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Incursões

Instância de Retemperação.

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Instância de Retemperação.

25
Fev14

As ditas infra-estruturas de valor acrescentado

José Carlos Pereira

Na semana passada, vi-me impedido, por razões profissionais, de participar na sessão de discussão pública promovida pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte sobre as infra-estruturas de valor acrescentado, na sequência do relatório elaborado pelo grupo de trabalho nomeado pelo Governo. Autarcas, académicos, empresários e dirigentes associativos do Norte envolveram-se numa reflexão sobre os investimentos prioritários definidos por esse grupo de trabalho, que não contou com representantes da região, e reivindicaram obras fulcrais para o desenvolvimento integrado do território, a realizar com o apoio do próximo ciclo de fundos comunitários 2014-2020.

Muito embora nenhum dos partidos do arco da governação se possa gabar de ter tido sempre um comportamento irrepreensível nestas matérias, estiveram bem os cinco presidentes de Câmara socialistas do distrito do Porto que entregaram um caderno de encargos na defesa de investimentos caros à minha região do Tâmega e Sousa: a electrificação da linha ferroviária do Douro até à Régua e recuperação da linha até Amarante; a construção do IC 35 de Entre-os-Rios a Penafiel; a requalificação da ligação rodoviária entre Marco de Canaveses (Soalhães) e Cinfães; a construção da ligação rodoviária entre Baião-Ponte da Ermida-Resende; e a consolidação do canal navegável do Douro.

Todos estes investimentos promoveriam a coesão do território de forma ímpar e ajudariam a “desencravar” uma das sub-regiões menos desenvolvidas, em termos económicos e sociais, do país. E se não forem concretizados com a ajuda do próximo quadro de apoios comunitários, é certo e sabido que dificilmente estes projectos alguma vez verão a luz do dia.

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