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Incursões

Instância de Retemperação.

Incursões

Instância de Retemperação.

13
Out15

Costa arrasa mercados internacionais

JSC

A bolsa de Lisboa fechou em queda. A imprensa económica, a que as Tvs deram amplo destaque, quem fazer-nos crer que a queda das cotações está relacionada com a possibilidade de termos um governo de esquerda. O Jornal de Negócios, da Helena Garrido, titula mesmo: “Costa assusta investidores”.

Ora, uma vez que as bolsas em diversas praças europeia e não só - Wall Street fecha em baixa – também fecharam em queda é de concluir que António Costa arrasou os mercados internacionais…

13
Out15

Até onde nos levará o cinismo dos “facilitadores”?

JSC

A coligação PàF apresentou ao PS o que designou como DOCUMENTO FACILITADOR DE UM COMPROMISSO PARA A GOVERNABILIDADE DE PORTUGAL. O documento está disponível e pode ser lido pelo menos no sítio do JN e da TSF.

 

De que trata o documento? Segundo alguns órgãos de comunicação social o documento apresenta as principais propostas da coligação ao PS. Dito assim parece que tudo está bem e que a bola está agora no lado do PS.

 

Contudo, do que li do documento, não é disso que se trata. O documento não expressa uma única proposta da Coligação. Trata-se de 13 páginas de citações do programa do PS, a que nem falta a indicação do número da página.

 

A conclusão que se pode tirar é que o tal “documento facilitador” é mais um instrumento do jogo político, que pode ser entendido como mais uma atitude cínica da Coligação.

 

Certo é que não vão faltar analistas a considerar a grande abertura da Coligação, como não deixarão de ouvir todos quantos dentro do PS colocam objecções à criação de condições para a eventual constituição de um Governo de esquerda, omitindo que o mandato dado pelos órgãos do PS a António Costa foi inequívoco.

 

Inequívoca foi também a vitória eleitoral do PàF. Logo, o PR só tem que os convidar a formar Governo e por termo a este jogo pafiano

 

12
Out15

Tão agitados e medrosos que eles andam…

JSC

É impressionante o nervosismo que grassa nos “opinadores” encartados que proliferam nos meios de comunicação social. É igualmente impressionante a coincidência de posições de diferentes directores de jornais, no sentido de considerarem que os contactos de António Costa com os partidos da esquerda é algo de tenebroso, impensável até há poucos dias, que nem dá para acreditar que está a acontecer. Escrevem e falam sobre isso, com o objectivo de influenciar a opinião pública para depois concluírem que é isso que a opinião pública pensa.

 

Uns e outros – opinadores e directores de jornais ou equivalentes – procuram todo o tipo de razões para mostrarem que o que António Costa está a fazer é a política no seu pior, que quer ganhar na secretaria, considerando até que António Costa está a fomentar um aberração democrática.

 

Uns e outros criticam António Costa por este estar a procurar uma solução, de entre as possibilidades que o novo quadro parlamentar possibilita. Mas uns e outros nada dizem sobre o silêncio a que os senhores do PàF se remeteram, seguindo a mesma estratégia que adoptaram na campanha eleitoral: Nada dizerem de substantivo, esconderem-se.

 

Só por grande miopia ou por interesses particulares muito profundos é que esta gente pode qualificar como anormal o esforço que António Costa está a fazer e que, se tiver sucesso, conduzirá a uma alteração radical no modo de fazer política em Portugal.

 

Talvez seja o medo desta mudança que os senhores dos jornais e os opinadores profissionais mais temem. Até hoje, o que eles qualificaram de arco da governação tem criado as condições para uma estabilidade de águas promíscuas, que eles influenciam mesmo quando parecem criticar.

 

Será por isso que a mera hipótese de um Governo formado pelas forças de esquerda já os assusta. Mas a constituição desse Governo e a hipótese desse Governo poder ter sucesso é uma coisa que os amedronta, torna-os pequeninos, irracionais até.

11
Out15

UMA PRESSÃO INTOLERÁVEL

JSC

Os principais programas de debate/análise política dos diferentes canais televisivos mostram como a balança na comunicação pende, fortemente, para o lado da PaF, da direita.

Desde os moderadores introduzirem os temas a debater na perspectiva do PaF, até os convidados – que eles escolhem – serem maioritariamente favoráveis à visão política do PaF, tudo serve para incutirem nas pessoas um discurso dominante, que procura mostrar como a formação de um Governo à esquerda é uma coisa má, antidemocrática, que atenta conta a nossa história recente, que nada há que aproxime os partidos à esquerda com o PS.

Por outro lado, onde até há dias viam opções radicais do PS veem agora programas “casáveis”, com muitos pontos de contacto, com os mesmos objectivos, fáceis de operacionalizar, porque, dizem, é uma questão de dose.

Ouvir Paulo Rangel, Marques Mendes, Luís Montenegro e outros defenderem que o PaF deve governar, porque ganhou as eleições, parece-me natural e legítimo.

Ouvir José Gomes Ferreira, José rodrigues dos Santos, Helena Garrido, André Macedo e outros que sob a capa de jornalistas apresentam autenticas propostas políticas; que estão sempre a apontar o fantasma dos mercados, os papões da Europa, como se este país fosse um protectorado ou coisa parecida; que espalham a ideia de que uma maioria parlamentar, desde que seja de esquerda, não é democrática; que olham para o PCP e para o BE como se estas organizações fossem a ralé da sociedade, com as quais não se pode negociar, apesar de representarem 20% do eleitorado.

As posições destes jornalistas, claramente comprometidos com o Paf, só é preocupante porque eles falam como se fossem profissionais politicamente isentos e é assim que muitas pessoas os ouvem, porque não os identifica com nenhum partido.

O principal obstáculo à constituição de um Governo de esquerda não estará tanto nos partidos do PaF mas na formatação da opinião pública que a comunicação social – jornais, rdp/tsf e televisões – leva a cabo de modo certeiro e contínuo com o objectivo de descredibilizar o PS e em particular António Costa.

09
Out15

De regresso ao país real (da PaF)

JSC

 

Terminadas as eleições, o país real está de volta. Bem-vindos ao Portugal em crescimento

… E as noticias são:

  1.  Mais 100 trabalhadores portugueses abandonam hoje a base das Lajes
  2. Unicer fecha fábrica em Santarém e despede 140 
  3. Despedimento coletivo de 273 trabalhadores na Somague
  4. Mais mulheres em risco de pobreza
  5. Constitucional chumba Governo nos acordos para as 35 horas nas autarquias (mais uma derrota para o Governo mais inconstitucional da democracia)

Como se imagina é mera coincidência os despedimentos em curso terem esperado pelo fim da campanha eleitoral, não fossem estragar a visão de crescimento e bonanças que a PaF espalhou e que o José Gomes Ferreira tão bem interpretou.

04
Out15

Uma República sem Presidente

JSC

O artigo que Pedro Marques Lopes publicou no DN constitui uma extraordinária reflexão/avaliação dum Presidente da República em estado de negação.

 

«Um Presidente que já não é o da República»

«Se não vivêssemos numa República não teríamos um Presidente da República.

...

«A preservação da memória é uma tarefa fundamental da comunidade e está, sobretudo, a cargo de quem nos representa. Nós somos o que for a nossa memória; os países, as sociedades, não são diferentes. Pelo contrário, mais do que as pessoas, estas precisam de momentos, de monumentos, de comemorações, de símbolos. Sem eles corremos o risco de nos desintegrarmos. São em larga medida os feitos coletivos, as alturas em que tivemos causas que nos uniram, as nossas derrotas, as nossas mudanças como povo que nos definem, que fazem de nós o que somos.

....

«Não indo às comemorações do 5 de Outubro, Cavaco Silva esqueceu tudo isso ou, se calhar, nunca o soube. Não chegava ter assistido impávido e sereno ao fim de feriados importantes para a comunidade - um deles o próprio 5 de Outubro - em razão dum conceito de produtividade arrevesado, como se o nosso imaginário comum, a necessidade de celebrar a nossa história, pudesse ser trocada por o que quer que seja, Cavaco Silva resolve não ter tempo para aquilo que, pelos vistos, considera a minudência de estar presente nas celebrações do 5 de Outubro.

....

«Amanhã teremos uma nova composição da Assembleia da República. A questão é: e Presidente da República, temos?»

23
Set15

As artes mágicas de Passos Coelho

JSC

Andaram meses a tentar vender o Novo Banco. Colocaram o Regulador no papel de vendedor e o Regulador fez de tudo para levar a carta a Garcia.

 

No fim o negócio falhou. Talvez o Regulador não tenha assumido bem o papel de vendedor.

 

Como se notou a estratégia era deixar o Governo de fora. O Governo nada tinha a ver com aquele negócio. Os lesados protestavam? Era lá com eles e com o governador/vendedor do Novo Banco, o governo só lamentava que os reguladores não se entendessem.

 

Quando tudo parecia que ia bater certo, o negócio faliu e com isso deixou de haver encaixe financeiro, o que pôs a nu a fragilidade das políticas adotadas.

 

Finalmente, a venda do Novo Banco deixou de ser apenas um problema do Governador/vendedor e passou a ser um problema para o Governo. O défice subiu para 7,2%. Número impensável, que abate todo o discurso do governo e da coligação.

 

Só que, por artes mágicas, Passos Coelho descobriu que o falhanço da venda do Novo Banco acaba por ser uma coisa boa. Garante ele que "quanto mais tempo demorar a vender o Novo Banco mais juros o Estado recebe desse empréstimo". Esta foi mesmo tirada da cartola.

 

Este Passos é espantoso, não é? Só não se percebe por que razão eles tinham tanta pressa em vender o Banco se o mesmo estava a render juros abundantes para o Estado.

22
Set15

Acusam para nos fazer esquecer as patifarias que fizeram…

JSC

A campanha enredou-se na questão do corte das pensões. Não é a segurança social que se discute. É o corte nas pensões que a dupla mentirosa Pedro&Paulo asseguram que António Costa tem escondido. Inventado o corte, exigem que António Costa explique. Costa explica. A dupla mentirosa diz que não percebeu nada. E assim sucessivamente, um dia após outro. A comunicação social e os comentadores encartados vão repetindo e repetindo…

 

Não deixa de ser irónico que os líderes do Governo que mais duramente cortaram nas pensões, nos ordenados, no subsídio de férias e de natal venham agora esconder a sua prática governativa a acusar o adversário de querer fazer um milésimo do que eles fizeram. Acusação que nem faz sentido.

 

A mentira norteou a campanha que levou Passos ao poder em 2011. A mentira foi instituída como prática governativa. A mentira só podia continuar a nortear a campanha da dupla Pedro & Paulo.

 

Deve ser por mentirem tanto que eles se escondem tanto. As sondagens dão o que dão. Mas apesar das sondagens parecerem mostrar que eles têm o apoio da população, apesar disso, eles escondem-se, não têm coragem de virem para a rua, de andarem pelas ruas e praças em contacto directo com as populações. Eles escondem-se, só aparecem rodeados de bandeiras, com jovens aos gritos, entram e saem apressados dos carros, dos teatros, dos recintos. Fogem.

 

Deve ser por medo que lhe chamem mentirosos que não aparecem nos fóruns abertos ao público, que não vão aos directos nas rádios, que não colocam as suas caras nos cartazes de campanha.

 

Eles têm medo. Um medo que os tolhe. Por isso só parlam e sorriem entre os seus apaniguados. E porque agem assim? Porque sabem que a comunicação social fará o resto, espalhará a mensagem que eles querem passar, sem ter a oportunidade de os confrontar com o que fizeram nem com o que escondem.

 

Apesar disso, apesar do Pedro falar e do Paulo falar e de serem dois a passar a mesma mensagem enquanto nos outros partidos apenas fala um e apesar das TVs (o que conta é o que passa na TV) escolherem sempre uma mensagem dos outros partidos a bater no PS, apesar disso, a esquerda ganha e ganhará com grande segurança.

 

direita esquerda.png

 Gráfico retirado do Blog Ladrões de Bicicletas

26
Ago15

“Políticos palhaços”, lacaios e quejandos

JSC

Durão Barroso é um daqueles políticos que ousa e luta por se manter na crista da onda e que merece especial atenção da comunicação social, que lhe mostra a cara e põe em relevo a vacuidade que despeja sobre plateias incautas.

Durão Barroso, é bom lembrá-lo, é o personagem que abandonou o Governo deste país (que dizia estar de tanga) para se instalar no bem-bom de Bruxelas.

Durão Barroso, é importante não esquecer, é o personagem que fez de mordomo na cimeira dos Açores, cimeira da monumental mentira, que criou as condições para a invasão do Iraque, causa próxima da tragédia que se abateu sobre todos os países circundantes e agora sobre a Europa.

Durão Barroso, é bom não esquecer, presidiu à UE durante dois mandatos e deixou como legado a maior crise económica, financeira e humanitária da UE.

Durão Barroso, é bom não esquecer, sempre andou a mando dos senhores do outro lado do atlântico e, obviamente, da Alemanha. Ele que agora fala da importância do Euro, não consta que tenha tomado ou proposto medidas no sentido de impor o Euro como moeda de troca internacional e de refúgio alternativa ao dóllar.

Durão Barroso diz que ficou impressionado ao ver "300 caixões alinhados nos barcos" numa das visitas que fez a Lampedusa. Em vez de exprimir sentimentos deveria dizer o que fez para resolver o problema. Problema que se agrava a cada dia que passa. Como será que o ex-Presidente da UE quer uma União Europeia "de portas abertas, mas não escancaradas"? Receber aquela gente com gás lacrimogéneo? Construir muros de betão ao longo das fronteiras? Proteger as fronteiras com rolos e rolos de arame farpado? Mandar o exército e tanques receber as pessoas que fogem de conflitos que a própria UE ajudou a promover?

Só com uma comunicação social sem memória e um povo que recebe de braços abertos estes artistas do cinismo é que gente como Durão Barroso continua a ter auditório, a fazer manchetes, a ter caminho público para andar.

"Na Europa também temos políticos palhaços." Disse Durão Barroso. Pois temos. Não faltará quem veja em Durão Barroso o paradigma disso mesmo.

O drama é que são esses políticos palhaços, lacaios e quejandos que têm governado os povos da UE.