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Incursões

Instância de Retemperação.

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27
Jun14

E lá se foi o Mundial!

José Carlos Pereira

 

E pronto. A goleada frente ao Gana, que calaria todos os males, não surgiu e Portugal saiu do Mundial pela porta dos fundos, vítima das suas próprias debilidades e da teimosia (incompetência?) do seleccionador nacional.

Passando ao lado das questões técnicas da preparação e do planeamento da fase final do Mundial, por incapacidade para me pronunciar sobre as mesmas, é para mim evidente que Paulo Bento tinha a obrigação de conhecer, de fio a pavio, a condição física e técnica dos jogadores antes de publicar a convocatória. Apostar num número elevado de atletas com sérios problemas físicos ou com reduzida competição ao longo da época e em outros sem qualidade para estar na selecção só podia dar no que deu.

Uma equipa nestas condições necessitava de ter jokers super motivados pela época que tiveram ou pelos resultados que alcançaram, que ajudassem a compensar a menor disponibilidade física de alguns jogadores e surpreendessem os adversários. Antunes, na defesa, Tiago e Adrien, no meio campo, e Quaresma e Bebé, no ataque, poderiam ser alguns desses nomes. Bento preferiu fechar-se no seu grupo habitual, incapaz de lidar com a irreverência de que Portugal tanto necessitou neste Mundial. Mostrou também inabilidade para lidar com a retirada de Tiago, ao invés do que fez em tempos Scolari, que convenceu Luís Figo a regressar à selecção depois de uma primeira renúncia.

Temos de voltar a página e dentro de pouco tempo surgirá já o apuramento para o Europeu de 2016. Em meu entender, não faz qualquer sentido manter Paulo Bento em funções depois deste inêxito. Será, aliás, a primeira vez que um seleccionador português se mantém no lugar depois de fracassar numa grande competição internacional. Paulo Bento ficou “manchado” por este mundial e não parece talhado para conduzir a renovação de que Portugal necessita. Não se entende como é que a Federação decidiu renovar-lhe o contrato antes da fase final do Mundial, sem cuidar de avaliar os resultados nessa competição. Ou será que a FPF dá-se por contente com os apuramentos “à rasquinha”?!

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