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Incursões

Instância de Retemperação.

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12
Nov05

Desabafo

O meu olhar
Entrei no Incursões pela mão do compadre Esteves, não porque o conhecesse muito bem mas porque é amigo do meu marido, que aliás foi quem me falou pela primeira deste blogue, que ele muito aprecia. Desde já, obrigada Compadre Esteves!
Num célebre jantar na católica no Porto gostei do ambiente e como tinha achado muita piada ao Incursões e a este mundo da bloguice, perguntei ao Compadre: “Posso entrar?” Ele respondeu que iria ver com o LC. Algum tempo depois, com a ajuda preciosa de LC que me ajudou via mail a entrar fisicamente neste mundo, fui acolhida muito amavelmente no grupo.
Nunca fui muito participativa no Incursões, apesar de ser leitora assídua e atenta. Durante o dia o meu tempo é escasso. Tenho uma pequena empresa de consultoria. Se eu e os meus colaboradores não fizermos intensamente pela vida, o dinheiro não aparecesse para nos pagar os vencimentos. E isto não está fácil, apesar de eu não me poder verdadeiramente queixar. Quanto aos tempos livres… bem a noite ainda é o melhor recurso porque aos fins-de-semana vou quase sempre de abalada para uma casinha a 700m de altitude, que tenho a sorte de ter e que é uma das minhas grandes paixões.
Bom, mas porquê o título “ Desabafo”?
Sinto-me neste momento, e já há muito, um pouco fora do grupo, ou seja, sinto que este não é o meu meio, que temos interesses muito diversos. Estes aspectos, que até seriam bons porque é na diversidade que está o desenvolvimento, têm uma vertente tremendamente negativa: além de diferentes os interesses da maioria dos frequentadores do Incursões, pelo que me apercebo, são muito direccionados. Por outro lado, sinto que o meu contributo é diminuto quer em quantidade quer em qualidade, face aos interesses dos intervenientes. Isto apesar das sempre amáveis palavras de incentivo da Kamikaze, que aliás aproveito para agradecer, apesar de não me sentir muito merecedora delas.
Além disso, vou constatando que o que aqui motiva, são sobretudo os aspectos negativos das coisas. Os contributos construtivos são pouco comentados. Senti isso de uma forma evidente quando verifiquei que o excelente post de Rui do Carmo “Depois da Greve um Contributo para a Reflexão”, colocado no dia 2 deste mês, teve apenas 3 honrosos comentários. Fiquei espantada, esperava que se desencadeasse discussões, partilhas de diferentes pontos de vista, algumas conclusões, quiçá? Não esperava a apatia, pelo menos aparente. Mas estas decepções acontecem-me frequentemente dada a minha enorme credulidade, defeito que me ficou da infância.
Face ao panorama, a opção pela desistência apresentava-se como a mais confortável. Mas lembrei-me da Amélia e pensei da pena que tive da sua ausência, apesar de agora termos o privilégio de estarmos a ser compensados, via e-mail, com poemas lindíssimos, para além de textos muito oportunos.
Assim, optei por continuar e meter a mão na consciência e concluir da minha quota parte neste distanciamento.
Moral da história: o desabafo foi a melhor forma que encontrei para continuar…

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