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Incursões

Instância de Retemperação.

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O caminho tortuoso das presidenciais

José Carlos Pereira, 30.09.10

O país nunca esteve tão pouco preocupado com as eleições presidenciais como está neste momento. A escassos meses da eleição do mais alto magistrado da nação, os portugueses focam as suas atenções na grave conjuntura que se vive em termos nacionais e internacionais, na preparação (e viabilização!) do Orçamento do Estado para 2011 e na reacção dos mercados internacionais. A economia portuguesa vive um momento dramático.

Contudo, as eleições presidenciais estão aí a chegar e os portugueses terão pela frente uma campanha morna e chocha. Cavaco Silva gere o calendário como mais lhe convém, Manuel Alegre tenta captar o "povo de esquerda", Fernando Nobre procura sobreviver nesta contenda – vi-o desenquadrado e meio perdido a percorrer a rua Miguel Bombarda, no Porto, por ocasião do derradeiro ciclo de inaugurações das galerias de exposições – e Defensor Moura continua(rá) incógnito.

Já aqui escrevi que estou sem candidato em quem votar, o que não trará mal ao mundo, e hoje tive mais uma razão para o sentir. Ao sair de casa, deparei-me com um outdoor de Manuel Alegre numa estrutura onde costumo ver os cartazes do Bloco de Esquerda a malhar no Governo e no PS. Não gostei. Bem sei que Alegre é "o" candidato do Bloco e assim as coisas compreendem-se melhor, mas esta duplicidade – tenho o apoio formal do PS e ando de braço dado com aqueles que têm um discurso mais radical e intolerante contra o PS – não é um bom caminho. Cavaco agradece!

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