estes dias que passam 1016
O Sr Presidente faz-se de inocente
mcr, 29-9-25
(Prevenção: não conheço a sr`Ministra da Saude, não a votei, não tenciono encontra-la como, de resto, não conheci nenhum dos anteriores titulares desta pasta incluindo nisso uma criatura loquaz que agora, e pela 3ªou 4ª vez, tenta ganhar a Camara do Porto mostrando à saciedade que tem de si próprio uma alta ideia que, há que dizê-lo, não corresponde minimamente à verdade. Aquilo é fancaria política, verbo redondo , parlapié de mercearia de bairro pobre. Imprestável!...)
O sr Presidente da República está já de malas aviadas para sorte nossa. Do seu mandato pouco ou nada restará de útil ou interessante tirando os milhares de selfies inuteis e e o éxcessivo interesse que os media prestavam aos seus banhos de mar. Dez anos noves fora um e mesmo esse só por respeito pela aritmética...
Desta feita, mesmo verificando que já poucos ou quase nenhuns lhe ligam eis que entendeu engraçar ou desengraçar com a Ministra da Saúde. E avisar solenemente que depois das autárquicas dirá o que tem a dizer sobre o seu desempenho.
Desta forma condiciona a actuação da Ministra mesmo dizendo que não. Chama-se a isto, em português antigo, atirar a pedra e esconder a mão. E é fácil verificar porquê. Se porventura quisesse louvar o pouco que há a louvar (se é que o há...) poderia despchar a sua cada vez mais inútil opinião hoje, ontem ou há uma semana atrás.
Dizer que só revela o seu pensamento após as autárquicas quer apenas dizer que nessa altura fuzilará a pobre criatura. Melhor dizendo, tentará porque, como já se viu com Costa, os amores e desamores presidenciais desde há muito que não chegam ao céu ou às orelhas dos primeiros ministros.
De todo o modo, conviria lembrar sem qualquer prazer, que a saúde, melhor dizendo, a falta alarmante de médicos e enfermeiros (e demais pessoal ligado à saúde) anda desde há muito em crise forte. O SNS tem problemas que, no caso específico das urgências pediátricas e obatétricas nas zonas de Libos, Setubal e algarve se prende em muito com o problema do custo de vida ou do preço das casas. Só um doido sairia do seu distrito para ir enfrentar casas raras e cara, longe da família e amigos. O mesmo se passa com professores como é fartamente sabido. O problema tem anos, mais de uma dúzia, aliás duas.
Não se inventam obstetras, pediatras sequer médicos de família prontos a buliçosamente ir socorrer as mães em parto, as criancinhas, as famílias. Ainda por cima a população destas regiões aumentou e isso piora tudo.
Claro que depois há quem acuse os “privados” (sempre eles, os maus da fita...) de seduzirem os novos médicos e assim tentarem destruir o SNS.
Por acaso, mero acaso, nenhum destes acusadores do costume parou um minuto para pensar por que razão mais de 40% dos portugueses paga seguros de saúde. E pagam porque podem e porque querem chegar a um hospital (no caso, privado) e serem atendidos rápida e comodamente.
Os portugueses que tem ADSE (e esse seguro não é nada barato, podem estar certos disso) também acorrem em massa aos tais hospitais símbolos do capitalismo, do imperialismo e inimigos da class trabalhadora que se vê reduzida a estar longas, longuíssimas horas à espera de ser atendida no SNS (Ontem um hospital tinha 16 horas de espera!...)
E é graças à multidãoo que acorre a hospitais fora do SNS que o serviço hospitalar deste ainda se aguente mesmo com demoras!
Portanto, e para abreviar, esta Ministra não é pior nem melhor que a longa lista dos seus antecessores sendo, de resto, certo que a cada ano que passa as coisas pioram, os médicos reformam-se, batem com a porta e o número pessoas que se preocupam com a saúde e sobretudo com os filhos que vão nascer, com os bébés que entretanto já por cá estão cresce graças à imigraçãoo e ao facto das mulheres imigrantes ainda quereem ter filhos.
Convém dizer que são estas pessoas as que vão fazendo o país funcionar, mesmo mal pagas, mal recebidas, sujeitas aos ataques sevandijas do Chega e dos seus similares. A verdade é que os portugueses emigram em doses gigantescas, privando o país de mão de obra educada e capacitada mas também que sem estes “damnés de la terre” que cá chegam fazem a agricultura, os serviço mais pobres e mal pagos funcionar. E pagam milhões à Segurança Social. E ninguém ainda provou que dão origem a desacatos ou que expandiram a criminalidade. Por exemplo, não roubam malas em aeroportos, não provocam incêncios no Alentejo nem recorrem à prostituição de menores, coisa que parece vigente e bem vista (ou tolerada) nas organizações onde vicejam os beijoqueiros a mulheres deputadas ou se entretem a alardear grosserias a respeito das suas colegas seja qual for a dignidade do local onde a lama eleitoral os depositou.
Seria bom lembrar que países com SNS bem mais antigos qu o nosso ( Grã Bretanha por exemplo), importam médicos e enfermeiros em doses crescentes, E não só de Portugsl como é sabido mas do Industão que aliás também exporta doses maciças de informáticos e outro técnicos qualificados. E até já deu um primeiro ministro a su ,agestde britânica!..
E valeria a pena saber que noutras geofrafias europeias (frança por exemplo) também já notam preocuapantes faltas de médicos sobretudo fora das grandes e médias cidades). Infelizmente a iliteracia nacional não permite ao indigenato local ver e entender os noticiários noutras línguas se é que entendem bem o que os nossos telejornais informam.
Por isso a velada ameaça que depois das autárquicas o Sr Presidente dirá de sua justoça sobre Srª Ministra é má política e mal disfarçada.
De resto, toda a gete sabe, que uma coisa é a eleição de um presidente de Câmara ou de freguesia e outra bem diferenta a acção ou inacção política da ministra da saúde. Ao misturar as duas coisas para não perturbar o próximo acto eleitoral não é bonito (digo isto paravnão dizer outra e mais grave palavra mas eu, mesmo discordante, não gosto de chamar nomes ao mais alto magistrado danação que, como disse, não escolhi nem votei. Pelos vistos com inteira razão...)



