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Incursões

Instância de Retemperação.

Incursões

Instância de Retemperação.

Eça com Norte

José Carlos Pereira, 26.11.25

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O meu amigo José Vieira, professor universitário em Itália, escreveu por estes dias no "Público"" sobre as comemorações dos 180 anos do nascimento de Eça de Queiroz, na sequência do relevante congresso internacional que organizou no último fim-de-semana em Marco de Canaveses, a nossa terra. Do que assisti no último dia e dos ecos que recebi, facilmente se conclui que a magnitude do congresso, com a presença de académicos, autores prestigiados e antigos membros do governo na área da Cultura, e das actividades envolventes - cinema, apresentação de livro, tertúlia, concerto - justificava uma maior adesão de professores, autores e cidadãos de Marco de Canaveses e da região. É que não nos podemos queixar de que não há eventos culturais e quando os há...

estes dias que passam 1025

d'oliveira, 25.11.25

25 N para todos os paladares

mcr, 25-11-25

 esA data é quase uma capicua mas pouco passa disso.Tenho lido (e ouvido)  demasiadas opiniões sobre o que há 50 anos ocorreu. 

Em boa verdade, a grande maioria dos opinantes era demaiado novo naquela época ou nem sequer tinha nascido. Também, a grande maioria fala ou escreve (e provavelmente vive e sempre viveu) fesde Lisboa. Não quero afirmar peremptoriamente que conhece mal ou desconhece o resto do país mas tenho fortes, fortíssimas suspeitas  que julgam que o país é Lisboa e arredores e que io resto é mera paisagem. 

 Li com especial atenção e algum (bastnte) espanto as entrevistas de dois militares . De um lado um dos vencidos (Duran Clemente) de outro ou dos vencedores (Rodrigo de Sausa Casteo). O primeiro  em duas páginas do Publico ultrapassa em muito o patético e e o absurdo na sua versão de “protecção da televisão” contra a famigerada direita radical.

Na altura foi patético mas hoje parece que é apenas pateta.

Sousa e Castro deixa uma pérola que mais parece das de cultura. Entende a ocasião como um ajuste de contas entre militares. Não digo que o não foi mas apenas que não foi só isso. 

Em boa verdade, desde, pelo menos, a manifestação da Fonte Luminosa (que terá sido a maior e mais significativa manisfestação retintamente civil desse ano  e de fui involuntária testemunha  -saira do cinema Império à hora da concentração- e senti-me aturdido pela quantidade de gente que não parava de chegar) que se assistia a uma forte escalada de desacordo, provavelmente repúdio, pelas vicissitudes da “comuna” de Lisboa.  Pouco antes tinha vindo a Lisboa para uma reunião que ocorreu com gente do GIS, saída do MES e o mínimo que aí ouvi foi de que se estava às portas de uma “nova versão do golpe  de Praga” . A expressão era de Jorge Sampaio mas os restantes interlocutores não discordavam. A reunião ocorreu na casa do Zé Manel Galvão Teles. Eu fora convidado a sair da pacatez portuense para contribuir na análise da situação. Apenas me recordo de dizer que sem Benes e com um partido comunista que tivera mais ou menos 12% dos votos 

não me parecia  que um golpe a que chamei “de Lisboa” tivesse èxito. Mesmo que se lhes jutasse as votções do MDP/CDE  (4%) do MES. UDP e PSP /menos de 3%) . O bloco PS. PPD e CDS ultrapassava os 71% e isso dizia muito (ou tudo) sobre as disposições do povo  e mais ainda sobre a eventual reacção a uma intentona dita de Esquerda.

Não vou referir a existencia de focos agressivos mas mais que minoritários de Direitm sequer de uma pequenamultidão de párocos às ordens de um clérigo bracarense provavelmente do seu bispo enquanto outros membros da conferencia episcopal observavam interessados e complacentes a agitação do que já não era apenas uma minoria sediciosa. A “maria da fonte de 75” ia muito além dessa frentinha de Direita As sedes do PC e do MDP/CDE iam sendo destruídas sistematicamente e mesmo as de outros partidos de Esquerda sofriam ataques. Em Agisto evárias sedes doda OCMLP (o” grito do povo”) deixaram deestar defendidas, o seu recheio foi evacuafo porqu, diziam os militantes “não se luta contra o povo”. Aliás,  em algumas localidades. militantes de extrema erquerda ajudaram a atacar as sedes rivais.

A mascarada ddas manifestações populares (que atingiu o clímax com o artificial aparecimento dos SUV  que não passavam de um pequeno amontoado de criaturas a cumprir o serviço militar que na altura era um espectáculo risível  e indisciplianado.

É verdade que nesse Verão de todos os prodífios se assistiu à criação da FUR (Frente  de Unidade Revolucionáia que huntava o MES, a LCI a Luar o MDP/CDE o PRP e mis uns pequeníssimos e insignificantes gropúsculos) onde o pCP entrou  imprudente e saiu rapidamente.   , na 

 Por outro lado  e como se viu a queda de Vasco Gonçalves  (a quem tinha sido prometida uma “muralha de aço”  fantasiosa), com um Verão quente que incendiava todo o norte e centro do país  (mais de 60% da população), e depois do aparecimento das famosas “mocas” de Ro Maior, sem falar no realinhamento dos militares moderados, nas oscilações de Otelo e na conhecida distância da Marinha

As eleições para a Constituinte tinham tido um resultado expressivo. E isso terá sido decisivo para o grupo dos 9 e seus aliados

É de crer que, por muito voluntarismo que houvesse no PC e simpatizantes isso desse que pensar.

Já na altura se sabia do pouco (ou nenhum) entusiasmo da URSS por uma “cuba europeia.

Todavia, ainda nos meses que antecederam Novembro o cerco à  S Bento e as manifestações sindicais correspondentes faziam prever o pior a pontos de o Governo ter pendsado transferir-se para o Norte, a exemplo daviação militar. Não era a guerra civil iminente mas por todo o lao se assistia ao espectáculo de partidos ou pelo menos de muitos militantes a armar-se como mais tarde se viu aquando da prisão de Edmundo Pedro, militante importante do PS a ser preso enquanto tentava deolver armas cedidas por militares.

Há ainda, e isso não terá causado especial espanto ou menos ainda indignação, quando foi conhecido o assalto (e sequente roubo de mil armas de guerra) em Beirolas. Pelos vistos, “essas armas estariam em bos mãos” expressão que é atribuída a Otelo Saraiva de Carvalho.

A ameaça de manifestações violentas ou quase insurrecionais não eram apenas ou “so fumaça” (Pinheiro de Azevedo dixit). O Governo levou a cabo uma greve que o mesmo Pinheiro de Azevedo defendeu afirmamdo que estava farto de ser cercado e sequestrado.

Poder-se-iam multiplicar os exemplos prenunciadores de enfrentamento civil violento. Basta ler a imprensa europeia de que apenas respigo uma capa do L’Espresso (Agodto de 75) que dizia (sic) Portogallo: colonello falce e martelo.

Convenhamos: a 25 de Novembro a Esquerda militar e os pequenos partidos seus aliados sofreram uma derrota definiyiva. 

O PC também não deixou de ser derrotao pela sua política um pé dentro outro fora (Domingos Lopes dixit).

Não é improvável que alguma direita revanchista tenha sentido que o sonho de eliminar o PC não se concretizasse. Porém, no essencial  saiu vitoriosa por muito que isso custe a alguns comentadores. Ao consolidar a democracia e ao fazer reressaar os militars à sua reserva pol´tica  (mesmo persistindo o Conselho da Revolução)  o golpe ou contra-golpe de 25-11-75 não é oo contrario do 25 A mas bem mais certo o seu corolário e mesmo a sua reafirmação. 

Não houve guerra civil mas nunca antes ou depois nestes cinquenta anos passámos por uma ameaça tão semelhante.

O facto de MeloAntunes, a grandecabça pensante do grupo dos nove, ter declarado que o partido comunista  não seria eliminado apenas vem constatar a sua derrota estratégica. Os subsequentes cinquenta anos tem demonstrado que a ameaça comunista foi devagar mas continuamente perdendo força e sobretudo foi reduzindo o partido às suas bases naturais de Lisboa ao Alentejo. Nunca tivera força substancial no Norte e no Centro mas a partir dessa data  perdeu influência. O mesmo , de resto, sucedeu a todas as restantes forças de Esquerda  como se comprova pelos resltados eleitorais tanto nas legislativas como nas autárquicas.

Houve organizações de Esquerda que desapareceram pura e simplesmente mas as restantes ou as reconvertidas não estão de boa saúde política . Provavelmente isso não é fruto direct0 do 25 N mas tão soda natural evolução do país eda democracia  que se foi consolidando. 

Quanto à famosa Direita que agora se apresenta sob as cores do Chega , seria bom verificar quais os territórios onde se tem impkantado e de como em muitos deles substituiu directamente  partidos de Esquerda.

 

No dia25, entendi convidar um colega e amigo, companheiro daminha primeira prisão e de Coimbra para almoçar num restaurenate  ( Ziriguidum, na Ribeira)onde se dizia que a Direita se eeunia. E lá fomos, ele com algum receio e eu com vontade de desafiar. De facto aquilo estava pejado de malta socialista ou do PSD. Estava na moda e comia-se razoavelmente. É provável que alguns dos almoçantes reparassem em nós mas fora um cumprimento do José Luís Nunes hosso contemporâneo em Coimbra e deputado do PS  o almoço foi absolutamente pacífico. Entretanto nesse mesmo dia tivemos notícia que outros conhecidos e camaradeas de várias lutas se tinham clandestinizado ou, pelo menos, retirado para locais menos visíveis. Todavia ninguém os procurava  ou sequer os acusava. Numa semana tudo tinha regressado a uma certa normalidade mesmo se uma cadeia portuense tivesse recebido vários “ hóspedes inesperados (obrigado Heirich Boll) que por lá se mantiveram um par de semanas. Eram vencidos do 25 N e çrovavelmente, já não me lembro, militares. Alguns meses depois, na eleiçãoo legislativa os mesmos três partidos  PS, PPD e CDS  averbavam 76 % dos votos, enquanto o PC atingia os 14& e a UDP com pouco mais de 1% elegia um deputado. Ou seja, mantinha-se praticamente idêntico o resultado de 75 (constituinte) sendo que ao PC se teriam juntado grande parte dos votos do agonizante MDP/CDE.

Se apenas olhássemos pararesultaos eleitorais poderia pensar-se que o 25 N não acontecera ou, então, que depois de um Verão violento e de um Outono escaldante tudo voltara à normalidade

E se levarmos a nossa observaçãoo um pouco mais longe, poder-se-á tentar dizer que a ”revoluçãoo portuguesa” seguiu as pisadas de muitas revoluções do sec XIX  e que depois de 1910 e 1926 o país entrou num período de normalidade  política que se espera (eu espero) se poderá manter por muitos e melhores anos.

E isso devemo-lo a muita gente avários militares corajosos, a outros políticos eminentes (soares em primeiro lugar) mas também a crescentes multidões que a partir da Fonte Luminosa e em crescendo entenderam dizer com firmeza o que queriam  ou seja um rotundo não à aventura voluntrist de pequenos ou maiores grupos que pensavam tomar o Palácio de Inverno ou a Bastlha inexistentes em Portugal. Estavam enganados, eram ignorantes mas ainda esbracejam, Debilmente,mas esbracejam. Nesta época de frios já invernais isso pelo menos aquee-os momentaneamente mas seria mais prudente vestirem qualquer coisa confortável e quente.  

 

Dário politico 249

d'oliveira, 12.11.25

Tropelias jurídicas

d’Oliveira fecit,13.Nov 1925, festade Ss Josafat, Aurelio e Mareo

 

Também eu passei, há muito, à situação de jurista não praticante se é que não me possam, até, considerar relapso.

Numadeterminada altura da minha vida jurídica, descobri que, mesmo perdendo algum dinheiro, havia vida para além dos tribunais e, sobretudo, tempo livre. Livre de clientes, livre de MP, livre de juízes obtusos e de colegas malcriados .

Ão hesitei dois minutos  o que é um recorde porquanto, uma vez (aliás várias) que me sondaram para deputado demorei um bom quarto de hora, sobretudo quando entendi perguntar se era para Lisboa ou para Bruxelas. “Para Lisboa”, disse-me o meu amável convidante. “Para Bruxelas é só como prémio de esforço e dedicaçãoo à cauaa partidária”. Ora eu não estava especialmente onclinado para declinar o Bê-a-bá” da dita caua  pois isso impunha engolir e,talvez mesmo, mastigar , vários sapos rechonchos. Dieta por dieta, fiquei-me na recusa sorridente de ir para o areópago de S Bento levantar e sentar o dito cujo às ordens da bancada dirigente  e nem sempre (ou raramente) inteligente.  Fui, pois no capítulo “política post Abril, um paisanoempenhado em perceber mas não em intervir. 

Ora, depois deste introito jusconfessional, eis que entro na matéria: o julgamento daquele cavalheiro Sócrates que infelizmente não bebe nenhum copo de cicuta para nos deixar mais tranquilos e menos empeçonhados.

Qualquer cidadão sabe que a criatura já há muito devia estar a ferros numa prisão esquecida ou degredado nas Berlengas ou, melhor ainda, nas Selvagens.  Desde que não fosse a servir de faroleiro pois era capaz de causar mais naufrágios do que os descritos na História Rrágico Marítima. 

Portugal é um paraíso para acusados ricos ou com “amigos ricos” e extremamente generosos. 

Perdi a conta aos recursos todos improcedentes (e serão mais de cem) que ele e os seus digníssimos advogados  foram propondo. Yenho mesmo a ideia de que apenas com o seu caso se escreveria um tratado que se poderia chamar “torto por linhas de Direito”.

Desta vez (mais uma vez!) o seu advogado entendeu que o Tribunal  tinha beliscado a sua alegada honra profissional e deixou o cliente sozinho.

Renunciou ao mandato!!!

Apesar dos anos, sou ou ainda sou pessoa ingénua. Longe de mim  acusar, suspeitar, sequer vagamente sonhar que esta retirada seja mais um truqie processual  para embaraçar a Justiça e destrur um processo.

Todavia, há gnt,  não será pouca nem pouco escçarecida e conhecedora dos labirintos jurídicos portugueses, que poderá vir dizer que esta deserção do advogado poderá ter sido combinada, planeada, cospirada, de conluio com o réu para fins que não são dificieis de prever. Atrazar, atrazar, atrazar. 

Desde há muito, mesmo esquecido do Direito mas temroso do Torto, que julgo que o excessivo garantismo da lei portuguesa serve qualquer fim excepto o de fazer justiça-

Penso igualmente que qualquer incidente processual deveria suspender o curso dos prazos de prescrição. Senão é fácil de perceber como é que alguém rico pode tentar atrzar u processo até que uma misericordiosa e injusta prescriçãoo o absolva do crime de que vm acusado. 

Tambem julgo que aOrdem dos Advogados deveria debruçar-se sobre estas estranhas renúncias ao mandato sobretudo quando impliquem suspensão do julgamento para que um novo mandatário possa  estudar o processo e garantir uma defesadigna, justa e eficaz

Quanto à justificaçãoo dada pelo ex advogao de Sócrates para renunciar ao mandato  julgo-a insuficiente, inconsistente  e gravamente prejudicial para o réu e para o bom e regular andamento do julgamento. 

Todavia não sou senão um  jurista apóstata  pelo que deixo a quem sabe, ou presume saber, um juízo mais definitivo

Relembro, no entanto, que para a opinião pública isto pode passar como truque, como golpe, como tentativa de obliterar o estado de Direito no qual julgamnos ainda estar. 

 

au bonheur des dame s97

d'oliveira, 11.11.25

Vai ser um fartote (1º capitulo)

mcr, 11-11-25

 

Em dia de S Martinho, vai à adega e prova o vinho, dizia-se. Apesar de vir de uma família ligada ao vinho do Porto, não faço a míenima ideia se o rifão ainda tem cabimento. Agora o vinho faz-se de maneira muito mais sofisticada e é provável qu o di se destine (e bem!, muito bem) a magustos (se ainda os há...) ou a comer castanhas assadas.

Cá por casa, mandaram-me ao supermercado e rouxe um punhado de castanhas que parecias fracatíveis. Por pequenas eporque, à hora que fui, já havia poucas, provavelmente muito escolhidas. 

Sairam-se magníficas as castanhas depois de um estágio no forno. Queimei os edos várias vezes  pois perco-me por castanhas (ai que saudades das “piladas” que parece que só emcontram em lojas caríssimas e longe...) 

A CG, natural de Trancoso, enche a boc com as castanhas sa sua terra que, não chegam cá porque, alega, vai tudo para exportaçãoo. E prefere-as cozidas. Feitios”...

Parece  que este Verão arderam milhars de castanheiros, mais outra riqueza que se foi em fumo e desleixo, quando não crime. 

Tentei ver se os senhores candidatos presidenciais  falavam deste tema tão nosso, tão ppular, das castanhas e dos fogos mas, pelos vistos, estão noutra.

Não é açtura de ir meticulosamente apontando o que as exelentíssimas criaturas dizem mas em dia de festa ou de saudade convém referir  uma bizantinice polémica entre o sr Pinto, proposto pelo Livre  o sr Seguro que é suposto ser apoiado pelo PS  mesmo se as deserções já veificadas, as previstas e as que se escondem sejam mais que muitas.

O sr Pinto (e provavelmente a sr Martins...) entendeu entrar num jogo para gente mais crescida e duvida-se que consiga sequer uns minutos de atenção. Aquilo, as presidenciais, é entre o sr almirante e três paisanos,a saber, Seguro, Marques Mndes e Ventura (este último é candidato a tudo (deputao, primeiro ministro, autocrata, ditaor e inventor de inimigos internos e externos, entre eles a escassa minoria cigana que nunca terá sonhado em ser alvo de cartazes aviltantes, infames, e imbecis). O sr António Filipe  repesenta as cores do PCP mas também não integra o pelotão da frente. Verifiquei, hoje, sem especial inveja, que lhe levo mais 2 anos de idade. Confesso que o julgav mais velho mas afinal é apenas um sexagenário  qu, como de costume, vem fazer o brilharete final da sua carreir a como candidato. Paafraseando Celaya “no se esperada nada de pessoalmente exaltante” da sua campanha e, convenhamos que não é mais do que uma das cristuras fungíveis do CC do PC.

Voltemos, porém, aos senhores Pinto e Seguro. O primeiro  que provavelmente nõ tem qualquer ineresse em andar estes meses a fazer de candidato invisível, promeeu desistir em favor do segundo se este, assumisse claramente que é de Esquerda. 

Seguro, já antes teria recusado ser assim tão peremptório  pois nõ gosta de “ser metido em gavetas” (sic). Está, no entanto enganado. Ninguém o pretende engavetar  (expressão  que também pode significar ser preso)  pode estar descansado mas a alguém que foi secretário geral, deputado cá e na Europa, membro do Governo e ex lider da jota, não se pede que engula um sapo. Aliád, Seguro terá percebido que neteu a pata na poça ou numa gaveta funda e já veio dizer que as pessoas “o conhecem”. Pinto, pelos vistos, não sabe nada da biografia de Seguro e quer que as coisas sejam claras, tudo preto no branco, Vá lá que nõ lhe exigiu que cantasse a internacional ou lhe recitasse partes da “critica do programa de Gotha” ou que prometa marchar no dia da greve geral .

Pinto pede pouco, melhor dizendo promete sair pela esquerda baixa no caso de uma declaração formal de Seguro. Este teme que um par de eleitores  exteriores ao PS, se horrorize se ele se afirmr de Esquerda (à semelhança de soares ou de Sampaio paa não ir mais longe...)

Pareeria que Seguro quer ver Pinto a apresentar um programa e a jurar fidelidade à República e às suas instituições mais sagradas. 

Bemsei que os eventuais e escassos votantes de Pinto  não transformam a eleiçãoo de Seguro em algo de certo e sólido as esta gerrilha do alecrim e da manjerona está aí parar durar. Eáo contrário dos incêndios que devastaram os castanhais, do fogaeiro que assa generosamente as castanhas na rua, apenas um fogo e palha breve e passageiro. Como o dia de Sa Mainho que celebra um bispo de Tours ue terá dividido a sua capa com um pobre. 

Nós portugueses temos outro S Martinho o de Dume mesmo se este, que foi bispo de Braga, tenha vivido bem antes da origem de Portugal. Ficou famoso por ter criado os nomes dos dias da seman fugindo ao modelo pagão. Somos, com a Galiza, os ´unicos latinos e porventura europeus (?) que usam os termos feira para os dias úteis. O bispo era um duro adversário dos restos de paganismo que ainda sobreviviam pelo menos na linguagem de todos os dias. Ora aqui está um tema para regozijo do sr Ventura. Todavia, cumpre esclarecer a criatura, que Martinho de Dume era bispo entre suevos e portanto ainda longe do Portugal mimoso e puro 1ue ele venera

estes dias que passam 1024

d'oliveira, 07.11.25

Com camartads destes Seguro não precisa de inimigos

mcr,  6-11-25

 

Eu nadatenho a ver com o P,excepto o facto de o ter votado quase sempre.Ou melhor, quando não votei PS votei em branco pois sou daqueles que se recusa (sej apor que razão for) a falhar qualquer eleição.

Em boa verdade, há muitos anos, ainda estomagado pela deriva tonta e ultra esquerdidista do MES,  aceitei ao fim de alguns anos filiar-me no PS.

Durou pouco este arroubo . em primeiro lugar descobri que aquilo era uma espécie de carnaval político onde valia uase tudo. Não me posso queixar de nada excepto de algum desvario das crituras que na altura tinham a responsabilidade de levar o partido de novo ao poder. Nãosó não levaram como, contra todos os avisos emteneram apoiar uma estupidez que consistiu em tentar derrubar uma maioriarelativa de Cavaco Silva. O resultado foi elequenta dus extridentes maioria absolutas do PSD. 

Achei quenão valia a pena continuar como militante e saí sem causar escândalo deixando de pagar quotas. 

Anos, muitos, depois ainda estive nos Estados Gerais. Guterres lá foi para o Governo  e depois foi o que se viu. Nunca consegui perceber a história do”pantano”, a consequente demissão  e todas as toliçadas que levaram à queda do governo, posteriormente a uma demissão de Ferro Rofrigues que, em boa verdade mais parecia uma birra  contra Sampaio, o efemero governo de Santana Lopes e finalmente  a chegada de Sócrates. e.Com Sócrates deixei de votar PS. Aquilo era demasiado para mim. 

Depois do  período PassosCoelho, assisti já sem especial entusiasmo ao regresso do PS à conversão de uma errota em vitória graças à Jerónimo de sousa  verdadeiro inventor da geringonça  e ao lento mas constante descentramento o PS. Até chegar Montenegro. 

Agora, estamos já em pré campanha presidencial e Seguro entendeu candidatar-se. Delarei imediatamente o meu apoio mesmo pensanfo que sóó um gordo milagre de fatima ou, pelo menos, da Santinha da Ladeira, lhe dará a vitória

Verifiquei que depois de vários desastres do ps, incluindo, a perda do 2º lugar a favor do Chega, que alguns dos mais destacados militantes do PS, resolveram preferir outros candidatos entre eles uma senhora ex-ministra da saúde que foi cabeça de lista às europeias e o habitual derrota  do nas autárquasic portuenses  uma mediocridade que pela terceira vez se viu recusado pelos eleitores .

Eis estas duas criaturas a correrem para os braços do almirante  para não apoiarem um socialista digno, honrado, com passado político limpo e um irrepreensível e discreto porte durante o governo de Costa.  

Mais haverá que ,sem dizer água vai, irão pela calada votar sabe-se lá em quem mas nunca em Seguro (se porventura este ganhar, sairão do silêncio em que se encolheram para subitamente virem dizer “também eu, também eu...” 

Eu bem sei que uma eleição presidencial não é uma legislativa mas quando se anda na alta roda do paatido alguma coerência se impõe. Foi o partido que os atirou para a frente, seria razoável que, mesmo sem estimarem especialmente Seguro , o apoiassem. Ou pelo menos que não declarassem o apoio a um adversáio . De resto, o voto do PS “du bout des levres” em Seguro já mostra como é que o desvario e a falta de convicção ideológica  reinam naquele parido. 

Asanha anti Seguro vem de longe e andámos um latgo par de Mrneses a ver alguns “elefantes” do Partido a fazer laboriosas contas para se meterem no combate pela candidatura. Recuaram todos, ao perceberem que mesmo dentro do PS a militância de base torce por Seguro e que a malta de fora mais que desconfiadessas luminárias.

Ao seclarar o meu apoio a Seguro (criatura que não conheço e com que provavelmente nunca me cruzarei, avisei que uma vez mais estava dispoto a perder uma eleiçãoo mas jamais  atraiçoar a minha pobre e pecadora alma 

Aliás, no que toca a presidenciais ganhei cinco vezes, Samaioe e aores duas vezes e Eanes uma e perdi quatroCavaco e Marcelo. Se perder a próxima fico empatado e começa a ser pouco provável que ainda assista a mais alguma. Os anos pesam e bem mais de metade da minha geração já cá não anda. 

É também por eles que vou deitar o papelinho por Seguro.