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Incursões

Instância de Retemperação.

Incursões

Instância de Retemperação.

06
Jul06

"Salazar e a Rainha"

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Hoje, às 18H00, na "Sociedade Histórica da Independência de Portugal", sita no Palácio da Independência, ali ao Largo de São Domingos, Lisboa, irá ter lugar o lançamento do livro "SALAZAR E A RAINHA", da autoria de Fernando Amaro Monteiro, Doutor em Relações Internacionais e Professor Universitário.
Dom Duarte de Bragança apresentará o Autor.
Carlos Nuno Pinto Coelho apresentará a obra.
Irei a este evento, daqui a pouco. Talvez encontre alguém do "Incursões", quem sabe?
05
Jul06

O Futebol e a "Vida Real"

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Se estiver enganado, peço perdão.

Zinedine Zidane marcou o único golo da partida na transformação de uma grande penalidade (?!!) na sequência de uma alegada falta de Ricardo Carvalho sobre Henry. Aos 33 minutos da primeira parte.

O próprio “Le Monde” acaba de afirmar, na sua edição “on-line”, que "largement dominés en première période, les Bleus ont bénéficié d'un penalty"

Curioso que uma grande penalidade (uma falta sobre Cristiano Ronaldo) essa sim bem real, não foi assinalada a nosso favor. À semelhança de outras numerosas faltas da equipa francesa sobre a nossa.

Quanto a mim, a França comprou o árbitro. Não importa como se ganha. Há que ganhar a todo o custo. Recordo aqui a campanha vergonhosa que o “Figaro” fez contra Portugal, nas vésperas deste jogo. A que patamar desceu a França!

O futebol é, com efeito, como a “vida real”: a Verdade e a Justiça raramente ganham!
02
Jul06

Portugal Hoje

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De quando em vez, é preciso descansar um pouco. O terreno até está propício para um certo pousio... Contudo, aqui deixo, com a (certamente) bondosa condescendência da "minha" Kami, um texto da Ana Lucinda, a propósito da nossa Selecção e...não só. Como estamos ambos em sintonia perfeita, aqui deixo, pois, o seu texto, que subscrevo na íntegra.


"Eu vi a luz brilhar nos olhos dos portugueses. Ricos, pobres, incluídos e excluídos, novos e velhos ostentavam a bandeira nacional e gritavam vitória. Todos transbordavam de emoção e de sonho. Eu vi!

O pretexto foi a vitória da selecção portuguesa no jogo de futebol contra a selecção inglesa.
Nesta época de globalização em que o poder económico destrói as fronteiras e se debilitam os poderes institucionais, há fenómenos que fazem eclodir, numa avalanche, a nossa identidade nacional, a nossa alma portuguesa.

Como atrás de tempos vêm tempos, as Nações e os Estados não estão definitivamente realizados, mas têm de cumprir-se constantemente.

É preciso dar corpo a esta Alma e cumprir Portugal hoje e agora!

É preciso cumprir Portugal promovendo políticas de fixação das populações à sua terra.

É preciso evitar a desertificação do interior, o que significa efectivar Portugal em toda a sua área geográfica. Portugal não pode confinar-se às grandes cidades do litoral!

Vem isto a propósito da anunciada intenção de extinguir as comarcas judiciais e de as substituir por novas "circunscrições territoriais", o que se insere na actual política que redunda na extinção dos organismos públicos desconcentrados.

Com o encerramento das fábricas por via da “deslocalização” e do “dumping social”, e a extinção destes organismos públicos por causa das restrições orçamentais, como é possível cumprir Portugal na sua dimensão geográfica?

Convém não esquecer que o deficit orçamental não se controla só com a redução da despesa pública. O deficit orçamental está em íntima relação com o produto interno bruto (PIB) e, se não houver crescimento económico, se não houver PIB, pode chegar -se a um momento em que a despesa pública tem de ser zero, acabando todas as funções sociais do Estado.

Se a verdadeira causa da redefinição do mapa judiciário é apenas o desajustamento do volume processual aos recursos existentes nas diversas comarcas, então agreguem-se as comarcas, ficando um juiz afecto a duas ou três, reformule-se o quadro dos funcionários judiciais em função do volume processual, aproveitando-se estes funcionários judiciais excedentários para outros serviços públicos, desconcentrados ou locais.

Auscultem-se as populações, ouçam-se os funcionários, os juízes, os magistrados do Ministério Público, os advogados. As reformas são necessárias na dialéctica do tempo que tudo muda. Mas as mudanças têm de ser feitas em favor das populações e têm de incluir todos os visados, numa atitude de integração, de construção, e não de destruição.

O Estado de Direito democrático não se esgota numa maioria governativa e parlamentar!

Não se extingam os factores de fixação das populações à terra. Não se destrua todo um edifício jurídico construído, ao longo de muitas décadas, por insignes Juristas, e que assenta, ao nível político e administrativo, na desconcentração e descentralização dos serviços do Estado e entes públicos, aliás na esteira do universal princípio da subsidiariedade que avivou de tom com a integração europeia.

Portugal mostrou que precisa absolutamente de afirmar a sua identidade nacional e quer cumprir-se na sua integralidade, o que se revela essencial na sua actual condição de Estado membro de uma União Europeia a navegar em mar tempestuoso.

Portugal tem um porto seguro que é o sentido de identidade nacional, a coesão territorial e o seu património histórico e cultural.

É necessário que os políticos, como representantes deste povo, percepcionem este grito de Alma e contribuam para que Portugal se cumpra."

Ana Lucinda
02
Jul06

Espírito Guerreiro

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Portugal de novo com espírito guerreiro!

O segredo de Luiz Felipe Scolari para a boa prestação da nossa Selecção reside no "espírito guerreiro dos jogadores".

É assim que este explica o êxito desta equipa, classificada entre as quatro melhores do mundo.

E dizem por aí mal de Scolari! Que ele tem um discurso infantil, que ele é um pobre crente, que é conservador!
Pois podem ter a certeza de que foi ele que instilou esse espírito ganhador ao longo do tempo, nos nossos jogadores.

Ora tomem lá!

Apliquemos agora, a todos os sectores da sociedade, este “espírito guerreiro”, nomeadamente na economia, na educação e na política (esta última para fazer face a esses façanhudos de Bruxelas) e Portugal renascerá das cinzas!

É que Portugal não nasceu por acaso. Nasceu, antes, a régua e esquadro. Nasceu para servir um determinado propósito na História da Humanidade.

De facto, Portugal "deu novos mundos ao mundo" e iluminou este quando atravessou o mar ignoto.

Portugal é um hino ao valor do Homem perante o mundo. Com efeito, desta “Ocidental praia Lusitana” ainda temos “aqueles que por obras valerosas se vão da lei da Morte libertando”.


Nota: Ricardo voltou a ser herói, entrando para a História como o primeiro a defender três "penáltis" num Mundial. Um feito que, ao que parece, não foi suficiente para a Fifa designar Ricardo como o homem do jogo… é por estas e por outras que Portugal tem de voltar a dominar a cena mundial, em diversos capítulos. Para ser respeitado!
01
Jul06

"Casal" desfeito...

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Somente após um ano de a Espanha ter legalizado o casamento entre pessoas do mesmo sexo, é notícia o primeiro divórcio de um casal homossexual no País.

A “coisa” não correu bem: um deles saiu de casa para ir viver com outro homem.

O que foi “abandonado” pretende que o Tribunal lhe confira o direito de ficar na casa onde residia com o ex-companheiro, arrogando-se ainda o direito a uma pensão de sete mil euros mensais.

Pede ainda para ficar com... os animais de estimação de ambos. Contudo, magnânimo, admite que o ex-companheiro possa visitá-los em dias a definir.

Sem comentários.


Fonte: Jornal "Público", Secção "Sociedade", Terça-Feira, 27 de Junho de 2006.
01
Jul06

A "movida" do Direito

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Ciclo de Conferências "Novos Desafios para o Direito Português" na "Católica" do Porto.

Próxima Conferência - dia 3 de Julho às 21H30: "Novos desafios do Direito Português", por Carlos Osório de Castro, da "Osório de Castro, Verde Pinho, Vieira Peres, Lobo Xavier & Associados".

Local: Universidade Católica Portuguesa - Campus da Foz, Rua Diogo Botelho 1327, Porto.
25
Jun06

Ad perpetuam rei memoriam

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A “ criatura” que apareceu no Porto, sem avisar os confrades, apanhando Marcelus “de calças na mão”, é este vosso criado. Então, julgam que o São João é só dos Portuenses não?!

Pois bem, aí cheguei, com a minha legítima, via Alfa Pendular, às 19H de Sexta-Feira, dia do Sagrado Coração de Jesus ( não é só aquele que sabe o calendário litúrgico...). Esperava-nos a Teresinha, no seu potente “BM”, preto como convém ao ser ar (falsamente) circunspecto, na estação de Gaia (dá-lhe mais jeito, visto ela ter “casinha” ali na Foz) e lá partimos para um fim-de-semana portuense.

Fomos, com o sol já a cair para o mar, tomar o “ pulso” à casa de chá do Siza, mas rumámos a Matosinhos, que estava uma loucura! Jantar jantar…longas filas! Acabámos por ir a Leça ver “só” a “paisagem”. Lembrei-me do meu querido Amigo Coutinho e das suas incursões precisamente a…Leça!

Telefono, não telefono, convenço-me, de "bona fides", que deve estar com os seus miúdos no Marco (agora constato, pelo seu postal “A Festa” que me enganei. Estou, pois, deveras contrito. Então não poderia ter jantado com ele na Ribeira? Ora bolas!).

Acabei, pois, por jantar em Leça, numa casinha despretensiosa, o “Alves”, ali na Combatentes da Grande Guerra. Peixinho como convém…

Demos, a minha dona e a Teresinha, uma volta pela “marginal”, ali na Foz, que fervilhava de gente, e onde uma (atrevida) rapariga me “meteu” na cara um alho-porro! Não sei se este “meu olhar” tinha, involuntariamente, recaído na sua graciosidade…

Bem, Sábado de manhã, bem cedinho, saí de casa, deixando as acima mencionadas em vale de lençóis, e entrei, ali junto à Católica, na estação de serviço da BP, onde comprei os jornais e tomei o meu café. Devo dizer que eu e o Coutinho somos “fãs” irredutíveis das estações de serviço…e decidi telefonar a esse que julgo ser um “amicus certus in re incerta”, esse mesmo o “Marcelus”.

Ficou danado de eu não ter avisado na noite anterior! Eu, com esta "personagem", ainda tenho de acertar os carretos da engrenagem…Mas convidei-o (para casa alheia, já se vê) para um cházinho ao fim da tarde…a Teresinha até é toda dada…e lá arranjou uns bolinhos para acompanhar o chá da amizade. Meus amigos, quem ficou a ganhar fui eu e a Teresinha, que o Marcelus não foi de mãos vazias: para que fiquem verdes de inveja (coisa feia, a inveja…) este vosso amigo ficou com um grosso volume do Baltasar Garzón (“Um mundo sem medo”) traduzido pelo….Marcelus, pois está de ver! (e com uma bela dedicatória!!!). E aquela com um belo romance (místico!) sobre a vida de Gaudi. Tudo obra do dito cujo! Não sabia que este tradutor também se dedicava a obras sobre o Transcendente...os amigos surpreendem-nos sempre...

Mas, relativamente ao Garzón, vai ter de esperar: logo que tenha mais disponibilidade (esta semana espera-me uma agenda carregada) vou ler, com (antecipado) gosto, de Manuel Heinzelmann (“topam”?) A pedra no sapato a pata na poça” que, vergonhosamente, ainda não li; mas tenho uma desculpa redentora: aquilo é livro que, para ser bem saboreado, só em férias, com a mente mais livre, para poder beber toda aquela “movida” !

Bem, para a próxima, quando for ao Porto, avisarei com antecedência os meus amigos, portuenses e marcoenses!!



Nota I: estas linhas foram escritas já em Lisboa, e após ter dado uma “oftálmica” ao Incursões.

Nota II: hei-de alinhavar, brevemente, umas linhas acerca desta cidade, que casa tão bem com a minha maneira de ser!
Com saudades...Ab imo pectore! ( do fundo do coração!)

23
Jun06

Do Diário da República e do Cherne

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Ler o Diário da República, para além do seu lado circunspecto e grave, tem também a sua vertente lúdica. Pelo menos, no que diz respeito a algumas matérias, às quais sou alheio…

Já reclinado no (legítimo) leito conjugal, folheando, displicentemente, o Diário da República nº 119 I-B, datado de hoje, quinta-feira, deparo, a fls.4421, com a Portaria nº 587/2006 de 22 Junho, do Ministério da Agricultura (ainda existe?), Do Desenvolvimento Rural E Das Pescas [ainda podemos apanhar o (nosso) peixe?] a qual apresenta uma extensa lista com as denominações comerciais dos peixinhos. E, eis que caio em cima do “CHERNE”!: ora, o nome científico do mesmo é POLYPRION …AMERICANUS!

Ora, cherne cherne, vale dizer…Durão Barroso!

Certamente que nos lembramos todos da esposa de Durão Barroso, Margarida Sousa Uva, ter dedicado publicamente ao marido um excerto do poema "sigamos o cherne" de Alexandre O'Neill.

Pelo nome (científico) daquele, está, assim, explicada, a existência do…AMIGO AMERICANO!