O Estado assistencialista em construção
Já aqui, no Incursões, escrevemos sobre o papel das IPSS, a sua importância e a influência político social que exercem na sociedade.
A destruição do Estado social, operada pela via da redução dos benefícios e pela criação ou aumento do preço de acesso a bens públicos essenciais, tem dado lugar à proliferação da ideologia assistencialista, caritativa, com a conversa de dar mais espaço à sociedade civil no apoio e solidariedade à população carenciada.
O que faltava era o Governo dizer que o assistencialismo constitui um instrumento de desenvolvimento local e de criação de emprego.
Até criará algum emprego, como é óbvio. Emprego de salário mínimo ou abaixo disso. É que em algumas dessas instituições o que está a dar é o recurso ao voluntariado, como complemento (substituição) do trabalho remunerado.
Confesso que até simpatizo com o voluntariado desde que o mesmo não implique a extinção de postos de trabalho ou a eliminação de necessidades de recrutamento de trabalho remunerado. O que não simpatizo é com a eleição da caridadezinha como política social do governo.
