estes dias que passam 1036
Subitamente no domingo passado
(ou Ontem!!!)
mcr 19-1-26
Antes que alguém me apanhe com a boca na botija esclareço que estou acitar uma belíssima peça de Tenesse williams que foi levada ao cinema por um excelente realizador, Josph Mankievicz com o titulo “Suddendly last summer” que em português (se não erro) fidou Subitamente no Berão passado.
O filme é de 59 e chegou nos primeiros anos 60 e. apesar de copiosa. (e odiosamente) censurado teve uma boa adesão pública. O argumento era bom e os desempenhos de Elisabeth Taylor, Katherine Hepburn e Montgomery Clift eram excelentes.
Não vou comentar a fita mas apenas dizer que aproveitei o título para significar o meu absoluto espanto e forte regozijo ao saber que um candidato pelo qual me declarei, aqui mesmo, neste blog, a 25 de Junho de 2025 , logo que António José Seguro anunciou a sua candidatura (estes dias que passam, 995).
Na altura, e até ha vem poucos dias, a minha descrença nas suas hipóteses era notória mas como, no citado folhetim afirmava é preferível perder com honra do que ganhar sorrateiramente
Também, na mesma altura, afirmei que boa parte, a maioria, da “nomenklatura” do PS odiava Seguro e afiava as facas de cozinha e a dentuça para, na hora da derrota, o esfacelar à punhalada ou com as facas de cozinha (que isto não é o Senado Romano nem nenhum dos adversários de Seguro que, aliás, se escafederam rápida e misteriosamente) tinha sequer a estatura de Brutus.
Não vou sequer perder tempo com alguém que afirmou, preto no branco, que a Seguro faltavam as condições mínimas para ser candidato.
Em mais dois folhetins posteriores lá fui insistindo na defesa da minha escolha jamais pretendendo estar com uma candidatura vencedora.
Todavia, lá fui vendo como AJS (o Tó Sé) se ia desembaraçando sem pressas, sem gritos, sem medo na sua solitária campanha.
Mesmo depois de Carneiro ter vindo à liça para o apoiar foi visível o arrastar de pés do aparelho e das elites socialistas. Demorou uma eternidade o ínicio, sempre tímido, dos apoios e só acelerou quando, repentinamente, se começou a vislumbrar que a calma caminhada de Seguro seguia com o mesmo ritmo enquanto começavam a o tropeções de alguns adversários. Em boa verdade, mesmo estes ( e aqui destaco as ridículas candidaturas do PC, do BE e do Livre que apenas me pareceram estertores de moribumdos que não percebiam que estavam nas vascas da agonia) t na sua empáfia não perceberam a “força tranquila” da campanha de Seguro. Quase não o atacaram, iludidos que estavam na sua corrida no jogo dos quatro cantinhos.
Onrem, domingo passado, a bomba rebentou logo às 8 da noite. Eu esfreguei os cansados e débeis olhos três vezes. Três vezes como os cantos do galo, mesmo que me não tome por Pedro apóstolo.
Ora bolas, como é que de vencido passo a vencedor pelo menos â primeira volta?, perguntei-me e aos meus botões.
E de repente, dei por mim num antiquíssimo dia de 1969 em que atrevidamente fui fiscal pela Oposicrática (CDE) às eleições legislativas. E lembrei-me porque os cavalheiros que na freguesia dos Olivais, Coimbra estavam na mesma mesa do que eu me trataram com algum respeito sem especial animosidade tão seguros estavam de que ganhariam as eleições fosse de que maneira fosse.
A intrépida DGS- PIDE, sempre alerta, lá me abriu uma informação sobre esta perigosa actividade de alguém que, desde 62, tinam debaixo de olho. Na alturam não tinha quaisquer ilusões sobre o desfecho da eleição e sobre alguma eventual consequência para mim Era novo, de pêlo na venta e acreditava (como ainda hoje) em princípios.
Sessenta e muitos anos depois, sou velho (jamais idoso), perdi muitas das ilusões de juventude mas contínuo como um náufrago teimoso agarrado a um madeiro no resto da barca que foi ao fundo. E o raio da esperança, a ânsia da esperança, a comoção de pressentir que ainda não é desta que me atiram borda fora, quase me aquecem contra a invernia e os frios que nos ameaçam de todos os lados.
Eu não conheço o “Tó Zé”, não espero conhecê.lo mas espero vê-lo naquele horrendo palácio cor de rosa perto dos pastéis de Belem
Seguro é seguro, é sério, é sereno, tem passado suficiente e digno e provou se rhomem de coragem política.
Lá estarei, como ontem ,pelas 9.30/10 horas na mesa e voto para despachar o voto e ir tranquilamente, contente, esperançado tomar os primeiros dafés da manhã enquanto leio o jornal
Espero que nestes dias que nos separam da segunda volta, o sr almirante perceba que quem garantia estar ebtre PS e PSD isto é ao centro , se lembre que só um candidato está nessa situação.
Espero que o sr Cotrim (que ainda não percebeu que qualificar de péssima uma candidatura decente faça o luto dessa estúpida declaração (tão estúpida quanto aquela que fez a propósito de Ventura e que depois referiu como algo de estranho que lhe passou pela moleirinha) E que alguém lhe lembre que a ideologia liberal sempre foi um baluarte com o radicalismo populista de Direita.
E, já agora, haja quem lhe diga que quando estamos a deempenhar um lugar para que fomos eleitos não podemos, sem faltar ao respeito aos eleitores, propormo-nos para outro inconciliável com o primeiro. A menos que o sr Cptrim tenha renunciado ao lugar de deputado europeu, o que até o memento não parece ser o caso.
FInalente, e para o mesmo senhor:, a carta a Montenegro presidente de um outro partido, om candidato próprio e apoiado, por ele, fou uma parvoejada ou, pior, um truque publicitário patético.
O sr Marques Mendes merecia melhor resultado mas o duelo suicida com o almirante e o ódio pertinaz de alguma forte parte da elite PPD, foram fatais. Vai aof undo com o seu inimigo Rui Rio. É tempo de dizer claramente quem apoia pessoalmente. Para qeum tantos conselhos deu na SIC ao longo de anos, o silêncio actual redobra o desaire
O sr dr António Filipe é, como sempre foi, umafigura medíocre do PC e como vai sendo costume não se diferenciou das ultimas mediocridades que o Partido lançou para a fogueira eleitoral.
O sr Pinto, do Livre, uma descoberta falhada que depois de meia dúzia de banalidades se viu inçado a figura relevante, perdeu a única oportunidade de fugir do anonimato en que irá cair e o seu resultado é uma estrondosa derrota e um sinal de que o Livre está cada vez mais parecido com os seus concorrentes.
Ficar abaixo da candidatura do ena pá 2000 é, mais que uma anedota de fraco gosto, uma burrice que perseguitá o Livre e o seu candidato para sempre. Porém, pelos vistos não perceberam isto nem nunca perceberão.
A srª Martins, que tamb´m veio do Parlmento europeu e que provavelmente para lá ira regressar, teve uma frase certa na hora da despedida ao afirmar que o seu resultado estava bem abaixo das espectativas. Conviria, porém, que se lembrasse que ao vir do PE para a disputa eleitoral também ela desprezou os eleitores que para lá a mandaram...
esta versão é, praticamente, a mesma já publicada eque tinha mais gralhas do que é habito, mau habito meu. Azares de quem escreve depressa e não corrige. Aos leitores as minhas desculpas. Espero que esta vesçao do mesmo texto esteja expurgada, limpa pronta a ler mcd


