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Incursões

Instância de Retemperação.

Incursões

Instância de Retemperação.

07
Fev18

OS CTT do nosso descontentamento...

JSC

Os CTT são mais uma das empresas de referência que, em nome do interesse nacional, foi alienada. Os compradores levaram como brinde um banco - o Banco CTT. O problema dos CTT (correios e transporte de mercadorias) é que o brinde (Banco) tende a tornar-se no centro do negócio.

 

Antes da alienação, os CTT (correios e transporte de mercadorias) davam lucro e bons dividendos para o Estado. Hoje, os CTT dão prejuízo, ano após ano. Contudo, isto não tem impedido a distribuição de dividendos pelos accionistas. Dividendos que são pagos não com os resultados da actividade económica da empresa, mas com os proveitos obtidos com a alienação de património. É o que se lê das noticias. Ou seja, os CTT (correios e transportes de mercadorias) são cada vez mais uma empresa descapitalizada.

 

Acontece que não são bem estas as razões que têm trazido os CTT para as primeiras páginas das noticias. Estas focam-se no imediato, no encerramento das lojas ou estações dos correios. Ao apelo das populações que reclamam a presença local das lojas, para manter o recebimento de pensões, pagamento de facturas, etc., os autarcas vêm a terreiro propor alternativas.

 

Perante isto, a administração dos CTT já viu o filão da redução de custos. Anunciam o encerramento de determinadas estações, depois, é aguardar a reacção das populações, a intervenção dos autarcas - Presidentes de Câmara e/ou de Juntas -  negociar com estes e estabelecer um protocolo, através do qual as Juntas asseguram a prestação dos serviços em causa.

 

Ou seja, os CTT deixam de ter uma boa parte dos custos, mas mantêm o negócio. Como é que o Estado, a nível Central, pode contrariar esta estratégia?

 

Uma das intervenções possí­veis, com grande impacto na actividade económica e financeira dos CTT, passaria por retirar aos CTT o negócio do pagamento das pensões. Na verdade, se os CTT podem protocolar com as Juntas a transmissão para estas da prestação destes serviços, então, por maioria de razão, o Estado poderá transferir essa competêcia para as Juntas, conferindo-lhe, directamente, os correspondentes meios financeiros.

 

Se os CTT forem confrontados com a perda potencial deste negócio, com grande probabilidade que passarão a ponderar melhor o encerramento de serviços e a cumprir a missão de serviço público que lhe é intrínseca.

30
Jan18

O FÓRUM TABLOIDE DA ANTENA UM

JSC

A Justiça, o Jornalismo (tabloide), a Política são os vértices do triângulo, género Triângulo das Bermudas, em cujo seio germinam distúrbios polí­tico-judiciais, mesmo quando faz um tempo ameno, quase bonançoso.

 

Um jornal tabloide, em permanente conúbio com a Justiça, deixa cair uma frase assassina, sem conteúdo, sem nada dentro. "Ministério das Finanças investigado... ". Depois, é esperar que um ou outro jornal, rádio, tv, siga as pisadas, que replique, para que o que nada valia passe a ter valor, passe a ser notí­cia, a ter um rosto, "Ministro das Finanças investigado...

 

A própria ANTENA UM, paga com as nossas contribuições, elege este tema para grandes debates, propagandeia a notí­cia do tabloide, valida o que nada vale, dá-lhe foros de coisa importante, legitima a ignorância ou a ma fé de quem gere e fomenta estes "casos do dia".

 

Por sua vez, o Ministério Público, sempre tão parco em recursos, deixa que a noti­cia evolua e cresça por dentro do jornalismo, sustentada no segredo judicial. Estranho modo de fazer Justiça. Ainda há dias o Presidente do Sindicato dizia que a falta de recursos não os deixava serem ágeis no tratamento dos processos de violência doméstica. É estranho que não tendo recursos para darem atenção maior ao crime concreto, já existam recursos, em abundância, para se ocuparem da vantagem obtida com dois (2) convites para um jogo de futebol.

 

Quanto aos Jornalistas, os que repetem, repetem e perguntam, "Será que o ministro tem condições para...?" O que é que se passará na sua cabeça? Será que não leram, não sabem, não se informaram que o Ministério das Finanças, e muito menos o Ministro, não tem qualquer competência em matéria de isenção de IMI? O que é que os leva a manifestar tamanha ignorância ou será que servem uma estratégia comunicacional, profundamente política, que visa fragilizar o Ministro, o Governo, no plano nacional e internacional.

 

O que é criticável, em meu entender, é o Jornalismo que se rege por critérios minimamente deontológicos se deixar contaminar por tabloides, mesmo quando estes sustentam as suas manchetes em informações que dizem ter colhido junto do Ministério Público. O que é, ainda, mais condenável é que este faculte noti­cias a tabloides em vez de as dar, com absoluta transparência, a todos os meios de comunicação social.

 

Os danos que resultarão deste triângulo maléfico são sempre terriveis. Neste caso, as repercussões nefastas destas noticias no estrangeiro. O próprio primeiro ministro, e bem, teve de vir a terreiro. Os corruptos ficam satisfeitos por verem que a confusão e o lamaçal se expandem para o lado dos polí­ticos sérios. O povo, esse, que hora a hora é intoxicado, tende a consolidar a ideia, de que "é tudo igual". E, a verdade é que não é, por muito que alguém no Ministério Público, CM, CMTV e replicadores de serviço nos queiram fazer crer.

19
Jan18

Conversas no Moinho de Vento

JSC

Ontem, alguns elementos activos (e inactivos) do Incursões juntou-se para jantar. O bando dos cinco resistentes, nestes jantares, compareceu à  hora marcada, coisa nem sempre habitual. 

 

Desta vez, a comezaina ocorreu no Moinho de Vento, que fica no Largo com o mesmo nome. O repasto foi agradável, bom vinho, escolhido, como sempre, pelo JCP. Também muito interessante, como se esperava, foi a multiplicidade de temas em debate.

 

A conversa tinha o ritmo que a mó lhe dava. Era como se o vento que entrava pelas frestas das velhas janelas moldasse as palavras que se usavam em tom adequado ao ruído ambiente. Não escapou a avaliação dos incêndios, dos Bombeiros, cada vez mais corporativos, mais intrometidos no negócio, imprescindíveis, mas têm de ser postos no sí­tio, concluía-se. O Serviço Nacional de Saúde, a excelência das USFs . Os Médicos de família e a falta deles, os privados pendurados no Estado. Os Enfermeiros, a Justiça, sempre a justiça, Angola, os acordãos que não se cumprem, a Ministra que não merece que a destratem, o Diabo que não larga a oposição porque a oposição ampara-se no diabo, o Bloco que quer por toda a gente no Estado, sem perceber o que lhe está a acontecer. A comunicação social pejada de comentadores disto e daquilo.

 

A mó do moinho não pára a conversa, o vento está a favor. De vez em quando um grão ou uma areia emperra a mó, que salta e estremece. É inverno e mesmo que os dias já estejam a crescer as noites ainda são compridas, o bastante para os interesses corporativos deverem ser contrariados na proporção do silêncio que assumiram no tempo dos cortes cegos, dos aumentos colossais... de impostos.

 

Com tanta gente a reivindicar o que se lhe deve e o que não se lhe deve. Ainda vão ter saudades do Passos. Quem foi que disse? Fez se silêncio. Isso não. Mas pode tornar-se complicado, os Juízes querem novo Estatuto. Os Enfermeiros, calados ontem, querem agora e já o que não reclamaram antes. Os Professores pedem o absurdo sem avaliação que lhes toque e até ameaçam com grandes lutas, antes que as flores rebentem. Os Médicos seguem reivindicações sonoras, que o povo não entende. Até os Bombeiros aparecem a reivindicar o direito de decidirem polí­ticas florestais e como formar e aplicar dinheiros inteiramente públicos.

 

Tantos temas para três, quatro horas. Um sem fim de reivindicações egoístas, corporativas que se alevantam e que a comunicação social alavanca. O efeito final até pode ser a descredibilização das polí­ticas em curso, a desmobilização da confiança nas polí­ticas actuais, o reganhar da confiança e dos votos perdidos pela oposição. 

 

A questão que se coloca bem pode ser esta: onde andavam todos estes dirigentes corporativos, incluindo o dos Bombeiros, há três ou quatro anos? É que não os ouvia nem via. Tolhidos de medo? Desnorteados pela pancada que levaram? (cortes salariais, aumento do tempo de trabalho, eliminação de feriados, corte nas horas extraordinárias, ...,). Esta foi uma das questões que não se debateu no nosso jantar. É um bom pretexto para um novo jantar, antes que o movimento corporativista se fortaleça e nos amarre a um destino incerto.

15
Jan18

QUEM AJUDA?

JSC

Um ladrãozeco resolveu assaltar uma moradia na Madalena, VNGaia. O que roubou este ser do gamanço? O fecho do portão de entrada; um velho motor de tirar água de um poço; o contador da água; uma torneira; algumas peças de ferramentas.

 

Para pedir a reposição do contador da água parece ser preciso obter um documento de participação do roubo à PSP. Lá fomos à PSP.

 

No primeiro dia, o guarda que guardava a entrada disse que o melhor era ir lá mais tarde ou no dia seguinte, o atendimento estava muito demorado. Anuímos e fomos no dia seguinte.

 

Hoje, chegados lá, o guarda que fazia o atendimento perguntou e nós dissemos que era para apresentar queixa de um roubo.

 

De imediato, levantou se e foi falar com o outro guarda que estava mais resguardado. Este acenou com a cabeça, levantou o dedo indicador, que depois se percebeu que queria dizer que apenas podia entrar uma pessoa, apesar de haver duas cadeiras.

 

Exposto o que se pretendia, o Senhor Guarda disse que não, que apenas o dono pode apresentar queixa.

 

- Mas o dono está internado no HSA, não se sabe quando terá alta.

 

- O Sr Guarda: ...pois, mas não pode ser, só podemos aceitar a participação do dono, ele tem seis meses para apresentar queixa.

 

- Mas nós precisamos do documento da participação do roubo para apresentar e pedir a reposição do contador e a ligação da água. A casa está sem água...

 

Nada demoveu o Sr Guarda, dizia que a lei mudou há um ano, agora só o dono pode apresentar queixa e obter cópia da participação, não pode entregar a cópia a mais ninguém, só o Tribunal, a lei é assim...

 

Perante tamanha oposição desistimos não fosse a nossa insistência ainda ser tomada como desobediência.

 

Será que é mesmo assim? Um familiar (filha) não pode apresentar queixa na PSP de um roubo em casa do pai, que se encontra ausente e impossibilitado de ir à  esquadra? Será que a lei que é assim tão estúpida? Para beneficiar quem? As estati­sticas? Os ladrões?

 

Quem ajuda a encontrar saí­da para este imbróglio?

 

Afinal de contas só se pretende obter da PSP um documento que comprove  a participação do roubo, para o entregar na Empresa da Água. Mas nem isso a PSP faz. Faz sentido?

11
Fev16

A "impressão” do Sr. Schauble sobre o Orçamento de Estado

JSC

O Sr Schauble à entrada para a reunião do Eurogrupo – aquele naipe de ministros das finanças que manda na UE – deixou no ar mais uma frase assassina, para estimular os mercados a sangrarem ainda mais as finanças lusas. Disse ele, como quem não quer a coisa, “Portugal deve estar ciente de que pode perturbar os mercados financeiros se der impressão de que está a inverter o caminho que tem percorrido. O que será muito delicado e perigoso para Portugal”.

 

Como se lê, a coisa está ao nível da “impressão” que se dá. Mas também pode estar ao nível da “impressão” que quem está do outro lado quer ter. A “impressão” de uma coisa até pode estar mais do lado de quem a recebe do que do lado de quem a transmite. No caso, é expectável que o Governo queira passar boa “impressão”.

 

O Sr Schauble, que vê o Governo e o Orçamento pelas lunetas do PPE, é que desfoca a “impressão” criada pelo Governo, para ver a “impressão” que quer ver. Ao deixar esta maldade, logo à entrada, o Sr. Schauble está a dar um recado aos mercados: Voltem-se para Portugal, forcem a subida das taxas de juro. Os mercados que já estavam no terreno a fazerem o seu trabalhinho irão, daqui em diante, dar maior voracidade à coisa, para fazerem jus ao alento recebido.

 

Cá dentro, os familiares políticos do Sr. Schauble aclararão melhor o que ele insinua. Jornalistas/pivôs colocarão as perguntas certas, a que comentadores, ao estilo futebolístico, responderão exacerbando os factos, as insinuações, a referência a riscos hipotéticos e outras maldades.

 

Com os estímulos “impressionistas” que vêm de fora e com o eco interno que têm, vai ser mesmo muito difícil ultrapassar o discurso do bota-abaixo, repor a confiança, puxar o país para cima.

 

Começa a ser insuportável ouvir muita desta gente, que vive do comentário, a reproduzir discursos que visam desacreditar as políticas públicas, a valorizarem riscos hipotéticos, a passarem por cima das medidas gravosas tomadas no ano anterior e que condicionaram as escolhas orçamentais para 2016, a darem todo o tempo de antena aos chavões e frases tipo Schauble, para depois concluírem que está em risco a avaliação do rating, que só uma agência nos qualifica acima de lixo, que se essa agência nos qualificar como lixo perdemos acesso ao financiamento do BCE. Lindo, não é? Só lhes falta pedir à tal agência para se apressar, para não estar com mais delongas, para nos colocar no lixo.

17
Nov15

Os caminhos lineares do Presidente

JSC

Depois de ouvir representantes de associações patronais e outros, todos a falarem no mesmo tom, Cavaco Silva acaba de mandar anunciar que amanhã vai ouvir os senhores da banca.

O objetivo é o mesmo: Chamar toda essa gente a Belém para, no final da conversa, lhes dar o microfone, a fim de eles dizerem o que o Presidente já sabe o que eles vão dizer.

É assim que Cavaco está a construir o clima para um dia destes, quando achar que é o momento mais adequado para a coligação, vir dizer o que já todos percebemos: Vai manter Passos Coelho à frente do Governo – um governo de gestão.

Bem podia Cavaco poupar o país a todo este teatro de baixa categoria e avançar com a solução que tem preparada. Parafraseando Carlos do Carmo, é mesmo um azar dos Távoras.

02
Nov15

Em busca da “fractura” do Assis

JSC

Pelos vistos Francisco Assis nem sempre pensou que o PS deveria abster-se de fazer acordos à esquerda. Mas agora diz que pensa. E porque será que Assis pensa que agora é mesmo mau o PS fazer acordos à esquerda? Porque os acordos serão maus? Porque a esquerda de hoje é muito diferente da esquerda de outros tempos? Pelo que tenho ouvido parece-me que o que faz correr Assis nada terá a ver com os acordos em perspectiva, com o seu conteúdo nem com quem os assine.

 

Assis está a marcar terreno, a posicionar-se, a tomar a dianteira, para não ser surpreendido por alguém que no PS venha a reclamar-se como crítico da linha que está a ser seguida. Assis diz que vai andar por aí, a correr o país, à procura de gente que se queira juntar a ele para formar “uma corrente crítica alternativa no PS”.

 

Ao anunciar o lançamento da escada para a tomada do poder no PS, Assis granjeou, desde logo, a simpatia dos media, Assis virou vedeta, de ora em diante Assis vai ser ouvido e tudo o que disser vai ser usado contra a outra parte do PS, aquela que ele quer despojar.

 

O que é absolutamente confrangedor é que Francisco Assis, político e filósofo, apenas apresente como razões para a sua “fractura” os mesmíssimos argumentos que a direita usa para não aceitar o Governo de esquerda. Diz ele (e dizem os outros) que se trata de criar um “governo contranatura”, que as divergências entre os partidos de esquerda são muito profundas, que bloquistas e comunistas não vão mudar”…

 

Mas é exactamente porque existem grandes divergências entre PS, BE e PCP é que estes partidos estão a negociar, a procurar pontos de entendimento que lhes permita definir uma plataforma de actuação conjunta. Ao ouvir Assis até parece que ele não entende esta coisa natural, que é negociar plataformas de entendimento e intervenção política.

 

É óbvio que entende. O problema dele é outro. Identificado o seu ponto de “fractura”, Assis lança a escada e vai, por aí fora, à procura de quem a segure e de quem junte degraus, que ele escalará, impulsionado por uma comunicação social afável, muito afável. Depois, é só criar as condições para que o Governo de esquerda falhe, minar por dentro, até que António Costa sucumba. Então, no centro do palco estará Assis, a reclamar-se líder da “corrente crítica e alternativa”.

 

Francisco Assis nada acrescenta de novo ao PS. Ouço-o e não descortino uma ideia para o país. Como filósofo podia mostrar uma apetência para a descoberta do novo, para o aprofundamento de novas soluções governativas. A única coisa que fica é a sua crença ou fixação no velho “arco da governação”. Talvez acredite que seja este o caminho para o poder.

25
Out15

A raparem o “POTE”

JSC

«Desde o dia 5 de outubro até à sexta-feira passada, o Governo fez publicar em "Diário da República" perto de uma centena de nomeações de dirigentes para cargos intermédios na Função Pública, que não têm de passar pela CReSAP, a Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública.»

Enquanto os do costume exigem, por todo o lado, que seja apresentado o cordo, que ainda está a ser ultimado, os do Governo vão, sem qualquer pejo, distribuindo cargos por quem os serviu.

23
Out15

Em Defesa da Democracia Parlamentar

JSC

O Governo do PS, liderado por José Sócrates, caiu em consequência de uma coligação parlamentar formada pelo PSD+CDS+PCP+BE.

 

Em que é que isso atormentou Cavaco Silva? Porque não fez, na altura, um discurso a dizer que não podia aceitar tal coisa? Que era uma aliança contranatura? Que não levava em conta os superiores interesses…?

 

Como é que os futuros PáF aceitaram votar, conjuntamente, com aqueles partidos e, assim, derrubar um Governo legitimamente em funções?

 

Já aqui escrevi que muitos dos que por aí cavaqueiam e desenterram fantasmas, o que gostariam era de ver o pessoal do PCP e mesmo do BE atrás das grades. Na altura, disseram-me que era um exagero, que até descredibilizava o resto do texto. Depois de ouvir Cavaco, a raiva que transmitiu, e de ouvir alguns dos seus indefectiveis apoiantes, não me restam dúvidas de que se eles pudessem, se tivessem poder para tanto, decretavam a ilegalização daqueles partidos.

 

Quem afirma que não respeitará a maioria parlamentar é alguém que não respeita a democracia, alguém que apenas quer o poder para os seus. É próprio dos ditadores, e dos políticos com perfil de ditador, não aceitarem o contraditório.

 

Quando Cavaco coloca o país numa crise profunda e até apela aos mercados para olharem para Portugal, para nos penalizar, e depois diz que assume todas as responsabilidades é caso para lhe perguntar que “responsabilidades” são essas? Como é que se materializam? Precisávamos de saber. Porque o que sabemos é que daqui a uns meses Cavaco vai gozar a sua reforma de ex-presidente, com todas as mordomias pagas pelos contribuintes.

 

Depois do discurso de Cavaco não é a formação do próximo Governo que está em causa. O que está em causa é a defesa da democracia, a defesa da vontade dos eleitores que elegeram a maioria parlamentar.

 

Nota: Concordo que Cavaco tenha indigitado Passos Coelho. O resto é que é inadmissível