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Incursões

Instância de Retemperação.

Incursões

Instância de Retemperação.

estes dias que passam 1036

d'oliveira, 19.01.26

Subitamente no domingo passado

(ou  Ontem!!!)

 

mcr 19-1-26

 

Antes que alguém me apanhe com a boca na botija esclareço que estou acitar uma belíssima peça de Tenesse williams que foi levada ao cinema por um excelente realizador, Josph Mankievicz com o titulo “Suddendly last summer” que em português (se não erro) fidou Subitamente no Berão passado.

O filme é de 59 e chegou nos primeiros anos 60 e. apesar de copiosa. (e odiosamente) censurado teve uma boa adesão pública. O argumento  era bom e os desempenhos de Elisabeth Taylor, Katherine Hepburn e Montgomery Clift  eram excelentes.  

Não vou comentar a fita mas apenas dizer que aproveitei o título para significar o meu absoluto espanto e forte regozijo ao saber que um candidato pelo qual me declarei, aqui mesmo, neste blog,  a 25 de Junho de 2025 , logo que António José Seguro anunciou a sua candidatura  (estes dias que passam,  995).

Na altura, e até ha vem poucos dias, a minha descrença nas suas hipóteses era notória mas como, no citado folhetim afirmava  é preferível perder com honra do que ganhar sorrateiramente 

Também, na mesma altura, afirmei que boa parte, a maioria, da “nomenklatura” do PS odiava Seguro e afiava as facas de cozinha e a dentuça para, na hora da derrota, o esfacelar à punhalada ou com as facas de cozinha (que isto não é o Senado Romano nem nenhum dos adversários de Seguro que, aliás, se escafederam rápida e misteriosamente)  tinha sequer a estatura de Brutus. 

Não vou sequer perder tempo com alguém que afirmou, preto no branco, que a Seguro faltavam as condições mínimas para ser candidato. 

Em mais dois folhetins posteriores lá fui insistindo na defesa da minha escolha jamais pretendendo estar com uma candidatura vencedora. 

Todavia, lá fui vendo como AJS (o Tó Sé) se ia desembaraçando  sem pressas, sem gritos, sem medo na sua solitária campanha.

Mesmo depois de Carneiro ter vindo à liça para o apoiar foi visível o arrastar de pés do aparelho e das elites socialistas. Demorou uma eternidade o ínicio, sempre tímido, dos apoios e só acelerou quando, repentinamente, se começou a vislumbrar que a calma caminhada de Seguro seguia com o mesmo ritmo enquanto começavam a o tropeções de alguns adversários. Em boa verdade, mesmo estes ( e aqui destaco as ridículas candidaturas do PC, do BE e do Livre que apenas me pareceram estertores de moribumdos que não percebiam que estavam nas vascas da agonia) t na sua empáfia não perceberam a “força tranquila” da campanha de Seguro. Quase não o atacaram, iludidos que estavam na sua corrida no jogo dos quatro cantinhos. 

Onrem, domingo passado, a bomba rebentou logo às 8 da noite. Eu esfreguei os cansados e débeis olhos  três vezes. Três vezes como os cantos do galo, mesmo que me não tome por Pedro apóstolo.

Ora bolas, como é que de vencido passo a vencedor pelo menos â primeira volta?, perguntei-me e aos meus botões.

E de repente, dei por mim num antiquíssimo dia de 1969 em que atrevidamente fui fiscal pela Oposicrática  (CDE) às eleições legislativas. E lembrei-me porque os cavalheiros que na freguesia dos Olivais, Coimbra estavam na mesma mesa do que eu me trataram com algum respeito sem especial animosidade tão seguros estavam de que ganhariam as eleições fosse de que maneira fosse.

A intrépida DGS- PIDE, sempre alerta, lá me abriu uma informação sobre esta perigosa actividade de alguém que, desde 62, tinam debaixo de olho. Na alturam não tinha quaisquer ilusões sobre o desfecho da eleição e sobre alguma eventual  consequência para mim Era novo, de pêlo na venta e acreditava  (como ainda hoje) em princípios.

Sessenta e muitos anos depois, sou velho (jamais idoso), perdi muitas das ilusões de juventude mas contínuo como um náufrago teimoso agarrado a um madeiro no resto  da barca que foi ao fundo. E o raio da esperança, a ânsia da esperança, a comoção de pressentir que ainda não é desta que me atiram borda fora, quase me aquecem contra a invernia e os frios que nos ameaçam de todos os lados.

 

Eu não conheço o “Tó Zé”, não espero conhecê.lo mas espero vê-lo naquele horrendo palácio cor de rosa perto dos pastéis de Belem

Seguro é seguro, é sério, é sereno, tem passado suficiente e digno  e provou se rhomem de coragem política. 

Lá estarei, como ontem ,pelas 9.30/10 horas na mesa e voto para despachar o voto e ir tranquilamente, contente, esperançado tomar os primeiros dafés da manhã enquanto leio o jornal

Espero que nestes dias que nos separam da segunda volta, o sr almirante perceba que quem garantia estar ebtre PS e PSD  isto é ao centro , se lembre que só um candidato está nessa situação.

Espero que o sr Cotrim (que ainda não percebeu que qualificar de péssima uma candidatura decente  faça o luto dessa estúpida declaração (tão estúpida quanto aquela que fez a propósito de Ventura e que depois referiu como algo de estranho que lhe passou pela moleirinha) E que alguém lhe lembre que a ideologia liberal sempre foi um baluarte com o radicalismo populista de Direita. 

E, já agora, haja quem lhe diga que quando estamos a deempenhar um lugar para que fomos eleitos não podemos, sem faltar ao respeito aos eleitores, propormo-nos para outro inconciliável com o primeiro. A menos que o sr Cptrim tenha renunciado ao lugar de deputado europeu, o que até o memento não parece ser o caso. 

FInalente, e para o mesmo senhor:, a carta a Montenegro presidente de um outro partido, om candidato próprio e apoiado, por ele, fou uma parvoejada  ou, pior, um truque publicitário patético.

O sr Marques Mendes merecia melhor resultado  mas o duelo suicida com o almirante e o ódio pertinaz de alguma forte parte da elite PPD, foram fatais. Vai aof undo com o seu inimigo Rui Rio. É tempo de dizer claramente quem apoia pessoalmente. Para qeum tantos conselhos deu na SIC ao longo de anos, o silêncio actual redobra o desaire 

O sr dr António Filipe é, como sempre foi, umafigura medíocre do PC e como vai sendo costume não se diferenciou das ultimas mediocridades que o Partido lançou para a fogueira eleitoral.

O sr Pinto, do Livre, uma descoberta falhada que depois de meia dúzia de banalidades se viu inçado a figura relevante,  perdeu a única oportunidade de fugir do anonimato en que irá cair e o seu resultado é uma estrondosa derrota e um sinal de que o Livre está cada vez mais parecido com os  seus concorrentes. 

Ficar abaixo da candidatura do ena pá 2000 é, mais que uma anedota de fraco gosto, uma burrice que perseguitá o Livre e o seu candidato para sempre. Porém, pelos vistos não perceberam isto nem nunca perceberão.

A srª Martins,  que tamb´m veio do Parlmento europeu e que provavelmente para lá ira regressar, teve uma frase certa na hora da despedida ao afirmar que o seu resultado estava bem abaixo das espectativas. Conviria, porém, que se lembrasse que ao vir do PE para a disputa eleitoral também ela desprezou os eleitores que para lá a mandaram... 

 

esta versão é, praticamente, a mesma já publicada eque tinha mais gralhas do que é habito, mau habito meu. Azares de quem escreve depressa e não corrige. Aos leitores as minhas desculpas. Espero que esta vesçao do mesmo texto esteja expurgada, limpa  pronta a ler mcd

 

 

 

 

estes dias que passam 1035

d'oliveira, 14.01.26

 

 

Mais perguntas do leitor que (felizmente) não é operário

mcr, 14-126

 

Alguém consegue explicar a razão das denúncias contra Gouveia e Melo, cotrim e Marques mendes só aparecerem já a corrida presidencial ia a meio?

O dr Marques Mendes deixou bem claro e há muito que se candidataria. Ninguem veio denunciá-lo como facilitaor de negócios, durante meses e muito menos durante os anos em que perorava na SIC!

O almirante Melo deixou claro desde há muiro que concorreria. Todavia, agora, “descobriu-se” que corria contra ele um imquérito cdesde2017!!! Cotrim, apareceu como primeira figura da IL. Depois candidatou-se ao Parlamento europeu. Sobre alguma eventual aventura licenciosa de assédio sexual nafa se ouviu até ao fim da semana passada. Será que a alegada “assediada” só agora percebeu o que lhe tinha acontecido?

Será que as candidaturas sem qualquer futuro à esquerda de A J Seguro servem para mais do que, eventualmente, o prejudicarem à primeira volta?

Corre que poderão obter resultados inferiores àos da votaçõ nos seus partidos nas últimas legislativas. Se tal ocorrer que expécie de desculpa virão dar aos portugueses e particularmente aos seus mais fervorosos eleitores?

(o autor deste folhetim leu, com alguma surpresa e maior contentamento, que, hoje, este candidato- o seu!, desde o dia em que anunciou a sua candidatura- está em 2ª lugar  nas sondagens para o próximo dia 18)

Não parece milagre de Fátima ou. mais presumivelmente, da “santinha da ladeira,  descobrir-se agora que muitos destacados militantes do PS que o despreavem quando não o odiavam, corram agora em grupo barulhento a garantir-lhe o seu tardio apoio?

Não querendo privar qualquer cidadão do sacrossanto direito de se candidatar a PR alguém consegue explicar porque há 3 candidatos praticamente invisíveis, entre eles um alegado artista que vagueava na penumbra  e um mascarado (mal) de Afonso Heneiques?  Como lhes foi possível arrajar as assinaturas necessárias? 

Que teráo pensado os subscritores dessas assinaturas ao propô-los?

E uma pergunta dobre tema diverso. O excesso de mortos verificado nas últimas semanas abrange, porventura e sobretudo, pessoas que não se vacinaram contra a gripe?

 

estes dias que passam 1034

d'oliveira, 12.01.26

A mítica “unudade” das Esquerdas

mcr, 6-1-26

 

As próximas eleções presidenciais trouxeram de novo `baila a ideia de unidade  das Esquerdas para ganhar as eleições concentrando votos em António José Seguro (que, por acaso, é o meu candidato).

Convém notar que desde que me lembro a palavra unidade é o mantra das proclamações de todos os partidos que se situam à Esquerda. 

Em Portugal e, muitas vezes, nos restantes países europeus, mormente a França (que, sob muitos aspectos, continua a ser a referencia preferida) a chamada foi frequente.

Que me lembre,em Portugal, só se concretizou a tão desejada unidade quando Passos Coelho ganhou sem maioria as eleições legislativas. E isso só ocorreu porque Jerónimo ousa, líder do PC, a propôs depois de conhecidos os resultaos. Valeria a pena rcorrer aos jornais da época para conhecer a troca de acusações precedeu esse súbito carinho entre adversários no mesmo espaço político. Por isso, ou também por isso, o governo resultante dssa anómala aliança foi conhecido como “geringonça” edurou o tempo que foi necessário (e só esse) para um par de reversões (entre las a TAP), algumas das quais questionáveis, caras ou inúteis.

Algumas sondagens pouco confiáveis dão Seguro como possível candidato à segunda volta de ps candidatos do PC, do Livre e do BE desistissem já a seu favor. 

O exemplo mais conhecido, também só concretizado depois da primeira volta eleitoral, ocorreu quando Álvaro Cunhal  exortou os seus camaradas a votar “nem que dosse de olhos fechados” em Máio Soares. Não recordo bem se os dois restantes candidatos da área da Esquerda, Salgado Zenha e Maria de Lurdes Pintailgo fizeram declrações idênticas e, sobretudo, com a força e a autoridade moral, do famoso líder comunista. 

Permito-me lembrar que na eleição seguinte Soares  (talvez recordado do bofetão que recebera na Marinha Gtande aquando da 1ª campnha) aceitou sem tergiversar o apoio do PSD. 

Todavia, talvez valha a pena fazer uma breve viajem sobre o mito da unidade desde Marx até hoje, ou seja desde que com a Internacional Operária  começou a tentar ganhar eleições parlamentares na Europa. 

E se referi Marx foi apenas porque, mesmo ele, nunca se coibiu de discutir com brutal aspereza com uma boa parte, quase todos, os líderes da Esquerda bem como de criticar com igual vivacidade os programas políticos dos prtidos que se reclamavam da Internacinal. 

O seguinte exemplo de discrepância forte e, mesmo de cisão, deve-se a Lenin que nunca hesitou em se opor a ouros líderes russos tornando-se, de resto líder dos bolcheviques em oposição sem tréguas aos mencheviques e com fortes discussões com Trotsky que, também nunca foi meigo com os adversários. Depois da Revolução russa, Lenin e companheiros foram amavelmente transportados num comboio blindadeo para a Rússia porque os alemães confiavam nele para enfrentar os revolucionários “burgueses”, os socialistas revolucionários e os anarquistas que ponrificavam nas esferas do primeiro poder revolucionário. A revolução de Outubro (por acaso em Novembro) foi uma completa rupttura com todas as restantesáforçs revolucionárias expulsas manu militsri do poder , dos sindicatos e dos sovietes. 

Com Lenin e os bolcheviques instalados, eis que começaram duas lutas violentas no interior doa Tússia. A guerra civil por um lado e, paralelamente, uma feroz repressão dos restantes grupos esquerdistas.Avitória pertenceu aos bolcheviques mesmo se, entre estes, houvesse também fortes divergências  (que,aliás, eram já tradicionais dentro do grupo e quase desde a sua fundação)

Todavia, Lenin manteve-se no poder, e o recém fundado partido comunista russo foi ampliando a sua área de ifluência combatendo todos os restantes grupos de esquerda. Em consequência disso Lenin foi gravemente ferido num atrntafo atribuído a Fanny Kplan uma anarquista mesmo se hoje em dia se atribuam a um membro da Tcheka os disparos que o atingiram (se porventura foi esse o caso, temos que mesmo dentro do núcleo duro bolchevique, tinha adversários de peso).

De todo o modo, os restantes partidos revolucion´rios foram gradualmente esmagaos com a mesma ferocidade com que se aniquilaram todos os partidos de Direita ou como tsl presumidos.

Não vale a pena recordar os processos de Miscobvo nem a repressão política de Stalin para perceber qu a “unidade” foi sempre cosguida com a repressão  de quaisquer protestatários que foram aniquilados fisicamente bem como muitos dos seus próximos enquanto dezenas de milhares de simpatizantes seus fornreceram o primeiro e gigantesco contingente do GULAG

No exterior da URSS, a fundação da Internacional Comunista (3ª internacional) cindiu o movimento operário de modo permanente e os partidos comunistas nacionais que foram surgindo aceitaram sem pestanejar não só as novas regras mas também a tutela constante mas secreta dos agentes do Komintern totalmente controlado por Moscovo mesmo se o seu mais conhecido líder , Dimitrov fosse búlgaro.

Entre as duas guerras comunistas e socialistas deglaiaram-se violentamente, havendo mesmo na Alemanha surgido o lema comunista  “Klasse gegen Klasse” (classe contra classe) Isto no exacto momento em que o partido nazista crescia exponencialmente. Nos finais do anos 30, a unidade das esquerdas reduziu-se aos campos de concentração para onde foram deportados, juntamente com judeus, burgueses, católicos, minorias sexuais um largo par de milhares de condenados.Quando a guerra começou, a URSS tinha celebrao um tratado infame com Hitler pelo que os partidos comunistas dos países ocupados entenderam permanecer discretos e neutrais porque o conflito era entre capitalistas, imperialistas!  Em França para não ir mais longe, o PC tentou, através do seu dirigente Jacques Duclos, voltar a fazer circular “L’Huanité” naFrança ocupada  tendo para o efeito chegado ã fala com as entidades ocupantes.  O PCF nãoaderiu, desde logo à  (Resistencia (onde já estava a Direitarepublicana, os radicais e o PS /SFIO) coisa que só ocorreu qundo aAlemanha invadiu a URSS.. O mesmo ocorreu nos restantes países ocupados pelos nazis

(no caso francês o PCF foi mesmo ao ponto de expulsar militantes  que recusavam qualquer colaboração e apelavam à luta contra o ocupante) 

Depois da guerra , os partidos de Esquerda europeus praticamente nuna se uniram, descontadas pequenas alianças efémeras (caso de um govrno de Miterrand qu também repetiu vagamente o front populaire de 36 ) Na Itália, o poderoso PCI (dirigido por Togliati, nunca conseguiu aliar-se aos socialistas que, por seu lado chegaram a ter 3 partidos socialistas no parlamento. No tempo de Berlinguer correu a notícia de um possível acordo com a Democraia Cristã pelo que  um dos muitos grupos esquerditas (Brigate Rosse) raptou e executou friamente Aldo Moro, principal líder da Democracia Cristã.

Também nos anos 60, começou e fortaleceu-se a grande cisão no Movimento comunista Mundial que teve com principais intérpretes A URSS e a China e como parceiros menores A Albânia, A Roménia ou a Jugoslávia (cujo regime foi execrado pelos partidos comunistas de toda a Europa)   que de diferentes formas rtentaram inaugurar sem qualquer êxito diferentes centros socialismo real . Isto para não falar no chamado movimento euro-comunista (que agrupou os PCs francês, italiano e espanhol)  e acabou por ser apenas, ou quase, uma moda. Os anos 60 na Europa mas também em diversas partes do mundo assistiram ao aparecimento de múltiplas organizações  (quase semprede origem estudantil ) de Esquerda  que tinham em comum a mesma atitude em relação ao PC  que era acusado de tudo sobretudo de emburguesamento.

Portugal não foi excepção, bem pelo contrário: o PC era “revisa” e o PS meramente reaccionário ou, vá lá, “burguês”

Durante o Estado Novo, foi o PC o elemento motor da resistência portuguesa. A Oposição remanescente estava vencida, dividida e varrida pelas sucessivas derrotas que sofrera nos diferentes putches que tentara conra Salazar. No final dos anos 50, a candidatura de Humberto Delgado corporizou uma espécie de frente que, dado o entusiasmo popular, obrigou o PC a apoi\a-la. Todavia, e logo de seguida, novamente apareceram os habituais, tradicionais, fracturas que acabarão por se revelarem à luz do dia nas eleições em qie a CEUD enffrentou a CDE. 

E a partir de Abril de 74 é o que se sabe. O primeiro grade confronto foi  a luta contra a unicidade sindical e logo depois mas já em 75 a “fonte luminosa” e a luta contra a s tentativas de monopolizar o poder desde a campanha contra Vasco Gonçalves até ao cerco da AR. As eleições de 75 e 76  nõ só demonstraram a profunda diferença entre PS e PC como permitiram o aparecimento deparlamentar da UDP , o único grupo de extremaesquerda que vingou nesta prova crucial de manifestaçãoo da vontade sa sociedade portuguesa. 

O 25 de Novembro, em que o PS teve um paprl relativamente relevante,  varre a contestação esquerdista por um lado e obriga o PC a uma política mais cautelosa  e, sobretudo, cada vez mais distante dos pequenos grupos à sua esquerda.

Tudo isto  para lembrar que até à “geringonça” nunca houve qualquer espécie de acordo entre as diversas Esquerdas como o parco resultado do primeiro governo Costa apenas demonstra que tirando as reversões a esquerda continuou dividida e a dividir-se (saparecimento do Livre, do PAN , desaparecimento dos “verdes” que pouco mais foram do que um aliado tolerado e comandado pelo PC. 

Finalmente desde o primeiro governo Montenegro atá agor, o único facto político relevante é a continuada queda eleitoral do BE e do PC e a pequena emergência do Livre. 

A última hipótese de unidade (provisória ) da Esquerda estaria na convergência dos partidos de Esquerda com a finalidade depoiar o candidato socialista que assi poderi ter hipótese forte de passar à 2ª volta.  

Ora a cinco dias da eleiçãoo, verifica-se que os candidatos do PC, do BE e do Livre permanecem em liça e já negaram qualquer desistência a favor de António José Seguro.

Tal posição deixa poucas hipóteses ao mal amado (pelo PS) candidato socialista, como abre caminho a uma disputa a três para o pódio da primeira volta (Ventura, Gouveia e Melo e Marques Mendes)

A menos que os eleitores de Esquerda não socialista mandem os seus pretensos candidatos às malvas, Seguro poderá, ambicionar um quaro lugar ou, numa hipótese aida possível um  terceiro lugar que, até o momento as sondagens (pouco fiáveis) não lhe concedem

Tenho tentado perceber  as razões destas pequenas candidaturas (não refiro as carnavalescas onde até aparece uma criatura “fardada” de Afonsos Henriques) e apenas reconheço que poderão servir de prova de viaa (precária)  dos respectivos partidos. Fora isso só poderão ser favores à Direita que estes mesmos partidos e respectivos candidatos dizem combater. Provavelmente não sabem que em ordem dispersa não se ganha nenhuma batalha.

 

 

(o autor, declarou desde que A J Seguro se afirmou candidato que votaria nele. Nesse mesmo post aqui publicado, deixou claro que tinha as mais sérias dúvidas quanto àspossibilidades de vitória. Todavia, corre por convicção e não para ganhar qualquer campeonato.)

 

 

 

 

Um novo ciclo político em Marco de Canaveses

José Carlos Pereira, 08.01.26

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Na edição de hoje do jornal A Verdadepublico um artigo de opinião acerca da actualidade política em Marco de Canaveses, concelho que me viu nascer e onde já fui autarca:

" O ano de 2026 assinala verdadeiramente o início de um novo ciclo na vida política de Marco de Canaveses. Por um lado, a recente aprovação do primeiro orçamento do último mandato de Cristina Vieira como presidente da Câmara Municipal lança as bases do que se pode esperar da acção do novo executivo. Por outro lado, as eleições que se avizinham para os órgãos concelhios de PS e PSD podem deixar algumas indicações acerca da forma como ambos os partidos se começam a preparar para o futuro.

Cristina Vieira venceu as eleições de Outubro depois de ter apostado numa renovação do seu executivo. Manteve ao seu lado Nuno Pinto como vice-presidente e escolheu para a vereação novos colaboradores com diferente experiência autárquica e política. José Manuel Carvalho, quadro dirigente da autarquia e com ligação anterior ao ensino profissional no concelho, foi vereador e candidato a presidente da Câmara de Castelo de Paiva, além de ter responsabilidades na Federação do PS/Aveiro. Raquel Pereira, que veio do sector privado, foi presidente da Junta de Freguesia de Penha Longa e Paços de Gaiolo e é dirigente do PS/Marco. É certo que o PS elegeu desta feita menos um vereador, mas isso não foi surpreendente, nem sequer uma novidade. O mesmo aconteceu a Avelino Ferreira Torres nos seus dois últimos mandatos e também Manuel Moreira esteve a muito poucos votos de perder o vereador que lhe garantiu a maioria na sua última eleição.

Cristina Vieira quererá, por certo, deixar obra assinalável neste último mandato. O orçamento de 2026, aprovado sem votos contra, é o maior de sempre: 64,3 milhões de euros, valor que deverá ser ainda reforçado com o saldo de gerência que vier a ser apurado no exercício de 2025. As principais prioridades do orçamento – água e saneamento, habitação, infra-estruturas e educação – são bem reveladoras das opções do executivo. Realço em particular a aposta na recuperação do atraso estrutural do município na disponibilização de água e saneamento e o maior investimento alguma vez feito em habitação pública, medidas com impacto directo na vida de muitas famílias.

Estas prioridades do executivo serão acompanhadas de outros projectos desafiantes, desde logo a transformação da antiga fábrica da Electro Moagem do Marco como pólo de desenvolvimento económico, social e cultural, com infra-estruturas vocacionadas para a qualificação, promoção e fomento das empresas, do turismo e do emprego no Tâmega e Sousa, beneficiando das parcerias já anunciadas com o Instituto Politécnico do Porto e o Turismo de Portugal, entre outras entidades.

O último mandato de Cristina Vieira traz consigo renovados desafios à oposição, cujo papel é inestimável no poder local. Fiscalizar e acompanhar a intervenção do executivo maioritário no dia a dia, assegurar uma gestão exemplar nas juntas de freguesia conquistadas pela coligação PSD/CDS e começar a delinear uma estratégia tendo em vista as autárquicas de 2029 são diferentes vertentes daquilo que se pode esperar, em particular, do PSD. Creio que, enquanto o vereador Mário Bruno Magalhães e a estrutura local do PSD comungarem dos mesmos propósitos, não haverá reflexos das feridas que resultaram das escolhas efectuadas pelo PSD em 2025. Se eventualmente se vier a perceber que o PSD, que fez eleger para a Assembleia Municipal alguns dos seus principais dirigentes, como Francisco Sousa Vieira ou Luís Vales, pretende valorizar outros protagonistas, aí podem surgir as primeiras dissensões na forma de conduzir a oposição.

As eleições internas no PSD, que decorrem no final do próximo mês, podem dar sinais acerca das posições do partido no futuro próximo. Um nome que circula em alguns sectores como potencial candidato à liderança da concelhia é o de Joaquim José Aguiar, actual vice-presidente e um dos vencedores das recentes autárquicas ao ganhar a Junta de Freguesia de Tabuado. Falta saber se quadros hoje mais afastados da vida partidária, nomeadamente antigos autarcas do tempo das maiorias de Manuel Moreira, consideram que é a altura de regressar às lides eleitorais, começando a preparar o caminho para 2029.

Do lado do PS, também são esperadas eleições internas nos próximos meses. O actual presidente da concelhia, Gabriel Carvalho, deve ser eleito este mês como secretário executivo da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa e pode não ter as melhores condições para se recandidatar. Nesse caso, será curioso ver quem avança para a disputa interna, sendo quase certo que Celso Santana, derrotado há dois anos, voltará a apresentar-se a eleições, não escondendo de ninguém o objectivo de ser candidato à presidência da Câmara Municipal em 2029."

estes dias que passam 1033

d'oliveira, 05.01.26

O erro clamoroso dos alegados democratas

(ou “o medo guarda a vinha”)

(ou “ a impotência da prudência”)

mcr, 5-1-26

 

Este folhetim continua um outro de sábado (3-1-28) passado “Não, não e não” e não é uma resposta ao leitor que me veio citar uma jornalista do ªúblico (hoje, 5-1-26)

Nem a um dos habituais comentadores dos meur textos.

Mesmo sendo explícito o título e sendo clara a substância do meu texto, verifico que devo avançar um pouco mais nesta infâmia cometida pelos EUA (ou porque – com a passividade popular- os representa, o sr Trump, aprendeiz de ditador  e seguidor convicto da doutrina Monroe)), gostaria de reforçar o meu ponto de vista_ 

1º o sr Maduro é uma reles caricatura do seu antecessor e compete em boçalidade com o homem que o mandou prender

2º o sr Mauro foi um ditador desde que chegou ao poder e merecia há muito ser derrubado pelo povo que foi reduzindo à miséria  e ao medo

3 Nenhum país a braços com uma ditadura pode esperar ser libertado por outro pois corre o risco (já verificado muitas vezes) de ver a opressão por um cidadão nacional ser substituída pela de um ou vários estrangeiros .

Desde as guerras napoleónicas que isso foi visível mesmo quando os alegados libertados se insurgiram contra os “generosos” libertadores.

4 No século passado assistimos `à libertaçãoo de uma série de países europeus pelo Exército soviético (incluindo no lote os paíss bálticos que conjuntamente com meia Polónis foram ocupados com o beneplácito do III´Reich).

Tal libertação teve o seu ponto mais marcante n construcção do muto de Berlin  (onde de rsto já sucedera o 17 de Junho.. esmagado pelas forças sovi´rticas ocupantes do ue se chamou RDA) e a sua mais trágica manifestação  na revolta de Budapest e no fim abrupto da “primavera de Praga”.

5  Ainda, em pleno sec XX, assistimos a um par de tragédias (Vietnam, Afeganistão, Iraque  em que os americanos mostraram ao mundo e à sua própria população como é que levavam a democracia a países estranhos, que não conheciam senão superficialmente. Também os soviérticos entraram no Afeganistão, um estado miserável pobre e radicalmente muçulmano  que os derrotou como mais tarde expulsou os amigos americanos  e se tornou ainda mais radical.

6  A alegada luta contra as ditaduras (sobretudo as da América Latina)  nunca foi uma bandeira para os EUA que nada fizeram contra Pinocjet, Videla, Somoza et alia (Também é verdade que em nenhum destes países onde vicejaram ditadores crapulosos e corruptos, havia petróleo. E mesmo onde o havia (brasil) não foram as unidades especiais americanas que  detiveram os generais.

 

7  As intervenções seja de quem for contra ditadores alheios tem dado azo a reacções violentas e populares, a guerras civis de duvidoso desfecho e não raramente a pesadas perdas humanas entre os libertadores (que por sua vez infligem ainda perdas mais violentas nos povos sublevados)

8 Independentemente do que ocorre nos países intervencionados, temos que, há regras internacionais, organizações igualmente internacionais  que proíbem taxativamente aventuras de índole colonial ou imperialista

9  esquecer isto, apenas porque Maduro “caiu”, está ferros numa prisão americana, sob acusações  que podem ser falsas ou dificilmente provadas e aprovar ou calar as críticas a esta acção (ilegal não só porque levada a cabo sem autorização do congresso mas também porque nem sequer foi precedida de declaração de guerra)  fingindo que os fins obtidos são eticamente superiores aos meios usados, é prova de falta absoluta de bom senso político ou de cobardia perante uma potência que desde já meses anda a ameaçar outras nações no caso a Dinamerca directamente, o Canadá indirectamente e pelos vistos agora Cuba e o México. 

10 o  s votos hipócritas de rápido regresso à democracia (e o caso do ministro Paulo Rangel é particularmente miserável) escondem o medo da actual América, o mesmo é dizer que se está de regresso ao espírito de Munique e aos prolegómenos da 2à guerra mundial.

11  Repito (e repetirei tantas vezes quantas forem necessárias) que a acção americana acaba por beneficiar a Rússia no caso da Ucrânia e a China no que toca a Taiwan. E Israel fica com porta escancarada para, de uma vez por todas,  ocupar Gaza e a Cisjordânia toda. 

12  Trump com  obsessão pela Gronelândia ainda não se lembrou dos Açores provavelmente porque nem sabe que existem ou sabendo não tem uma exacta noção geográfica e geo-estratégica. Mas pode lá chegar

Basta que a mulherzinha americana que publicou o mapa da gronelância pintada com as cores da América e ilustrada pela palavra “soon”  resolva  continuar na sua carreira de ilustradora política. 

!3  parece que os cavalheiros democratas ue “compreendem” a acção dos EUA  ainda não sabem que Trump não conta com a srªa Corina Machado nem com o presidente “eleito” e refugiado na Espanha. 

!4 em boa verdade também eu não conto com a dita senhora que, pelos vistos, embandeirou em arco com a façanha trumpista esquecendo-se que o rapto de Mauro é um atentado à independência nacional do seu país e tem por objectivo único o petróleo do eventualmente “seu” país...

 

14  Emilio Salgari  escreveu um livro chamado “piratas das Caraíbas” e fez as delicias da minha infância seu fiel leitor (juntamente com Júlio Verne). Não sei se ainda há edições deste livro em venda mas não vale a pena. A realidade actual ultrapassa em muito a ficção e é bem mais aterradora e repugnante.

 

 

 

 

 

 

estes dias que passam 1032

d'oliveira, 03.01.26

o, não e não!

mcr, 3-1-26

 

Faço parte dos que desde o primeiro dia detestaram Nicolás Mafuro, coisa, de resto, que herdei di tempo em que detestava o seu antecessor, aquele que conseguiu  irritar o rei de Espanha que lhe perguntou, abruptamente, “ porque no te calas?”

Refiro-me a Hugo Chavez o inventor de uma alucinante ideologia bolivariana que ainda hoje é apenas uma nebulosa mistura de populismo, esquerdismo, tirania e corrupção.

A captura de Nicolás Maduro e da mulher no meio da madrugada por tropas americanas é um acto de guerra, que de resto não foi declarda. Pelos vistos Trump não se importa muito com isso. Como não se importou  com a flagrante pirataria nas Caraíbas que redundou na destruiçãoo de barcos alegadamente identificados sem provas como perencendo a narco traficantes e transportando drogas com destino aos EUA. Convém lembrar que houve mesmo um caso de assassínio claro: nos restos de um barco destruído dois náufragos sobreviventes foram metralhados e mortos quando já nada podiam fazer. O mesmo se passou com a apreensão de barcos petroleiros venezuelanos. 

Os EUA nunca apresentaram provas daquilo que qualificaram narco-trafico venezuelano com origem e comando no governo do país.

A Venezuela não foi nunca apontada como um dos pilares da produção, distribuição transporte de droga. Esse papel coub sempre a outros e próimos países latino americanos. 

Incidentalmente, conviria igualmente, recordar que se há produção e trágico é porque há, nos países consumidores,  organizações locais que det´ém o cotrolo (e os lucros) da venda de drogas. N ocaso dos EUA estamos a falar de norte.americanos, envolvidos em diferentes e poderosas mafias com dirigentes amricanos conhecidos (e eventualmente perseguidos quando as polícias conseguem informação suficiente).

Julgo, e creio que me nao engano, que mesmo ao lado dos EUA há um país, o México que é conhecido por albergar poderosissimas organizações criminosas, famosas por milhares de assassínios anuais, e que fazem entrar nos EUA a maior parte da droga que lá se consome. 

Desde o primeiro dia de mais este conflito foi visível e notório que a droga era a menor das preocupações de Trump e que as reservas petrolíferas (as maiores do mundo) pareciam ser o alvo preferencial senão único dos EUA (ou de Trump que, agora, parece ser a única instancia decisória norte americana. 

Lembre-se que as acusações a Mauro (que é um pobre diabo, patife mas sem especial relevância) são, de certo modo inovações. Os EUA conviveram sem grandes problemas com o Chile de Pinocet, com o Brasl dos generais, com as tiranias sul americanas, com a Argentina da junta.  Nesses anos, as intervenções americanas naquilo que é o seu quintal exclusivo limitaram-se a pequenos países e pequenos tiranetes de que Noriega é um vivo e triste exemplo. 

Este ataque que, para lá do rapto de Maduro e mulher, foi seguido por ataques a alvos em Caracas e noutros pontos, é um acto de guerra. De guerra não declarada como já se não via desde Dantzig  ou Pearl Harbour

Também é conveniente lembrar a frase de Roosevelt sobre o ataque inopinado japonês qualificado de dia da infâmia.

Obviamente, Trump, boçal e ignorante (características que partilha com o prisioneiro Maduro) pode nem saber o que se passou nesses anos 30/40

E já que de história pregressa se fala, também é bom recordar que no início da 2ªguerra, aalemanha de Hitler e a URSS de Stalin atscaram a Polónis e dividiram-na sem especial declaraçãoo. A URSS entretanto, entendeu igualmente ocupar os países bálticos  sem que estes alguma vez a tivessem desafiado.

O ataque da Rússia à Ucrania aninciado como uma mera operaçãoo armada especial foi também algo de repugnantem de infame e de ataque ao direito internacional. 

Até ao momento, desconhece-se que reacções se desenvolvem na Venezuela que, pode ter um exército de opereta, bom para matar civis seus compatriotas indefesos mas incapaz de ripostar a um ataque do poderoso vizinho e agressor norte americano. Maduro era ditadorzeco de segunda ordem apoiado pela tropa e por uma parte eventualmente minoritátria do seu povo. 

É provável que as ultimas eleições tenham sido uma fraude, coisa que não podemos assegurar absolutamente porue não foi possível monitoriza-las. De todo o modo, muitos países não reconheeram a bitória doa alegadod bolivarianos. O alegado presidente eleito refugiou-se em Espanha e a líder da Oposição a Maduro recebeu o nobel da paz  (que trump sesejava, save-se lá por que razão, para si) e passou à clandestinidade. 

Neste exacto momento os EUA anunciam que vão tomar o contole da Venezela, governá-la e trazer, queiam os nativos queiram ou não, a pax americana e a felicidade ao país. Uma felicidade colonizada, evidentemente e gordos contratos petrlíferos pra não falar de outros benefícios.

Pelos vistos ninguém espera resistência popular  o que me parece extraordinário porque, apesar de tudo, a América Latina tem uma sólida tradiçãoo de guerrilha e de violência política.

Os russos enganaram-se no qu toca à presumível vitória relâmpago sobre a Ucrani e pode acontecer que o mesmo ocorra no enorme país que é a Venezuela. Até que uma américa cansada entenda sair de lá como ocorreu no Vietnam ou no Afganistão

Uma segunda questão prende-se com o que pode ocorrer noutros pontos do mundo que Trump considera fundamentais para a segurança dos EUA. 

Mesmo que seja duvidoso que Trump arrisque um ataue a Cuba que já demonstrou saber defender-se, há uma ilha, a Gronelandia, território autónomo sob jurisdiçãoo dinamarquesa  que corre o sério risco de ocupaçãoo americana tanto mais que oTrump já nomeou um  pro-cônsul para o efeito. 

Um terceiro ponto, que já aqui referi em anterior post, é o que, a  partir de hoje ,se pode esperar do conflito  russo ucraniano. A ilegalidade manifesta da invasão russa está agora quase razoável com este ataque e eventual  ocupaçãoo da Venezuela.

É demasiado cedo para saber como é que a União Europeia vai fialmente reagir  mas qualquer toque de “compreensão” pela acção americana será um desastre e uma vergonha avsoluta.

A  idhipotese de que capturar um tiranete merdoso como Maduro bsta para afastar  a ideia de um crime internacional faz lembrar os piores tempos da pré 2ª guerra mundial e as cedências continuas das democracias a Hitler.

Trump não é Hitler: falta-lhe cultura, razões (más) históricas algum conhecimento militar  e político. 

Tamvºem, neste momento, se desconhece a reacção política nos EUA, quer do Cogresso, quer do Senado que do povo americano ou do partido Democratico.  Estamos em fim de festas tradicionais e num fim de semana mas seria bom que amanhã se registassem declarações fortes sobre esta miserável acção.

A ideia sinistra de julgar Masuro num Tribunal americano, furtando-o à acção da justiça venezuelana ou de algum Tribunal Internacional é apenas um acto de barbárie claramente ontra qualquer concepção de Direito. 

Finalmente, por muita simpatia que tenha pela oposiçãoo venezuelana, temo que não perceba o que está a uceder ao seu país e ao seu povo. Qualquer manifestaçãoo de simptia pela acção anmericana  poderá significar perda de apoio popular. O colaboracionismo com qualquer governo militar americano não passará disso mesmo. 

Hoje, ouvi alguns emigrantes portugueses regressados da Venezuela. A alegria que um fdeles, advogado, demonstrou nem sequer pode ajudar quem lá está e pode mesmo ser o sinal para alguma, muita, raiva popular  contra a comunidade portuguesa. Será que devamos preparar-nos para lidar com outra vaga de retornados?

De resto não me recordo de que algum país se tenha libertado dos pressores internos graças a uma invasão de outra potencia .

Em tempos já distantes, as guerras napoleónicas, circulava em Espanha entre os patriotas da guerrilha, u grito “Vivam las cadenas”. Ou seja negavam aos exércitos franceses o direito de lhes trazerem as liberdades  prometidas e egadas pelos seus reis inábeis e fracos. E desprezíveis...  

 

 

 

 

estes dias que passam 1031

d'oliveira, 02.01.26

Ano novo, vida velha

2-1-26

O ano terminou com as fogachadas de artifício, os banhos de mar de “ tradição”, com multidões ruuidososas afrontando o frio da noite e prometendo ml coisas sem a mínima intençõ de cumprir qualquer delas.

Não vale a pena fazer aqui quaisquer votos sobretudo porque os últimos dias se distinguiramde duas maneiras. Bufaria avonde e fugas de informaçãoo ad hominem.

Comecemos pelas primeiras.

Desde sempre, houve em Portugal, o hábito vil de denunciar alguém às excelentíssimas autoridades sem, porém, dar o nome. Den´ncias anónimas encheram arquivos das polícias, dos tribunais, da inquisição  tuso sempre com o mesmo à vontade com que Ventura aonta baterias sobre ciganos, minorias, gente da alta pouco escrupulosa ou corrupta ou presumida como tal sempre com o intuito purificafor de reinventar um país. A sua gentinha urra, vate palmas, denuncia também, mente e quando calha (e calha muitas vezs) lá rouba umas malas, viola uns miúdos a vinte euros o acto ou tenta incendiar um campo. Ou rouba (“desvia” uns dinheirinhos aqui e ali) isto sem falar de uma pasionaria de baixo calibre que publica notícias falsas sobre alunos de escolas ou manuais escolares que não existem. Tudo pela Nção, claro. 

A bufaria não é sequer uma excepção mas um hábito, uma tradição (mais uma) e em épocas de maior actividade política uma arma de arremesso que as autoridades acolhem, agarram sôfregas e usam para mostrar serviço.

Marques Mendes, que não conheço nem me apetece conhecer, foi alvo da habitual infame mexerique  mas, uma vez sem exemplo, o MP, provavelmente entristecido, entendeu dizer que a fenúncia não se sustentava em nada.  Todavia, durante um par de dias, o pequeno gigante político andou enredado nas vozes públicas e apontado  como um leproso.

Dpois dele, eis que se ficou a saber que o almirante Gouveia e Mrloandava a ser investigado desde 2018. Desde 2018!  Arre que é preciso muito arrastar sw pés para fazer uma investigaçãoo durar oito anos e, subitamente, aparecer à luz velhaca do dia quando o homem é candidadato à presidência (como Mendes, estão a ver?). E o marinheiro submarinista, estrela da camapnha anti covid, andou um par de dias na conversa da “opinião publica que a pariu” com a fama de malandro. 

Porém, o escândalo foi tão grosseiramente cerzido que o Ministério Públivo, alefad guardião do segredo dos processos, veio dizer que o militar não era arguido na citada e morosa investigaçãoo que, plos vistos ainda vai durar sabe-se lá por quanto tempo.

Convém, no entanto, relembrar umaverdade comezinha: Mendes e Melo  já não são acusados mas a gentinha dirá para com os seus botões que, apesar do frouxo desmentido das autoridades, “não fumo sem fogo”. Quem o ateou?

Durante anos, demasiados anos, disso me penitencio, defendi o MP. Defeitos de quem é um “jurista não praticante”...

Estas demoras inacreditáveis, estas notícias que furam o bloqueio do segrdo de justiça, este tiro ao alvo  que nada tem de inocente fazrm com qualquer pessoa de bom senso comece a pensar que o MP parece incompetente, negligente, pouco diligente e nada inteligente.

Eu conheço magistrados do MP, juízes, malta séria e honrada por quem tenho respeito, amizade e consideraçãoo. Mas como não frequento os meios jurídicos, apenas posso testemunhar por alguns e nunca pela corporação. 

E estou farto, fartíssimo de ver mega processos que pela sua própria natureza r arquitectua processual se arrastam anos e anos com delinquentes a rirem-se dos acusadores, a ganharem na secretaria, a ofenderem as instituições, a morrerem sem julgamento, por prescrição provocada por truques, por recurdos custosos mas finalmente vencedores mesmo se vencidos. 

É caso para se izer, sem medo, que o sistema tal qual funciona tem duas caractísticas que afinal se resumem a isto há uma justiça para ricos e uma outra impiedosa, para pobres. Tudo i resto é vantasia.

Por outras palavras, a liberdade, asacrossanta liberdade, é vencida pela legislaçãoo tortuosa que exalta direitos (para os ricos) e remete a punição do crime para as calendas gregas.

2025 acabou nesta sórdida postura e 2026 não desponta sobre melhores augúrios- A bufaria vai continuar e as notícias escolhidas a dedo vão continuar a fazer vºítimas no miserável tribunal da opinião pública. Perant a inércia de muitos e o entusiástico silêncio de quase todos. 

 

Entretanto, em gaza, no sudão, na Ucrânia invadida e resistente, a infâmia continua. 

E nas Caaíbas paece renancer uma pirataria que faz esquecer a gatunagem da Somália. Ou de como a boçalidade intrínseca de Trump está a tentar transformar um ditaor de pacoltinha  como Maduro num herói da independência nacional perante o imperialismo do costume

“On va voir ce qu’on va voir” dizem os franceses  que tem o segredo das frases com significado. E o ano ainda agora balbucia...

 

 

 

 

 

Estes dias que passam 1030

d'oliveira, 29.12.25

Oliveirinha na pista da Bardot

mcr, 29-12-25

 

A geração a que pertenço cinematograficamente touxe-nosuma boa dúzia de estrelas de cinema que foram e (eventualmente, ainda serão) autênticos mitos da 7ª arte. Desde Marilyn a Mardot (MM e BB) passando pela Loren, pela lolobrigida pela Taylor  e desembocando noutras tantas estrlas italianas francesas americanas  que encheriam vinte ou trinta linhas deste caderno virtual. Citei, porém, as quatro  pelo que desbravaram no território cinematográfico  e pela aura de escândalo que, de certo modo as perseguiu. 

Comecei a ver filmes no Cinema Penindular na Figueira da Foz (curiosamente a mesma sala onde durante um par de anos aconteceu um festival cinematográfico , o primeiro aliás, em que já homenzinho afinei as garras críticas e mais anda uma paixão.)

Na altura, a minha mãe e as amigas frequentavam as matinés de domingo e a filharada entrava sem pagar e intalava-se nos camarotrs laterais deixando as maternidades sentadas no balcão. E o primeiro filme que vi  (ou de que me lembro)  foi “Não ha paz entre as oliveiras”um melodrama de Giuseppe de Santis, 1950.

Tera sido por essa época que se estabeleceram os limites de idade que já me apanharam tarde mas que, de todo o modo, me impediram de ver alguns filnes.

De todo o modo quer os da Marilyn quer os da Bardot já os consumi  (fortemente censurados...) entre os fins do liceu e a faculdade. Na altura, fazia parte de um grupo de cinéfilos atrevidos que mesmo sendo sócios do cineclube desafiavam  os falsos intelectuais manifestando um amor desenfreado pelos  westerns  (só o Johnny Guitar elogios nos meios progressistas e isso porque alguma revista francesa o coroou como obra prima) e pelas maravilhosas mulheres  que os sisudos  entendiam serem penas instrumentos do capitalismo  e do cinema para iludir multidões. 

Isto agora parece absurdo mas garanto que era moeda corrente naquele tempo e no exíguo panorama da crítica cineclubista.

E foi neste ambiente bem humorado e de intenso combate de hormonas que um grupo de amigos fez uma extraordinária aposta, numa mesa presidida por José Carlos Costa  com as presenças do Batarda, do Eduardo Guerra Carneiro,, do Carlos Amaral Dias des,te vosso criado e de   mais um par de estúrdios. E do Oliveirinha, um “carácter”, que eu conheci no colégio Almeida Garrett e que desembocou em Coimbra  em 62/3. O Oliveirinha, era tipo alto, cara vermeljusva, óculos excessivamente graduados com jeito para desenho e fraco estudante de leis.  Asua obra prima nas artes era um extraordinário chinês que andava sempre com o indicador espetado e que consumia pastéis de nata  dom  dito dedo a limpar a carcaça do bolo que depois era altivamente deitada fora. Durante um par de dias fizemos (com uma excepção  o mesmo com alto ptoveito do  “rapa restos”que mal conhecíamos mas que em nos topando logo de aproximava e zás! Rsto de pastel atirao resto pastel apanhado onde quer que fosse e passado ao estreito.

E a que vem o Oliveirinha  (António de sousa? Seria este o nome? Estará vivo?

Pois ao facto de em certa altura ter decidido desandar para Paris, eventualmente para escapar à tropa, a África, à soturna pátria que o paris ou apenas à sinistra faculdade de Direito”

-Vou para Paris, anunciou-nos. Para encontrar a Bardot e em tendo sorte para lhe provar que deste torrão lusitano ainda há homens prontos a engatá-la. Comê-a e o que mais for preciso.

Depois de um silêncio  todo feito de pasmo, a comandita desatou num escarcéu tremendo. Ningiém toçou mas todos, amarelíssimos de inveja, avisamo-lo que se Paris valia um ou dez missas, a bardot era inatingível. 

OOliveirinha peristiu no seu ambicioso propósito e desafiou a malta para uma aposta. A dinheiro contado e depositado na mão egrégia do ZÉ calros que seria o mais velho, já era casado e pai e tocava bateria. Era um aluno razoável  e tinha uma extraordinária facilidade para pôr alcunhas. A Carlos AD ficou sempre “o menino Reboredo e o rapa restos nunca mais teve nome . 

Não posso garantir  quanto se apostou mesmo se me venha à memória vinte escudos quer era uma soma respeitável para jovens impecuniosos.  Provavelmente terá sido o total da soma anti  Oliveirinha e ele terá entrado com o montante que lhe cabia para cobrir a sua parte.

E o Oliveirinha raspou-se para Paris não sei se legal ou ilegalmente.  

Durante semanas, primeiro,  quinzenas depois, mensalmente , enfim durante algum tempo do Oliveirnha chegavam curtas mensagens em bilhete postal ilustrado com fotografias de Paris. Nelas ia anunciando os seus mais que escasso progressos em demanda da etérea BB. (já lhe topei a morada, vi  alguém a sir do prédio, vão-me apresentar o porteiro da produtora cinematográfica... E por aí fora...)

Até que o silêncio chegou,

Entreytanto este grupo foi partindo, primeiro o Eduardo G C, depois o Batarda, finalmente o Zé Carlos. E eu. 

Como de costume sou o sobrevivente mas tenho uma fexasa que ainda por cá anda o Oliveirinha que, alguém me disse, teria regressa à patri madrasta mas sem gueera colonial. 

Não me consta que a BB , mulher livre, inteligente, excelente acriz, tenha alguma vez encontrado este seuadmirador que, de certo modo, nos representava a todos os desse grupo bm isposto que tinha o “Mandarim” como quartel general.

Morre agora com 91 anos mas deixando um rasto de imagens que retratam os anos 50 e 60  domo raras vezes teráo sido retratados

E penso, grato mas envelhecido, naqueles filmes que vi no momento exacto e de que tenho agora  cópias por rever,  que a vida, a minha vida, não foi assim tão má como isso. No cinema (muitas vezes) na vida (algumas) fui encontrando mulheres  que provavelmente não merecia mas de quem guardo excelentes recordações. Deus abençoe as sobreviventos e tenha as desaparecidos ao seu lado direito. 

estes dias que passam 1029

d'oliveira, 28.12.25

 

 

 

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Na morte de um amigo antigo, corajoso e livre, sempre livre

mcr, 27-12-25

 

Coneci  o Eurico Figueirdi durante as semanas de brasa de Março a Junho de 1962

Em boa verdade limitei-me a vê-lo discursar pois só mais tade é que, expulso da Universidade de Lisboa, aportou a Coimbra, tornando-se uma figura extremamente importante na Academia. 

Entre o dia em que o vi/ouvi pela primeira vez (e aqui relembro o Zé Medeitos Ferreira, o Victor Wengorovius, amigos também e igualmente desaparecidos) e o Vasco Pulido Valente  com quem nunca tive contacto directo.

Deixo de fora o Jorge Sampaio porque a ele conheci-o antes no 1º Encontro Nacional de Estudantes, em Coimbra, era ele já o Secretário geral da R.I.A. (reunião inter asocições, organizaçãoo não legal mas vagamente  toleradanos tempos de Marcelo Caetano, então Reitor da U de Lisboa, cargo de que se demitiria em confronto directo e aberto com o governo)

O Eurico era provavelmente o mais combativo dirigente estudantil mesmo se a figura já imensa do Sampaio se impusesse  como o primus inter pares estudantis de Lisboa.

Vivi com a maior intensidade a crise de 62 a pontos de tersido um dos 44 presos de Coimbra que foram internados em Caxias (a minha primeira prisão).

Em 62/3 o Eurico e mais uma boa dizia de expulsos de Lisboa aportou a Coimbra e aí como a fografia documento tornamo-nos amigos e camaradas de luta contra o regime, partindo todavia de posições políticas próximas mas apesar de tudo diferentes pois nunca militei no PC.

Depois de ficenciado (suponho) o Eurico desandou para a Suiça e fz parte do grupo de exilados de Geneve eLauzanne que marcou indelevelmente a vida política da altura e a que se seguiu a 74.

Por razões que alguém explicará pois esta morte é demasiado grande para passar despercebida, o Eurico, uma das grandes promessas do exílio suíço  não se destacou como, por exemplo, o Zé Medeiros Ferreira ou o Ant´ónio Barreto ou, noutro lano, o Valentim Alexandre um dos mais importantes historiadores da qustão africana e colonizadora.

Não vale a pena, neste momento de profunda tristeza, contar a actividade política e estudantil do Eurico em Coimbra. Foi imensa e especialmente importante nos anos terríveis que se seguiram a 62. Recordo contudo uma pequena anedota em que participei. O Eurico, a certa altura, desconfiou que a PIDE o iria prender de novo e pediu-me ajuda para se esconder. Um meu amigo, onárquico mas democrata aceitou o meu pedido e deu-lhe guarida. Só refiro este episódio para o Ilídio Simões Martins   que teve a coragem e ajudar alguém que não era propriamente do seu grupo político nem sequer teria especial afeição pelas posições associativas do Eurico. Sabe bem lembrar que no quase deserto da Resistência houve gente nossa antagonista quetinha carácter, coragem e compaixão.

Depois de 74 o Eurico instalou-se no Porto, Foi brevemente deputado mas não  cumpriu o destino  político brilhante que todos supunham. De todo o modo fez um brilhante percurso académico e profisional  e  voltamos a encontrarnos se bem que esporadicamente 

 Numa das ultimas vezesque nos encontrámos  a conersa  durou um bom par de horas mas, para além a alegria verifiquei que estavamos em campos diferentes. Ele muito regionalista e eu contrário e desconfiado. Sou a favor da descentralização mas não acredito na regionalização quanto mais não seja porque  temo que não passe de mais uma ilusão que a litoralização do país ainda mais perturba. 

De todo o modo, isso foi mais uma conversa amável, afável, limpa e democrática. Agora já não terei possibilidade de voltar a encontrar aquele velho amigo  que  nunca resistiu a ser parte de causas que nem sempre entendi.

Foi, porém, ima figura absolutmente impresindivel   na luta daqueles tempos e suponho que posso afirma-lo em nome dos ainda sobreviventes desses anos de lume, rosas e combate.  

É provável que já não sejam muitos que o recordem mas pelo menos uma televisãoo terá dado s notícia da sua morte o que prova o desconhecinto cada vez mais alarmante dos anos da resistência e, em especial,  do modo como as revoltas estudantis preanunciaram a crescente impopularidadedo regime do Estado Novo

 

na fotografia Maria João Delgado, João Rezende, Laura Barros Moura, Berta Figueiredo, Helena Payo e Eurico Figeuredo:

de costa: mcr, Otílio e Gabriela Figueiredo, Ruth e Fernando

21 Maio 1964

Perdi completamente o contacto com o João Rzende, a Laura morteu bastan jovem, e não faço ideia do casal Ruth e Fernando que teriam vindo também de Lisboa para Coimbra. 

A Helena Pato está ao que sei viva w é autora de um curioso livro de memória de que ha muito tempo terei aqui dado notícia: “Saudação, flausinas, moedas eSimoes” ec Campo de Letras

28-12-25 É meio dia e domingo. Acabo de ler no Publico uma exelente nota biográfica do Eurico e a notícia que  há cerca de uma hora/duas horas o Eurico foi cremedo em Matosinhos. Por razões exepcionais  só agora é que verifiquei que faltei a esta última e desconsolada reunião.