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Incursões

Instância de Retemperação.

Incursões

Instância de Retemperação.

06
Mar08

Dentro da Legalidade…

O meu olhar
É curiosa a quantidade de vezes que se ouve este argumento quando se fala de certos “negócios”: está tudo dentro da legalidade.

Foi agora o caso do antigo presidente dos CTT. Segundo o Público: "Carlos Horta e Costa, na altura da venda dos dois imóveis presidia aos correios, indicou à Lusa "desconhecer o processo". Horta e Costa, que garantiu que a sua casa "não foi alvo de buscas", acrescentou que a venda dos dois imóveis foi feita dentro da "legalidade".Em causa está a venda de dois imóveis dos CTT, há cinco anos, um em Coimbra e outro em Lisboa. O imóvel de Coimbra era uma central de correios quase devoluta e foi vendida à TramCrone, empresa de promoção e projectos imobiliários, por 14 milhões de euros. No mesmo dia a empresa revendeu a propriedade à Gespatrimónio, do Grupo Espírito Santo, por mais seis milhões de euros. “

Tudo dentro da legalidade. Não duvido nem um segundo. Faz parte das regras destes “negócios” precaver para que esteja tudo dentro da legalidade. Agora o que me faz confusão é o facto de as leis deste país serem tão moldáveis. Espanta-me igualmente que a Justiça não tenha instrumentos para separar o trigo do joio. Estando tudo dentro da legalidade podem todos os envolvidos dormir descansados. Ou estou enganada?
05
Mar08

Proposta

JSC
No JN de hoje há um conjunto de notícias que nos mostram como a globalização também penetrou no país pela via menos sã. Portugal não é mais aquela coisa de brandos costumes. Os últimos tempos mostram que o tiro e a naifada passaram a integrar o quotidiano nacional. E se, por enquanto, ainda nos espantamos, dentro de pouco tempo isso fará parte do nosso dia a dia, sem grandes surpresas ou descontentamentos (salvo as vítimas e os que lhe são próximos). Enfim, é o progresso a progredir.

Qual a causa? Para uns será a crise e o desemprego. Para outros, a desagregação da família, dos valores. Outros, ainda, dirão que é a perda de identidade e a perda da fé. Ah! Alguns até culparão os Tribunais, a Justiça, o Ministro (o actual e o que vier a seguir). Até podem ser todas estas coisas juntas. Politólogos (?), Psicólogos e outros entendidos no domínio da palavra vão entrar, cada vez mais, em nossas casas, via TV, para nos explicar, o que se revela mais que evidente. Até se poderão fazer estudos, teses de doutoramento sobre as causas da violência, mas não será por aí que o fenómeno será afectado. Esses estudos e teses apenas o elevarão ao estatuto de coisa importante, com relevo na sociedade, que veio para ficar e prosperar.

De qualquer modo o Governo poderia criar um Observatório da Violência Pública e Casos Afins, para registar o desenvolvimento do fenómeno, estudo dos efeitos colaterais e fazer umas conferências sobre temas adjacentes.

A missão do Observatório consistiria, desde logo, no registo das notícias dos jornais. Assim, só hoje e no JN anotaria para estudo:
“Morte de informador da PJ sem vestígios de atentado”;
“Dono do BPA roubado e sequestrado”;
“Judiciária investiga morte de segurança no Colombo”;
“Detidos quatro suspeitos de rapto”;
“Árbitros recusaram ouro
”.

Por sua vez, do Público:
“Morreu jovem baleado no Oeiras Parque”;
“Escutas contradizem Telmo Correia”;
“Dois encapuzados roubaram 100 mil euros à porta de um banco em Vilamoura”.

Para um só dia (e apenas da leitura enviesada de dois jornais) já tinham trabalho de sobra.
04
Mar08

Au Bonheur des Dames 115

d'oliveira

Como se fora minha filha...

É ridículo, é piegas, é tudo o que quiserem. Sei-o muito bem. Mas não resisto à alegria e, porque não?, ao orgulho. A Ana, minha enteada acaba agora mesmo de se formar. Em segredo, como é hábito dela (pensávamos que era quinta feira próxima o exame). Com 17 valores como também tem sido seu hábito. Em Direito, na Católica.
A mãe chora baba e ranho. Eu, comovido até mais não.
De repente, volto atrás, muito atrás, e vejo-me a sair de um exame (Internacional Privado, com o Doutor Férrer Correia) nos Gerais, em Coimbra.
Era um pano de vida que acabava e outro, desconhecido, que se abria. Era também a incerteza. Como agora. Mas durante alguns momentos eu senti-me o rei do mundo.
Não sei o que a Ana sente neste momento. Telefonou há pouco e tive até a honra de ser a primeira pessoa a saber. E creiam-me: senti mesmo que era uma honra, um sinal imperceptível de afecto. De ternura. Ser padrasto não é mau.
É ridículo, é infantil e é piegas mas não resisti a partilhar com um desconhecido grupo de leitores este pequeno momento de bonheur d’un vieux monsieur.

a gravura: Henry Matisse, fenêtre, Collioure, 1905
04
Mar08

Estes dias que passam 96

d'oliveira

Algumas reflexões
sobre os tempos que
nos são dados viver


O caso da “educação”.

Estamos a assistir a m debate doloroso, perigoso, errado nos sue pressupostos, viciado nas suas políticas e pior ainda populista. Num pais pobre, numa situação económica degradada, entendeu-se prometer uma panaceia: a reforma. A reforma da saúde, da educação, da justiça, da investigação universitária, da defesa nacional tem sido a bandeira de todos os governos que sucederam ao longo dos últimos quarenta, quarenta e cinco anos. O mesmo é dizer que as coisas não começaram no dia 25 de Abril mas bem antes, naquela época que ao fim e ao cabo medeia entre o estertor do salazarismo de Salazar e as tentativas de Marcelo Caetano.
O poder político entendeu, desde há muito, apontar o dedo às “corporações” (os médicos, os juristas, os professores) ou alargando o leque à “função pública”.
Começando por esta última, convém lembrar aos esquecidos que a “função pública” começou o seu “peregrinatio ad loca infecta” no tempo do Estado Novo. Começou aí a “desqualificação” de um corpo que por deter especiais poderes deveres era o inimigo ideal a abater. E isto tanto mais fácil era quando havia a percepção que o corpo de funcionários podia facilmente ser confundido com o poder. O que não era, não é verdade.
Há na velha e demagógica ideia da intrínseca maldade da função pública uma convicção muito portuguesa, filha de um atraso secular que sempre viu o Estado como o travesseiro protector de interesses difusos, as mais das vezes privados.
Basta ver a gritaria que ocorre normalmente quando, por exemplo a China quer pôr no mercado um milhão de camisas. Ai Jesus, depressa uma pauta aduaneira. Ou a gritaria histérica que por aí se ouviu quanto à “invasão espanhola” na economia nacional. E por aí fora.
Quando não há uma ideia clara, política e estratégica do que é governar, surge o papão das “reformas”. Ora reformas, desculparão os leitores, tem-se repetido à dúzia na educação e noutros sectores. As “reformas” acumulam-se, acavalam-se, nem deixam respirar as anteriores. Quem estas linhas escreve viu, só nos últimos dez anos, quatro reformulações tremendas no Ministério da Segurança Social. Os resultados, se resultados há, são tão mesquinhos tão pequenos tão pobres que apenas nos vem á ideia pedir um cabo de esquadra na casa dos reformadores para os trazer a um tribunal que avalie dos gigantescos recursos espatifados. E os julgue, uma vez por todas. Esta gente é perigosa, é irresponsável e gasta alegremente o dinheiro que apenas está à sua guarda.
No que diz respeito às famosas “corporações” acima citadas, juristas, médicos, professores estão no pelourinho (ou pretende-se que eles estejam, com pouco êxito: os professores são uma das classes mais estimadas pela generalidade dos portugueses que parecem não sufragar as diatribes da equipa ministerial e do seu egrégio pastor). Os médicos são, queira-se ou não, responsáveis por alguns êxitos assinaláveis na saúde pública e há por aí alguns estabelecimentos hospitalares de excelência. E no que toca à famosa crise da justiça, conviria verificar onde é que se verifica o entupimento dos tribunais (e não é difícil) porque resolvido isso, boa parte dos problemas de que se fala têm origens exteriores às profissões jurídicas.
Posto isto vejamos o que se passa na educação. Eu não conheço a ministra, não a julgo profissionalmente mas apenas politicamente. E quando oiço gabar-lhe a “coragem” lembro-me sempre da confusão com a “rigidez”. A rigidez não é coragem. Provavelmente a pessoa corajosa é a pessoa que tem dúvidas, que tem medo, que avança e recua, que é capaz de explicar continuamente os objectivos e, já agora os métodos. Se isto é o retrato da responsável do ministério ou não é com os leitores.
Pormenorizando um pouco mais alguns dos temas em conflito, comecemos por essa estranhíssima coisa que é a “grelha de avaliação” que, num programa de televisão visto de relance, foi qualificada de diagrama do metro de Londres. Do que se conhece dos quesitos muito haveria a dizer, incluindo aquele inenarrável que pretendia saber se o professor verbaliza criticas ao sistema com o fim sinistro de o sabotar. Convenhamos que nem o Dr Salazar no seu célebre compromisso a prestar por candidatos à função pública foi tão longe. Eu bem sei que o dr Salazar é o mais ilustre português aclamado num concurso que diz muito do que o país é mas mesmo assim...
A segunda coisa de que oiço obsessivamente falar é do fenómeno da descida do insucesso escolar. A que corresponde esse milagre diariamente negado pelo que vemos, lemos e ouvimos? Pois à descida dos padrões de avaliação. Ai do professor que chumbe um menino. Tem de se explicar tanto, tantas vezes, é tão pressionado, sofre o acosso dos pais (e algum bofetão) dos alunos ( a média já vai numa agressão diária) e vê a carreira em sérios riscos. Resultado, como um homem não é de pau, e um professor muito menos, a solução redentora, fácil e luminosa é fácil. O aluno tem sucesso. E o insucesso sofre o devido castigo: tem insucesso. As estatísticas fazem-se assim.
A terceira questão que me arrepia é a presunção dos pais. Os pais entregam á escola e aos que lá andam o destino dos filhos. A ideia é mais ou menos esta: Enquanto os pais trabalham os filhos devem estar num sítio protegido (boa graça!) cerca de dez horas dia onde lhes ensinaram o que já ninguém tem paciência de ensinar em casa, desde as boas maneiras à responsabilidade. E no fim os pais querem que o menino passe, sabendo ou não, que os estudos são caríssimos.
Por isso caiu como mel a ideia das “aulas de substituição”. Faltou o professor de matemática? Não faz mal está livre uma professora de artes visuais para dar uma aula de substituição. De artes visuais? Qual quê! De várias coisas eminentemente úteis como o jogo das adivinhas. E essa aula é paga ao professor? Não diz o ministério com medo da falência económica (como se esta fosse mais perigosa do que a pedagógica). Sim diz o tribunal. Não repõe o ministério: a sentença ainda não transitou em julgado. (sic.) Ou seja o ministério está disposto a tudo para não pagar. Eventualmente até recorrerá da sentença, direito que só lhe assiste, se ele tiver sólidas razões para tal, não por mera litigância. Conviria aqui começar a aplicar uma outra reforma. O litigante derrotado pagará uma multa, forte se possível, por abuso da justiça e do direito. O litigante, não o Estado que serve a esta gentinha para fazer o que lhes dá na veneta irresponsavelmente. Espero que os sequazes de menos Estado, melhor Estado me apoiem ao menos desta vez. Ministro que despilfarra os dinheiros públicos paga do seu bolso! Que tal?
Outra questão, que já por aqui vi citada prende-se com as “faltas dos professores”. Também eu condeno sem apelo nem agravo a falta viciosa. Só não caio na tentação de a pretexto desta propor soluções inconformes e desproporcionadas. Agora, uma falta por doença tem tais dificuldades em ser atestada que não vai tardar nada em vermos os centros de saúde atascados de doentes (ou pretensos doentes) que acabarão por obter o mesmíssimo atestado com sacrifício dos realmente doentes e a mesma consabida impudência dos sãos. Se nos lembrarmos que os centros de saúde ainda vão estar mais cheios (com um défice crescente de médicos de família: há anos que peço um em vão...) imagine-se como este caos criativo vai evoluir.
Eu sempre pensei que um ministério interessado em promover o saneamento das situações anómalas na educação começaria por resolver o problema das nomeações de professores, reorganizaria o quadro de efectivos, fecharia, se fosse caso disso, por um ou por dez anos o acesso à carreira docente e acabava com o sistema a todos os títulos infame, injusto, e vergonhoso do preenchimento de vagas. Durante anos acompanhei a vida de alguns amigos em princípio de carreira. Devo dizer que alguns deles na ânsia de se efectivarem andaram anos com a mala às costas gastando em viagens, alimentação e alojamento praticamente todo o ordenado. Dá para entender?
A minha experiência de vida cruzou vida em Portugal e lá fora, profissão privada e rendosa e função pública (cada uma a seu tempo, entenda-se) paga muito mais modestamente. Mas escolhida porque (era um engano mas na altura não o sabia) pensei que tinha um dever a cumprir com o meu país e a minha gente. Nesta última fase usei da minha anterior experiência para gerir o que me foi dado gerir. Nunca me desculpei com falta de dinheiro (que era aliás um pressuposto naqueles anos difíceis e no sector da cultura) e sempre disse o que pensava aos meus superiores hierárquicos. Nem sempre foi fácil mas ganhei o respeito de pares, de subordinados, de utentes e até de quem mandava. Também é verdade que, apesar de tudo, a politização da função pública ainda não atingira os extremos a que agora chegou. Até se podia ser de um partido diferente do chefe, vejam lá. E isso não influía, ou influía pouco, na promoção ou nos convites para cargos de chefia. Outros tempos. Basta compara-los com os que estamos a viver exactamente nos ministérios da educação e da saúde, ou já se esqueceram?
02
Mar08

O próximo Alvo

O meu olhar

Logo após a saída de Correia de Campos começou uma nova onda cujo alvo é a Ministra da Educação. O processo é o mesmo. Ainda há pouco tempo só se falava de Saúde, melhor, das medidas do Ministro da Saúde. Eram as contestações, as opiniões, os discursos directos, os indirectos, as notícias, as imagens. Uma verdadeira onda que só parou quando arrastou à sua frente o ministro. Depois da sua saída, as vozes que se passaram a ouvir iam sobretudo no sentido de que as suas políticas até eram globalmente boas, até imprescindíveis. Faltara-lhe o tacto político, a humildade e também a preocupação em precaver meios antes de acabar com algumas urgências. Ficou-se agora a saber que antes de sair ele ainda assinou o Diploma que define a rede de urgências do País e que, afinal, o seu número até vai aumentar relativamente á situação actual. Foi feita notícia desse assunto. Alguma, mas pouca. Desproporcional.

Agora é a Ministra da Educação. Ela até pode ser um pouco autista, apesar de não me parecer. As reformas até podem não ter tempo adequado de implementação, como dizem ser o caso da avaliação de desempenho dos professores. De repente só se fala da Educação, melhor, das medidas da ministra da Educação. Eu fico a pensar: isto antes desta Ministra devia estar realmente bem, assim como no resto da Administração Publica. O meu filho mais novo não tinha uma semana que fosse que não faltasse um ou mais professores, mas estava tudo bem. Os funcionários públicos (eu também já fui, sei do que falo) não eram diferenciados na sua avaliação, tanto ganhava o que fazia como o que não fazia. Muitos até se interrogavam porque é que outros se esforçavam… mas estava tudo bem.

De repente parece que o país está todo mal e que isso acontece porque está lá esta equipa governamental. De repente parece que não houve passado e que do que é feito agora, nada presta. Porque será?
01
Mar08

Estes dias que passam 95

d'oliveira
Por quem Deus nos manda avisar


Uma criatura cujo nome nem sequer me apetece pronunciar por mera higiene bucal e dentária, entendeu, da sua secretariante cadeirinha, atacar cavilosa e deslealmente a ex-secretária de Estado Ana Benavente. Eu não conheço (felizmente) o autor das boçais afirmações mas conheço a Ana Benavente. Desde há muito. Desde sempre. Desde os anos duros da resistência e do exílio, desde a militância apaixonada e sincera num pequeno partido, onde não se tentava arranjar um emprego à mesa do orçamento mas apenas imaginar um caminho para a pátria.
As acções ficam com quem as pratica. A secretariante criatura que fique com o triste regorgitado que só o sujaria se ela ao menos soubesse o que isso é.
Quanto aos senhores actuais ministros que tiveram Benavente como sua colaboradora e agora assobiam para o lado, nada a dizer. Eles não merecem e provavelmente não perceberiam o reparo sobre mais essa indignidade.

O senhor Valentim Loureiro, no seu tom do costume e recordando com a habitual impudência o futebol elogiou a Senhora Ministra da Educação. Les beaux esprits se rencontrent.

Uma senhora que escreve no Expresso dedicou-se, nesta última edição, a um exercício de repelente racismo à custa da cor de Barak Obama. Para a triste cronista, Obama tem uma cor chique, “chiquérrima”: é creme. Isto é miserável, infame, racista, fascistoide. Pode-se ser por Hillary Clinton com elegância mas de facto, á medida que as sondagens se sucedem de modo tão impertinente já só restam os golpes baixos, o racismo merdoso e a desqualificação. A cronista acha pimba toda a gente “liberal” e universitária americana. Deve preferir os gangsters cubanos da Florida aos diplomados por Harvard. Ou os iletrados do midlle west e do deep south de cruz a arder aos universitários. É com ela.
Mais uma vez: les beaux esprits se rencontrent.

Na Espanha aqui ao lado, o conservador ABC esganiça-se devido a um intolerável “imbecil” que Felipe González aplicou a Rajov. Em boa verdade, González até se conteve. Rajov não é “imbecil” mas apenas um relento modernizado do velho franquismo. No mesmo jornal, um jovem velho chamado Prada conseguiu ver, contra tudo e contra todos, Rajov vencer o duelo com Zapatero. Ou de como os escritores galardoados são tão patetas quanto os iletrados para que escrevem a sua coluninha política.
Les beaux esprits se rencontrent. Definitivamente.

Em Espanha, a semana acaba com mais duas mulheres assassinadas pelos respectivos ex. Já lá vão duas dúzias e o ano ainda só leva dois meses. Não sei se haverá maior mostra de impotencia do que a violência de género. Conviria pensar porque é que tanto homem se arrisca a matar a ex-companheira? Será que depois as penas são leves? que a sociedade se limita a uma breve e incomodada indignação?

hoje não há ilustração: os temas e os visados não merecem esse incómodo.

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