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Incursões

Instância de Retemperação.

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28
Jul15

a varapau 21

d'oliveira

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(a política em férias 2)

Estrelinha que a guie...

 

Anda por aí uma criatura doutorada (Jesus, Maria, José!!!) que dá por Estrela Serrano.

Apesar do título académico, das funções que ocupa, a referida senhora, tal qual Homero (raio de comparação!...) por vezes dormita. Ou vomita.

Desta feita aproveitou mal uma ocasião em devia ter ficado caladinha. Já não digo por elegância mas apenas por educação se é que ela sabe o que isso significa.

Ocorre que o senhor Passos Coelho (pessoa que nunca me mereceu carinho, como sabem os que me aturam) é casado com uma senhora cujo nome desconheço mas que tem origens guineenses e sofre de cancro.

Raras vezes a vi com o marido. Consta que ambos decidiram manter a sua vida conjugal fora das luzes da ribalta política, o que é quase um milagre.

Todavia, justamente por ter família e amigos na Guiné e/ou Cabo Verde, terá condescendido (ou querido) acompanhar o marido a tais terras. Talvez as saudades a roessem, talvez o cancro lhe desse umas tréguas nos trópicos, enfim talvez lhe apetecesse, pura e simplesmente.

A senhora lá terá entendido (e, a meu ver, fez bem) que não valia a pena ocultar um dos efeitos mais desagradáveis do cancro: a perda de cabelo.

E apareceu, na Guiné, longe dos holofotes portugueses, de careca corajosamente à mostra.

Sem perucas ridículas, sem um lenço, que pouco esconde, apareceu na sua actual circunstância. Uma mulher que tenta vencer o seu cancro e que, só por isso, merece se não a nossa simpatia pelo menos o nosso respeito.

A senhora Serrano que devia estar num mau dia, resolveu opinar sobre este fait-divers que teria passado razoavelmente despercebido à maioria os portugueses, afirmando que a passageira alopecia da senhora Passos Coelho tinha evidentes fins políticos (notoriamente reaccionários, claro) de ajuda à campanha eleitoral do marido. Isto que, em si, já é ridículo e passavelmente pouco inteligente, acaba por ser infame.

Não se pede à senhora Serrano piedade, compaixão, respeito pela doença alheia como não se pede ao pilriteiro que, em vez de pilritos, dê coisa boa. Pede-se, porém, inteligência coisa de que o seu artigo sobre a mulher de Passos carece em alto grau. As reacções, e foram muitas, mostram à evidência que o escrito da criatura acertou na água, melhor dizendo na fossa de onde nunca deveria ter emergido. Por várias razões: criou uma onde de repúdio pela sua tola crueldade; tornou pública ou publicitou ainda mais o que andava pela esfera do não comentado, do silenciado e, finalmente, criou ao PS mais um problema que Costa não merece.

A política em férias tresanda. Como o artigo da senhora Serrano.

Como dizia Camilo, espera-se que tal escrito “passe ao ventre da mãe terra pelo esófago do esgoto” (ou da retrete, já não me lembro bem da palavra exacta nem isso, dado o tema, tem grande importância)

*na gravura: fotografia recolhida na internet e que não corresponde à senhora Passos Coelho.

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