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Incursões

Instância de Retemperação.

Incursões

Instância de Retemperação.

11
Jun13

Um olhar sobre as sondagens autárquicas do “JN”

José Carlos Pereira

As sondagens publicadas há pouco mais de uma semana pelo “Jornal de Notícias” trouxeram a público alguns dados relevantes, numa altura em que nos encontramos a cerca de quatro meses das eleições autárquicas.

Entre as capitais de distrito das regiões Centro e Norte, verifica-se que o PSD deve manter a presidência folgada das autarquias de Aveiro e Viseu, enquanto Viana do Castelo permanecerá socialista. As principais disputas vão, assim, ocorrer em Braga e Vila Real: o limite de mandatos atingido por Mesquita Machado (PS/Braga) e Manuel Martins (PSD/Vila Real) pode originar a mudança de cor naquelas autarquias. Ricardo Rio (PSD), à terceira tentativa, pode derrotar o actual vice-presidente, Vítor Sousa, em Braga e o deputado socialista Rui Santos almeja conquistar Vila Real ao PSD, que apresenta a votos o presidente de uma Junta de Freguesia.

Estes dois exemplos comprovam que as lideranças prolongadas acabam, muitas vezes, por não deixar espaço para a afirmação de sucessores de méritos reconhecidos, com protagonismo e visibilidade aos olhos dos eleitores. Nestas situações, saem a ganhar projectos de oposição consistentes e determinados, que não “abanaram” à primeira contrariedade.

No Grande Porto, confirma-se o duelo fratricida em Matosinhos entre Guilherme Pinto e António Parada. Veremos quem leva a melhor, se o aparelho da autarquia ou o aparelho do partido. O PSD, por seu lado, repete uma candidatura desajeitada, desta vez com o antigo deputado Pedro da Vinha Costa, e não consegue tirar proveito de uma certa transformação social que tem vindo a marcar Matosinhos, que atrai cada vez mais jovens quadros superiores dos municípios vizinhos.

Em Gaia, a embrulhada criada por Luís Filipe Menezes com o processo da sua sucessão parece poder resultar na sorte grande para o PS. O docente universitário e antigo presidente da Junta de Freguesia de Oliveira do Douro, Eduardo Vitor Rodrigues, lidera as sondagens e o seu principal adversário não é o “paraquedista” que concorre pelo PSD, o deputado Carlos Abreu Amorim, mas sim o advogado, antigo vereador e presidente da Junta de Freguesia de Arcozelo, José Guilherme Aguiar. Este recém-independente deixa a vereação em Matosinhos, onde se mancomunou com o PS, para regressar a Gaia e, despeitado, baralhar as contas do seu antigo partido.

Como se já não bastasse a corrida em Gaia, também o Porto corre pessimamente para Luís Filipe Menezes. Até aqueles que sempre vaticinaram uma vitória de Menezes, atendendo à imagem de obra feita que se lhe colou e sobretudo à forma populista como se insinua junto das populações, têm agora reservas. O deputado socialista Manuel Pizarro e o independente Rui Moreira apresentam intenções de voto que se aproximam bastante de Menezes e, neste momento, já tudo parece possível.

A entrada em cena do antigo presidente Nuno Cardoso, que nunca foi a votos, recorde-se, não deve passar de um fait-divers. Cardoso tem sido um consultor privilegiado de Menezes e da Câmara de Gaia. O objectivo da sua candidatura não é mais do que dividir o eleitorado avesso a Menezes, de modo a retirar força aos candidatos já no terreno. Se for bem recebido nestes meses mais próximos, o objectivo de Cardoso deve passar por uma aliança com Menezes, seja nas listas ou na vereação, em caso de vitória daquele.

Enfim, os tempos mais próximos prometem animação…

04
Jun13

Voos Charters com investidores a caminho de Lisboa

JSC

 

 

O secretário de Estado das Finanças esteve na Bolsa de Nova Iorque a tentar captar investidores. Segundo o próprio, “este ano teremos de volta o crescimento económico”. Dito isto, é de esperar que o investimento, que andava fugidio, regresse em cumprimento da ordem do Sr. Secretário de Estado.

 

Segundo as agências internacionais parece que já estão a ser marcados muitos voos charters, carregados de investidores, de diversos pontos do globo, atraídos pela nova miragem de crescimento económico que o Governo adotou.

 

Toda esta movimentação de investidores, que em breve ocuparão todo o território nacional, incluindo as Berlengas, resulta da sábia decisão do Conselho de Ministros que aprovou, recentemente, um pacote de incentivos fiscais ao investimento dedução à colecta de IRC de 20% do investimento, até 70% da colecta anual, realizado entre 1 de Junho e 31 de Dezembro próximo.

 

Segundo Paulo Núncio, o outro douto Secretário de Estado, este crédito fiscal é um poderosíssimo instrumento para que as empresas antecipem e concentrem o investimento em 2013. Paulo Núncio acredita mesmo que as multinacionais escolham Portugal como destino do investimento a realizar em 2013.

 

E porque é que os investidores estrangeiros querem afluir tão apressadamente? É que eles têm seis meses para investir e retirar o lucro que lhes permita beneficiar do tal incentivo fiscal. Daqui a seis meses, lá para 31 de Dezembro de 2013, no dizer de Paulo Núncio, “o país voltar a crescer e a criar novos postos de trabalho. Tudo isto em seis meses!

 

Face ao sucesso da iniciativa do Secretário de Estado das Finanças, o governo vai organizar um road show, por diversas cidades mundiais a explicar o milagre do “crédito fiscal”. O Governo acredita que por esse mundo fora abundam projectos de milhões, que apenas aguardavam esta decisão do governo português para abrirem os cordões à bolsa e investir incentivados pelo “crédito fiscal”. Mas têm de investir rápido. No fim do ano o governo retira a cenoura, acaba com a benesse.

 

Não há dúvida  que devemos estar orgulhosos do Governo que temos, com particular ênfase para os ditos Secretários de Estado, que se esfalfam a mostrar vantagens no ridículo das medidas temporalmente limitadas. Ou será que estas medidas visam outros fins que não o anunciados? Aqui explica-se bem um objectivo conseguido com o crédito fiscal extraordinário. Não será mesmo assim Paulo Núncio e C.ª? O resto é folclore e o contribuinte a pagar.

03
Jun13

Coincidências do diabo

JSC

Depois do caso “Moderna”, dos “Submarinos”, temos agora os milhões “Pandur”. Em todos os casos são milhões a voar para o bolso de alguém. A justiça é que não descobre. Com a legalização dos despedimentos na função pública é que vai se um fartar vilanagem.

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