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Incursões

Instância de Retemperação.

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O 1 de Maio de Passos Coelho

O meu olhar, 01.05.13
Eu ainda sou do tempo em que os jornalistas se reuniam para decidir se deveriam ou não trabalhar no 1 de Maio. A decisão final foi positiva com a missão de cobrir, durante todo o dia, as comemorações do Dia do Trabalhador. Isto passou-se no primeiro 1 de Maio depois do 25 de Abril.

Quem comemorou esse dia não o esquece.

No 1 de Maio de 2013 tive oportunidade de seguir as emissões da TSF e da Antena 1 durante quase todo o dia porque estive em viagem. Aliás, comecei o dia a ouvir as notícias da RTP, às 8 horas da manhã. E o que ouvi? Uma jornalista a papaguear o que Vitor Gaspar tinha dito na véspera. Logo a seguir aparece a imagem de Vitor Gaspar a dizer o que a jornalista tinha dito que ele dissera. A cena repetiu-se com Passos Coelho... duas vezes. Intervenções da oposição? Nada. A oposição não faz parte da agenda, mesmo quando se trata de questões gravíssimas para todos nós.

Quanto ao 1 de Maio a primeira pessoa a falar nele foi a senhora da meteorologia.

Bom, quanto às emissões da TSF e da Antena 1 a cena repetiu-se com a particularidade de as palavras de Passos Coelho terem mudado a partir de determinada hora. Deixaram de ser as da véspera porque tinha estado a fazer uma peça de teatro junto dos seus colegas sindicalizados do PSD e os jornalista tinham gostado muito. Tanto que passaram o dia a repetir as suas palavras. Tanto que o 1 de Maio só passou a ser verdadeiramente noticia no inicio da tarde, depois do inicio das comemorações em Lisboa e Porto. Uma única excepção : a entrevista de Maria Flor Pedroso a Arménio Carlos e Carlos Silva na Antena 1.

Não há duvida. O jornalismo vive tempos difíceis. E nós também.