diário Político 189
fala de uma personagem de van Leyden (se não sabem, procurem)
Só um tonto insanável, desses de atar, ou um estúpido profundo compra guerras inúteis.
Ou então o “comprador” de guerras intéis entendeu ser uma espécie de provocador.
Mas, mesmo neste caso, o provocador arrisca-se a “apanhar” duas lambadas no focinho, coisa que, aliás, é normal. Raramente se escapa a um par de tabefes, claramente justificados, quando se envereda por este tipo de actuação.
Eu não queria chamar estúpido ou tonto ao senhor Primeiro Ministro cujos altíssimos méritos, pujante inteligência, afabilidade extraordinária dsão de todos conhecidos. Sexa é, como se sabe cá ou no mundo, incluindo as ilhas Fidgi e o sempre presente reino do Butão, uma amorável criatura, competente até dizer basta, mais inteligente que Einstein e mais lido que Proust.
E muito menos apoucar-lhe os extraordinários dotes de incandescente inteligência que lhe ressaltam por tos os poros e orifícios naturais ou artificiais... era o que faltava.
Sª Exª decidiu e certamente decidiu bem, muito bem, mais que bem, maravilhosamente, Nem Deus faria melhor. Aliás: faria eventualmente pior!
É, pois, de todo em todo maldoso pensar que Sª Exª entendeu, com mais um par de senhores ministros, provocar os seus mal agradecidos compatriotas ou, pelo menos, os infames funcionários públicos e os escandalosos pensionistas (entre os quais me incluo, ahimé!) que não se resignam a morrer como era seu imperioso dever, negando o pagamento do subsídio de férias na época normal ou seja, na imediata véspra das férias.
Há, no dizer vigoroso e impoluto de Sª Exª (e do notável e criterioso Ministro das Finanças, génio absoluto e superlativo da Ciência Económica e motivo de inveja profunda de todo o mundo civilizado que nos observa boquiaberto) liquidez suficiente para pagar eeas miseráveis somas devidas aos incompetentes mas ricos funcionários públicos e aos parasitários aposentados. Há mas não se paga. E não se paga por lei, pressurosamente promulgada pelo Senhor Presidente da República, outra glória imorredoira do génio português superior obviamente ao Afonso Henriques, ao Mestre de Avis, a Camões, Pessoa e Hélder todos juntos. Ostenta, e bem, o nome possante de Aníbal mesmo se, como a justiça seguramente recomendaria seria o outro, o Barca, o cartaginês matador de romanos, quem deveria dever a este nosso a glória do nome. Infelizmente nasceu antes e isso empalidece a História...
Ora, pois, se nada recomendaria o adiamento dos pagamentos a esta cambada de inúteis a que se junta o impatriótico e improdutivo grupo dos pensionistas que se nega a mudar de vida para uma honrosa morte, útil à economia da pátria imortal dos egrégios avós (que esses sim, cumpriam galhardamente, o dever de morrer depressa e ainda novos), alguma razão subtil apenas apreensível pelos espíritos supeiores e arianos dos senhores governantes para adiar a trasfega do cacauzinho em dívida (em regra aprendia-se que o subsídio de férias – e as férias – se venciam em Janeiro do ano em que deveriam ser pagos).
Só um par de invejosos e de traidores, uma espécie de sub-humanos (que há muito deveriam estar em lugares onde o trabalho torna as pessoas livres) mais apropriados a matéria prima de sabão de baixa qualidade, é que não entende os altos desígnios do Governo.
Vir afirmar que os senhores que se sacrificam por todos nós não passam de criaturas de mau perder, estúpidas ainda por cima e insolentes e desleais, só pode ser obra de mentes doentias, de pedreiros livres, de Migueis de Vasconcelos, de bolchevistas sem rosto nem alma, de mafiosos alentejanos, de membros de sociedades secretas, de drogados, quiçá de gays (porque não?) ou outra espécie igualmente desagradável e prejudicial,
O subsídio só se pagará lá para as calendas gregas?
Melhor que assim poupam esses dinheiros para uma urgência maior!
Por tudo isso e pela santinha da Ladeira, pelo penteado do Sr Primeiro Ministro (o Bel Brumel de Massamá e arredores) pela senhora de Fátima que é amiga e inspiradora do criterioso e popular Senhor Preidente da República que Deus guarde, o meu obrigado às autoridades e a eles próprios que algum Papa, talvez até este Francisco decerto santificará. Que seja para amnhã, dia primeiro de Verão se já não puder ser hoje. Ámen.
Laus Deo
d’Oliveira fecit no dia de Sta. Dandon, amazona, no mês Gidouille, sicut calendario Patafísico perpétuo, merdre!
vai o folhetim dedicado a Maria José A e a José M (apareçam, que diabo!)

