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Incursões

Instância de Retemperação.

Incursões

Instância de Retemperação.

estes dias que passam 1041

mcr, 25.02.26

A peixeirada

mcr, 25-2-26

 

Aconteceu ontem e não foi bonito de ver mas as televisões registaram tudo e não se cansam de repetir a reportagem. A cosa conta-se em poucas palavras: o Ministro da Agricultura foi aos campos do Mondego encontrar-se com agricultores. Estaria previso que a presidente da Câmara de Coimbra aparecesse mas por razões que se ignoram atrasou-se vinte minutos. Entretant, ministro e comitiva trocaram palavras não apenas com os agricultores presentes mas também com os jornalistas.

Ao chegar (repete-se atrasada vinte minutos) a senhora Abrunhosa  entendeu zangar-se com o ministro a quem ela não tinha sequer comunicado que chegaria mais tarde e dosse-lhe que

  1. ele desrespeitou os conimbricenses ou
  2. pelo mnos, a presidente da Camara
  3. que não lhe admitia tal atitude
  4. admoestando-o com duras palavras e
  5. afirmamdo peremptória e quase a gritar que não lhe permitia isso
  6. que ele estava a desrespeitar os autarcas
  7. pois estaria a dar uma conferencia de imprensa sem a excelsa presidente da CM de Coimbra
  8. que ele só agora é que viera à região porquanto anteriormente apenas a tinha sobrevoado de helicóptero, coisa que pelos vistos fora uma inutilidade mesmo se (e agora sou eu) só do ar se poderia aquilatar da extensão das cheias.

 

Vejamos: Pelos vistos, a senhora chegada tarde ao encontro acha ue o ministro, a comitiva, os jornalistas e os principais interessados (os agriculturoes) deveriam ter permanecido em rigoroso e pungente silêncio esperando D Sebastoão saído do nevoeiro ou mais prosaicamente a senhora atrasada.

As duras expressões públicas e gravadas pelas televisões deram ao país a imagem de uma peixeirada que ultrapassa em muito a habitual e reservada discussão entre representantes dos poderes públicos.

Plos vistos, a Presidente da Câmara entende que os Ministros que lhe passam ao alcance de tiro devem reverentemente pedir-lhe licença como se a autarca fosse a vera reincarnação do ´último duque de Coimbra que morreu hà centenas de anos em Alfarrobeira.

  APresidente da CM de coimbra  afirmou ainda que já tinha sido ministra (poderia ter acrescentdo presidente da comissão de coordenação da zona centro, cargo que, se não erro, ocupou enquanto militante do PSD, mesmo que agora corra com as cores do PS).

A gritaria permite pensar que os métodos da bancada do Chega já chegar am à Lusa Atenas mesmo se menos violentos devido ao facto de Coimbra ser terra de doutores e de baladas sentimentais.

No meio de tudo isto, o ministro manteve-se calmo, tentou explicar a situação mostrando ter bebido em pequeno o chá que a senhora Abrunhosa terá sibstituído por qualquer outra bebida.

Note-se que nem sequer estou a recomendar (até porque já é demasiado tarde...) chá  verdadeiro  (porque a teína pode influir nos humores coléricos ou biliosos da senhora). Bastaria um infusão, tília ou cidreira, coisas tidas como calmantes, ou, vá lá, roibos ou jasmim para parecer mais cosmopolita  (mais polida!...).

No fim tudo pareceu acalmar mas convnhamos que as imagens permanecem cruéis e, sobretudo, despropositadas para não dizer também deselegantes.

A senhora presidente da CMC destacou-se recentemente pela atutude enérgica com que tentou evitar as cheias ou melhor as suas consequências no território urbano de Combra. Duvido que, entre os seus múltiplos saberes, esteja a questão da agricultura que parece ser a área do miistro.

Dizer qu o homem só agora pôs pé em terra vagamente enxuta é uma parvoíce  porue mesmo que o cavalheiro ministerial  tivesse vindo a correr ou a nadar pelos campo encharcados fora não teria melhor perspectiva do que a aérea.

Começo a estar farto de ver ministros e outros detentores de poderes facticos a correr seca e Meca como se a sua presença resolvesse os problemas, Não resolve, ponto final parágrafo. Por vezes até incomoda ou impede algum esforço local levado a cabo por profissionais que não precidam de testemunhas importantes que obrigam a salamaleques inúteis.

A autarca de Coimbra fez , enquanto, cidadã e durante os momentos críticos, aquilo que é suposto fazer uma presidente de câmara. A comunicação social aplaudiu e a snhora inchou. O problema é que quando se incha há que desinchar e isso pode provocar ruído incómodo. Como se viu

Não sei se aquela reprimenda desabrida e em público foi aenas uma encenação para tratar mal o poder ministerial, uma vez que a srª Abrinhosa é hoje militante do PS quando no passado arejou as suas virtudes políticas na ára do PSD. Se foi isso, então a coisa piora e, neste momento, ´é apenas uma tolice que a ninguém serve. Ou melhor há de servir aos chegapitecos como bem lembrou um deputado (do PSD) que passou anos em Coimbra onde treinou a verve e o humor, algo que manifestamente falta à senhora presidente de Coimbra

estes dias que passam 1040

d'oliveira, 10.02.26

os jornais são o sal da democracia

mcr, 11.2.26

Estamos num país a duas velocidades. aliás a três!  De facto, as regiões do interior (e  é bom lembar que até o litoral tem "interiores" dramáticos  ( basta vr o que se passa no distrito de Leiria).

Não vou referir po demasiado reconhecidas as questões de saúde, justiça nem sequer a extraordinária ausência de bancos, multibancos ou pagadorias de qualquer espécie.

Nõ vou, igulmente, recordar que, mesmo em matéria de transportes,  as coisas não são especa ilmene brilhantes. 

Pelos vistos o "interior" é pouco habitado pelo que é muito esquecido.É obvio que isso traz como consequencia o progressiv abandono  de aldeias, lugares, vilas e  num futuro pouco risonho (para não dizer bstante tristonho) nem as cidades menores resistirão.

Desta feita falo apenas dos jornais (dos poucos jornais que mais e mais vão vendo evaporar as suas tiragens) que, diz-se deixarão de chegar a mais de metade do país, a metade interior, claro.

Parece que a(s) distribuidora(s)  perde dinheiro. Outalvez não ganhe o suficiente...

Todavia, eu que vivo na segunda cidade do país, num bairro de classe média alta debato-me com um pequeno problema. Aos domingos a papelaria está encerrada e durante largos anos, as pesoas abasteciam-se do jornal no "Pingo Doce" e aproveitavam para tomar a primeira bica da manhã quando não ea o pequeno almoço inteiro.

Desde o Natal de 2024 que o "Público" e, pelo menos o Diário de Notícias" estão ausentes em parte incerta. 

Confirmei que, pelo enos o primeiro, vendia um número razoável de exemplrs, praticamente os msmos que o que se vendia na pequena e utilíssima papelaria. Todavia, o "Expreeso" continua a vender-se mesmo sabendo-se ue sai à sexta!!!

As responsáveis pela loja dizem-me que   as vendas eram boas, que havia gente mais que suficiente para oer e que o facto de não haver o jornal se traduziu numa diminuição dos que nãõ passam sem o csfé matinal

Curiosamente, a 500/700 metros há uma estação de serviço que vende uma boa dúzia de títulos, razão pela qual fui obrigai a emigrar para lá  pois agora este género de estabelecimentos tem pequenas zonas de cafetaria. De todo o modo, entro, compro o jornal, vio a primeira  bica e desando porquanto inda nõ consegui habituar-me.. E sobretudo, no inverno, nem sequer falo desta ignomiosa e chuviosa (e fria!...) invernia, só de carro se pode ir.

Não percebo, porém, como é que uma gazolineira no meio da cidade consegue ter e vender jornais quando é certo que, apesar de tudo tem uma freguesia muito menos do que um supermercado.

Temo que esta desatenção jornalística  tenha apenas origem na visão dos gestres do grupo que, de resto, convivem, com uma fundação que edita emuito ben!, uma quantidade de pequenos livros uteis e bem informados sobre a vida portuguesa.

Nao creio que sejam as empresas jornalísticas, sequer as ditribuidoras, as responsáveis por este deserto informativo dominical.

Alguém saberá quais as razões deste pequeno mas desagradável fenómeno?

estes dias que passam 1039

mcr, 10.02.26

Ousar lutar  ousar vencer

(ou guardado estava o bocado...)

mcr, 9-2-26

 

os leitores/as perdoar-me-ão usar um título roubado a Mao Zedong  (que eu ainda nomeio Mao Tse Tung, culpa dos meus primeiros  anos sessenta ainda antes de um partido fantasma chamado MRPP ter ocupado o espaço estudantil  copiando com pouca imaginação a propaganda chinesa mais extremista que  morreu  depois da tremenda mortandade provocada pela Gtande R-evolução Cultural e Proletária)

Na altura da apresentação da candidatura de António José Seguro, escrevi aqui que o apoiava mesmo sabendo que iria perder as eleições. Vê-se que nunca aprendi as lições do grande educador do proletariado que na vida se chamava rnaldo de Matos.  Conheci-o nos finais de sessenta , troquei algunas impressões com ele mas nunca fui aquela missa. Provavelmente por não ser proletário nem precisar de educador ...

Todavia, a decisão de AJS ilustra bem, msmo ironicamente, o slogan maoísta. Foi um longo percurso solitário de um político isolado no seu partido, detestado pela elite socialista, seja ela socrática seja costista. Houve mesmo uma criatura cujo nome misericordiosamente voltarei a esconder que jurou que Seguro não reunia sequer os requisitos mínimos para se candidatar. Cerca de três  milhões emeio  de portugueses desmentiram-ma veementemente.

(continuando pelas frases feitas, sempre direi que a vingança serve-se  fria  o que lhe realça o sabor)

AJS afirmou no seu excelente discurso de vitória que a maioria que o elegeu, se desfez nesse exacto momento para, doravante. ele se poder apresentar como presiente de todod todos, todos os portugueses. 

Este escriba  que confessa sem rebuço nem vergonha)mas de sorriso escancvarado)  ter-se enganado redondamente quanto às possibilidades de Seguro, também olha para ontem como passado e está livre para o poder criticar sempre que for caso disso.

Entretanto, convém, verificar o que saiu da boquinha palavrosa de Ventura no momento da cruel derrota. A criaturinha entou num delírio discursivo surpreendente (ou tonto, ...) .

Primeiro, mesmo admitindo que o resultado da eleição não era o esperado, entendeu que este desaire reforçava o partido (ele e o parido são um só, milagre da santíssima dualidade...) e garantia um radioso futuro para breve. Tudo isto, envolto numa tónica de heroísmo, de nós sozinhos contra todos, de uma caricatura de S Jorge contra miríades de dragoes ciganos, indianos, muçulmanos, corruptos, cosmopolitas democratas  e ateus.  E mais quaisquer coisas que lhe passe pela cabecinha pensadora.

Claro quea a  este pretenso conducator  lusitano, falta mundo, cultura e conhecimento da história política pretérita,.  O facto de ter nascido muitos anos depois da morte de Salazar permite-lhe impensadamente pedir a ressurreição do velho senhoe de Santa Comba mas dividido em três. Seria bom que alguém lhe explicasse quem era Salazar e como ele olharia para esta pobre imitação de Rolão Preto, o homem dos camisas azuis. Temo , porém,  que este último nome nda lhe diga como nada diz a milhates de portugueses mesmo se, no final do seu duelo com o ditador, Rolão acabasse por tentar juntar-se à oposição democrática. Nm isso lhe valeu.

Depois, Ventura, atreveu-se a falar de Sá Carneiro, pessoa que evidentemente não conheceu nem sequer percebeu. Também é verdade que, invoca gente morta e enterrada com o à vontade de quem se tornou conhecido por dizer dispartes jurídicos (fesde a eleição do PGA até à  proposta de adiar as eleições para já nem referir as numerosas acusações que, ao  longo dos anos tem feito e que normalmente se mostram inverificáveis ou falsas.

Ventura não sabe ganhar e, menos ainda, perder. Nisso, pode juntar-se ao senhor Cotrim  que não passa de um epifenómeno tardio da política nacional onde emergiu há meia dúzia de anos vindo do nebuloso horizonte dos negócios, desconhecendo-se, até então, qualquer actividade política  pública.

Durante a campanha eleitoral chegou a afirmar qualquer coisa como apoiar Ventura. Depois, emendou a mão, dizendo que não sabia “o que lhe passou pela cabeça”, prova evidente que naquela parte do seu corpo passa-se tudo e mais alguma coisa sempre descontroladamente.

No dia dos resultados da primeira volta disse que não apoiaria qualquer dos candidatos vencedores porque eram ambos “péssimos”. Isto, para lá da desilegancia ´é mau perder manifesto e doentio pois não havia naquele momento  comparação possível entre o “anti-sistema pindérico” e o cordato, paciente e defensor da constituição e da democracia tal qual a vamos vivendo.

Depois calou-se mas reapareceu  agora,  nas vestes de comentador residente de uma televisão numa estreia que nunca passou do medíocre (e estou a ser generoso com o neófito). No final do discurso de Seguro entendeu crisma-lo de “chato” quando toda a gente elogiava as palavras do vencedor. Está tudo dito  sobre o futuro comentador e poderemos, sem receio, temer que os seus comentários sejam ou medícres ou banais ou apenas maldizentes.

 

Um par de  notas finais

Foi bonito,  foi solidário e foi de Homem de Estado, AJS começar o seu discurso por uma referencia a todos quantos perderam bens, casas ou estão a passar um mau (péssimo) momento

Amicus certus in re incerta certitur!

Recordem (er comparem)  se ouviram ou viram o discurso do seu adversário que depressa se esqueceu da sua pressurosa ajuda traduzida num pacote de águas engarrafadas...

 

Ao  Secretário Geral do PS teria bastado a declaraçãoo do largo do Rato. Evitaria assim a penosa impressão de que a ida às Caldas da Raínha tinha apenas o objectivo de tentar ficar na fotografia. Apesar de tudo, Carneiro,, mesmo que tarde, ainda propôs o apoio do PS a seguro. Nisso distinguiu-se da restante clque dirigente e ex-dirigente.

 

Nas Caldas da Rainha esteve presente o meu amigo Alberto Martins, apoiante de Seguro (como Manuel Alegre, outro velho velhíssimo amiho meu)  desde os primeiros tempos da camapanha

 

Vi pela primeira vez a mulher de Seguro, Margarida  Maldonado de Freitas. Creio que é filha ou familiar próxima de um também velho companheiro da oposição democrática que conheci nos anos sessenta. Vale a pena citar uma bela canção popular espanhola “bendita sea la rama que al tronco sale, morena salada” 

 

Com a idade que já levo, poderá ter sido a minha última eleiçãoo presidencial . Tirando Marcelo e Cavaco ganhei-as todas. Nada mau, mcr, nada mau...

 

Uma jornalista do Observador terá feito uma pergunta um tanto ou quanto maldosa a Seguro. A sala protestou mas o presidente eleito corrigiu afirmando que cabe aos jornalistas a dura missão de fazer as perguntas difíceis e incómodas.

A de,ocracia é uma prática de todos os dias e ensina-se sempre que possível. assim comtuinue Seguro a comunicar com os cidadãos através da comunicação saocial. A informação completa é garante da liberdade.

Voto Seguro

José Carlos Pereira, 05.02.26

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Votei até hoje apenas em dois candidatos presidenciais: Mário Soares e Jorge Sampaio. E fi-lo com empenho e convicção. Nas eleições seguintes o meu voto foi em branco por não reconhecer aos candidatos que se apresentavam o pleno cumprimento de todos os requisitos que considero essenciais para o exercício da presidência da República.

Tratando-se de um cargo uninominal, o Presidente da República deve reunir na sua pessoa atributos únicos de experiência política, envergadura intelectual e solidez ética. Deve pugnar pela defesa dos valores democráticos e constitucionais, cumprindo e respeitando o primado do Estado de Direito.

Nas eleições presidenciais do ano em curso, António José Seguro foi o único candidato proveniente do espaço do centro-esquerda e do socialismo democrático. Venceu a eleição na primeira volta, depois de uma campanha eleitoral conduzida com serenidade e elevação, tendo agora de disputar a segunda volta contra o candidato que lidera a extrema-direita populista em Portugal, que beneficiou da fragmentação dos votos na área do centro-direita e acabou por ser o segundo mais votado.

André Ventura representa tudo o que não deve ser um Presidente da República: do propósito de romper com o regime democrático que construímos às campanhas de ódio e de mentiras que tem veiculado enquanto líder partidário, do desrespeito pela separação de poderes à tentativa de manipulação dos sectores judiciários, da castração química à segregação e perseguição de imigrantes. Tudo é demasiado mau!

O voto em branco, que de alguma forma coloca os dois candidatos no mesmo patamar, não é solução razoável nesta eleição porque acaba por contemporizar com André Ventura e as suas ideias  extremistas.

António José Seguro é o voto que deve unir todos os democratas na segunda volta das eleições presidenciais. Garante aos portugueses o absoluto cumprimento da Constituição e o respeito pelos restantes órgãos de soberania e demais instituições. Ao contrário do seu adversário, que fomenta a divisão, António José Seguro pretende ser o presidente de todos os portugueses, respeitando-os e defendendo-os de quem visa atacar os fundamentos do nosso regime democrático.

estes dias que passam 1038

d'oliveira, 02.02.26

O meino e o palhaço falso

mcr, 2-2-26

 

 

A imagem vi-a hoje no noticiário do meio dia. Um menino claramente afro-descendente (já ninguém diz mulato porque parece insulto...) num armazém de ajudas para asv´timas do temporal andava muito sério a ajudar a aumar bens que serõ mais tarde distribuídos. 

O miúdo teria 12 anos, expressava-se muito bem e explicou porque se sentiu na obrigaçãoo deajudar. Vive num apartamento que  a invernia nã afectou pelo que achou natural ir ajudar outros (homens , mulheres meninos e meninas que ptrecisam de tud ou quase. 

 

E seguiu muito compenetrado empurrando com visível esforço um carrinho de supermercado carregadíssimo.

 

Há dias uma espécie caricatural de palhaço político fazia-se filmar a transportar uma embalagem de garrafas de águ para uma carrinha. E afirmava. A criatura que estava a recoher donativos para acudir  à zona de catástrofe. Depois terá afirmado que o Governo não ajuda ou ajuda mal, não faz ou faz mal enfim io vitupério insensato de quem anda de costas direitas a impingir racismo e ódio entre os cidadãos portugueses- 

A esta miserável tarefa que não engana sequer um ceguinho, chama ele política. E vamos ter disto até sábado porque as televisões preferem mostrar o homem que morde o cão  e o arruído do que tantas outras coisas que um exército de voluntários tenta fazer.

 Aquele  menino não vota, é provável que não entenda totalmente o que está em jogo emas tem coração e cabeça de cidadão e é generoso. 

 A vociferante criatura  que  não comenta quela gentuça do 1143 nunca perceberá a lição do miúdo, a generosidade de milhares de cidadãos e também não faz a mínima ideia do que é governar

Sobretudo não percebeu ou finge que não percebeu esta verdade comezinha: neste momento ainda não se sabe quantas pessoas aocerto estõ ainda isoladas ou perto dessa situação. Seja em que país for, uma catástrofe como s Kristin seria um pavor. Cá é pior pelas consabidas razões que derivam de um atrazo secular e de toda uma série de maus procedimentos urbanísticos, de regularizaçãoo dos caudais , da proverbial mania de construir de qualquer maneira, enfim da pobreza em que ainda muitos, uma multidãoo ainda vivem.

 

Vocifera, uiva, ladra  enquanto uma caravana passa. Alguma vez aprenderá que céu não se comove, a chuva continua cerrada, o vento não amaina.

Entretanto um menino sorridente empurra determinado um carrinho de supermercado carregado de bens que irão eventualmente servir a outros meninos, a cidadãos.