor para tentar ser operado a um problema de cegueira.
O Manel (como lhe chamavam na escola) merece o nosso apoio e merece saber que nós o admiramos por ser um magistrado impoluto e um HOMEM de causas.

Aliás, será que se pode ser um bom magistrado sem ser Homem de causas (entendendo por "causa" estar ao serviço de um ideal)?!...

Talvez este tema possa servir de uma boa proposta para um debate.

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