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Incursões

Instância de Retemperação.

Incursões

Instância de Retemperação.

27
Jul15

a varapau 20

d'oliveira

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(a política em férias 1)

Nem inteligência nem senso

Uma criatura que dá por Ascenso Simões apelou na sua página de face book a uma espécie de boicote do senhor Passos Coelho. Pelos vistos, este segundo cavalheiro, submeteu-se uma entrevista que, depois, era anonimamente pontuada. A coisa já, de si, parece (e padece) de uma parvoíce supina: umas criaturas sobre as quais nada se sabe (nem sequer se estão a ver a entrevista!...) dão-se ao trabalho de pelo telefone porem uma bola preta ou branca, ou algo no mesmo género no que vai sendo debitado pelo entrevistado. Fora o facto de, eventualmente, existirem, nada sabemos do seu interesse, da sua capacidade de avaliação, da sua honradez na mesma tarefa. Nada!

Como método para auscultar a opinião pública isto vale zero e permite toda a espécie de truques e vigarices.

Ora Ascenso que deve ter muito pouco senso, entendeu apelar aos amigalhaços para estes arrasarem a entrevista de Passos Coelho. A honestidade do método para desqualificar um adversário político está recolhida no fundo de uma fossa séptica. Todavia, além deste pequeno pormenor que reduz a ética política a um escarro, temos que é de uma estupidez total fazer a coisa assim, às claras. Ou às escuras que é uma mera espertalhice.

Ou seja, a batota evidente que a tonta emissora de televisão irá acompanhando minuto a minuto, nem sequer serve o partido do senhor Ascenso. Pode, até, ser contraproducente: inspira confiança num resultado futuro a partir de dados falsos.

(à parte: recordo que nas vésperas do terceiro mandato de Cavaco como primeiro ministro, estava de férias em moledo e num encontro de amigos em casa do escultor José Rodrigues, este me oerguntou se eu acreditava num bom resultado para o PS. Respondi-lhe que tudo me levava a pensar que seria já uma incomparável felicidade retirar a Cavaco a maioria absoluta. Um amigo comum, com importantes funções no PS, interveio afirmando ao boquiaberto José Rodrigues que eu além de pessimista crónico estava, no caso em apreço, absolutamente enganado. O PS, afirmava o meu amigo Alberto, ia ganhar. Só não podia afiançar uma maioria absoluta mas não a tinha por especialmente improvável. Entre o político no activo e esta humilde criatura, o Zé nem hesitou: acreditou piamente no primeiro. O resultado como se sabe, foi uma “banhada” ainda mais dura do que a anterior derrota. E Cavaco governou mais quatro anos numa total e bonançosa tranquilidade. O meu amigo Alberto tinha acreditado numas embaladoras pseudo sondagens e na complacente auto-cegueira dos que vivem em circuito fechado).

No caso deste Ascenso, que deve querer ser o Miguel Relvas de Costa, temos duas coisas: a patetice de publicitar um truque manhoso, melhor dizendo uma falcatrua, e a falta de senso comum de acreditar que uma campanha de sinais vermelhos significa qualquer coisa.

A isto, além de burrice catatónica, chama-se politiquice grosseira. A política anda em férias e o bom senso idem.

13
Jul15

a varapau 19

d'oliveira

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A nova teoria do golpe de Estado

( variações semânticas e não só)

 

A senhora deputada Catarina Martins deve pensar que nasceu para ser uma reencarnação de Dolores Ibarruri, vulgarmente conhecida como Pasionaria.

Faltam-lhe porém a circunstância e o modo. E a origem de classe que, diga Gramsci o que disser, tem a sua importância. Catarina, apesar do nome, não é ceifeira, não nasceu na ditadura, vem da burguesia média e educada, e anda perdida num Portugal semi post-moderno. Já é azar!

É actualmente porta voz de um agrupamento que se tem vindo a dessangrar em abandonos, zangas, exclusões e outras coisas do mesmo teor e substância que geralmente ocorrem nestas frentes imperfeitas de radicalismos juvenis.

Foi, domesticamente, uma das mais acirradas defensoras do que ela (tomando a nuvem por Juno, e presumindo-se pitonisa) entendeu ser uma “revolução” grega. E, mesmo que não deva ter lido Lenine, lá terá entendido que “uma centelha pode incendiar toda a pradaria”. Nem sempre, nem na maioria das vezes, melhor dizendo quase nunca.

Com o Syriza no poder, os ameaços do “Podemos”, a melancólica solidão do sr Melenchon em França e umas já quase esquecidas manifestações de indignados, aqui e ali, eis que a referida catequista de esquerda, depois de ir em peregrinação à Grécia, regressou exaltada e ungida pelos apóstolos helénicos pregar a “boa nova” entre os indígenas do cantinho lusitano.

Quando ocorreu o “referendo”, foi vê-la qual liberdade guiando o povo, exaltada e fervorosa a declinar todos os casos que eventualmente poderiam cair sobre uma Elefteria de que provavelmente desconhece tudo como também provavelmente desconhecerá tudo da atormentada Hélade antiga e da cópia em calão em que se transformou a actual.

Hoje, ao saber do dramático acordo que Tsipras assinou de cruz veio às televisões perorar sobre o triunfo de um “golpe de Estado” (sic) que teria torpedeado o Syriza, e já agora os gregos.

Conviria explicar à mimosa criatura que os golpes de Estado são sempre obra de uma minoria contra extensas maiorias. Ora, o que na “Europa” ocorreu foi um acordo entre 18 países e um décimo nono que ainda há quinze dias poderia ter assinado um documento cem vezes menos gravoso do que este que terá de levar ao parlamento. Aquilo que há 15 dias era uma humilhação é hoje pontapé no cu desdenhoso que Tsipras leva.

Foram amigos destes que terão convencido o cavalheiro grego que conseguiria em nome do seu povo, da sua antiquíssima democracia (outro engano que prova que nem sequer a História da Grécia clássica ou até somente a de Atenas foi lida com atenção) obrigar os seus credores a voltar a emprestar-lhe dinheiro. Foi a inconsciência das Catarinas e dos Danieis portugueses (e não só) que eventualmente encantou o cavalheiro que se tomou por Aquiles (manifestamente um bruto invencível que morreu pelo pé) ou até (ó escândalo) por Ulisses, o astuto. Tsipras é apenas Tsipras, os cidadãos gregos parece que preferem o euro mesmo com incomensurável sacrifício e a situaçãoo que era má em Janeiro, horrível em Junho vai ser medonha na próxima quarta feira, dia em que o parlamento irá (ou não) votar o “diktat” dos 18.

Catarina, sonha com revoluções, pensa que é uma revolucionaria prestes a conquistar o Palácio de Inverno ou a Cidade Proibida, mas não passa de uma senhorinha perdida num mundo globalizado em que não bastam as proclamações ruidosas e grandiloquentes.

Não ganha na Grécia e, julgo, nunca ganhará em Portugal. Neste, de 2015. No outro com que eventualmente sonha, o da Resistência, não duraria (caso entendesse combater o Estado Novo) três dias.

A Revolução não é para os entusiasmos de quem não consegue perceber a realidade exterior.

d'Oliveira fecit 13.07-15

(na estampa: golpe dos coroneis)

17
Jul13

A varapau, 18

mcr

Um rapaz negro americano de 15 ou 16 anos armado de um livro debaixo do braço foi morto  tiro por um segurança branco.

O rapaz pelas fotografias fornecidos é mesmo um miúdo magro com ar frágil.

O segurança é um sólido matulão que terá eventualmente quase o dobro do peso do assassinado.

foram precisas seis semanas para a polícia ncontrar o criminoso. Seis semanas! Parece que o segurança temia pela sua vida: o fantasma do preto andaria a perturbar-lhe as noites e essa tremenda ameaça fez com que ele se esquecesse de comunicar o "fait divers à polícia.

Uma vez encontrado, revelou que temera pela sua vida, que o rapazola o teria atirado ao chão e tentado vezes sem conta esmagar-lhe a cabeça contra o passeio.

No julgamento, dado não haver tstemunhas (nunca há testemunhas quando o falecido é escarumba) as seis senhoras brancas do júri entenderam que o matador era inocente pelo que este foi mandado em paz. 

Numa certa América as coisas são assim: preto morto é preto bom. Aliás os pretos odeiam os branncos, atacam-nos com livros, lincham-nos à luz de cruzes a arder, reservam-lhes os piores bairros, os piores empregos e só são bons para jogar basquetebol, correr, tocar trompete e deixar-se matar nos campos de batalha já que constituem a maioria dos alistados. 

Fez-se justiça!

d'Oliveira fecit 17.07.013

 

*basta ver as fotografias para se perceber que o preto não é quem se pinta. Notem-lhe o olho torvo, o ar façanhudo, o sorriso sarcástico. E vejam o inocente branco, tão intelectual, tão carente de afecto. 

26
Mai13

A varapau 17

mcr

Tento na língua e no gatilho que isto não é o faroeste!

Suponhamos que eu diria (mesmo aqui, para os meus escassos leitores...) que o dr Miguel de Sousa Tavares é pateta, ou que tem um complexo de Édipo do tamanho de um elefante, ou que é um escritor medíocre. Suponhamos, apenas. De facto não diria nada disto, aqui, ou noutro local público. Poderei achar MST um escritor palavroso e desesperadamente à procura da sensação bacoca do best-seller, mas isso guardaria para uma crítica literária (que em tempos pratiquei) coisa que de há muito desisti. Quando um livro me agrada, chamo a atenção para ele e bonda. Escrever uma diatribe virulenta sobre uma coisa que me desagrada é um duplo trabalho que ainda por cima chama a atenção para o autor. Publicidade à mediocridade é sempre publicidade. E perda de tempo.

Chamar pateta a alguém que, muitas vezes tem uma opinião respeitável, é andar por aqui em ziguezague, ao sabor de humores que, francamente, me chocam.

Aproveitar a boleia do Édipo só porque MSG é filho de uma grande poetisa e de um homem estimável, corajoso, inteligente e livre seria uma tolice. Assim seria impossível a qualquer pessoa com pais de grande qualidade fazer fosse o que fosse pois á primeira declaração dela logo viria o fantasma materno ou paterno à colação. 

Dito isto, convenhamos que Tavares ferve em pouca água. Durante algum tempo, achei que ele fervia como o angulo recto, a 90 graus mas, com o passar do tempo, e lendo-o laboriosamente semana pós semana (e às vezes é tempo perdido...), acho que ele ferve a 60º... Mau para um comentador amesendado no Expresso e na televisão...

Vi muito boa gente, de corta palha arreganhado com o "palhaço"! Como se não percebessem que a coisa aqui contendia com uma magistratura, seja ela de quem for. Nunca votei Cavaco (Credo, Jesus, Maria José!), escrevi aqui fortes críticas à criatura mas sempre tentei não usar a desqualificação e o insulto como arma de arremesso.

Depois vi muita dessa gente sorridente perceber que a coisa transcende o debate político e gravemente concordar que o rapaz se tinha excedido. Ele mesmo, sinceramente ou não, veio a terreiro com uma desculpa pouco convincente, que não queria insultar o PR, que o jornal trouxe para a luz violenta da ribalta uma resposta induzida (!!!) e que ele, homem sem experiência nestas coisas de imprensa, caiu numa esparrela.

Convenhamos: argumento pobre, pouco crível e esfarrapado. 

De todo o modo há que tomar a desculpa como boa. 

O senhor Presidente da República é como nós: indigna-se e quem não se sente não é filho de boa gente. 

O senhor Presidente da República não é como nós: Tem conselheiros, anda na política há décadas e não costuma ter dúvidas ou estados de alma.  

Se é assim, ignoraria olimpicamente o insulto (pois aquilo é um insulto...) e deixaria a terceiros a sua defesa. 

Sobretudo quando alguma vez terá dito que não dava atenção a jornais... se é que tenho boa memória. 

Este imbroglio sobre uma criatura italiana transferida tolamente para Portugal (depois de Monti..., quem se lembra?) é uma tourada à portuguesa e dela ninguém sai bem.

E como ninguém sai bem, saímos todos, cidadãos e paisanos, mal. 

O país já está nos cuidados intensivos e não melhora com palhaçadas vindas de quem vier. 

Acabem com isto, de vez!, que diabo. Por uma vez haja atitudes de adulto. Uma desculpa clara de um e, de outro, uma recomendação consequente à Procuradoria para se dedicar ao que realmente se deve dedicar: a melhoria da Justiça!

E já não é sem tempo.

 

d' Oliveira fecit, 26.5.013 

17
Set11

a varapau 23

mcr

Um novo velho P.S.

 

Isto até dói mas não há volta a dar-lhe. O P.S. estreou os novos órgãos, ou está a estrea-los com um ímpeto suicidário digno de nota.

 

Comecemos pela direcção do grupo parlamentar. O dr. Costa, claro adversário da actual dfirecção veio sussurrar mansamente que faltam lá pessoas capazes. Cheira-me que nem Zorrinho, uma novidade requentada, lhe cai no goto. Convenhamos que tem alguma razão. O problema era arranjar melhor naquele ajuntamento.

 

Mas voltemos à direcção da bancada. E pasmemos. Bazílio Horta, um prófugo do que mais rançoso havia no CDS (onde deputou vezes sem conta) é, apesar de “independente”, chamado para a dita direcção. Vai partilhar esse especial posto com duas criaturas vindas dos baixios onde o P.S. se vai naufragando: o dr. Rodrigues dos microfones (só espanta que tenha sido eleito) e uma criatura vacilante de que nunca ouvi coisa que prestasse, se é que alguma vez disse algo politicamente interessante no Parlamento ou fora dele: o sr Fernando de Jesus, abnegada e cinzenta criaturinha aqui dos Nortes. Eu conheci este abencerragem muito de passagem numa qualquer cerimónia onde ele acolitaria Carlos Laje ou outro figurão socialista. Primeiro pensei que ele fosse mudo mas depois lá percebi que o homem não tinha nada a dizer.

 

Perguntei a uns amigos do P.S. a que título a criatura estava na Assembleia. Ninguém me conseguiu explicar cabalmente a coisa. Anos e anos de profundo silêncio (ou então fui eu que não estive atento) ei-lo na direcção da bancada.

 

Os adversários devem agradecer.

 

E, já agora, não acham extraordinário que para setenta e oito deputados sejam necessários um presidente e doze vice presidentes? Sabem o que me pareceu? Que a bancada era uma espécie de antigo “castelo” da Mocidade Portuguesa e que os doze pastorinhos eram os respectivos “chefes de quina”. Será?

 

D’Oliveira fecit, 17.09.11 

 

 

27
Mai11

a varapau 17

mcr

Eduardo Cintra Torres é uma pessoa estimável mas a obrigatoriedade de encher a página “olho vivo” no Público fá-lo perder a razão. A propósito do caso da jovem agredida em Benfica Cintra Torres entende que os agressores não gozam da presunção de inocência como ocorre com, diz ele, Strauss-Kahn.

Cintra acha que os ricos tem tratamento melhor e que nesse melhor tratamento há a indignação de apoiantes de DSK contra o tratamento mediático que já destruiu definitivamente o político francês.

Cintra esquece que todo o pais viu a agressão barbara e cobarde da garota de Benfica. Que era menor e mais fraca do que as duas matulonas que a pontapeavam quando ela jazia no chão. Aqui, por muito que lhe custe, não há inocência presumida ou presumível. O mesmo, queira ou não queira o furor anti-burguês e anti-capitalista de Cintra, não se pode dizer do caso DSK (cujo alegado crime não foi visto por ninguém e que, por enquanto se resume a uma queixa e uma negação) esteja na mesma onda.

E há mais: se eventualmente se provar a inocência de DSK (que aqui não se alega) nada lhe restituirá o lugar que já perdeu, a candidatura eventualmente vitoriosa à Presidência do seu país. E a honra. E o bom nome.

Há muitos anos, éramos Cintra e eu jovens e cheios de razões, houve em França um crime de violação de uma criança. Rapidamente uma suspeita se levantou contra um pacifico e obeso notário (ou farmacêutico, já não recordo). Durante meses o homem foi acossado, chegou a estar preso preventivamente, e quando finalmente foi inocentado, houve um prestigioso filósofo, cujo nome se oculta por mera piedade, que declarou com empáfia, agora igualada por Cintra, que o homem era culpado porque era “burguês”.

Está tudo dito.  

 

d'Oliveira fecit 27.05.11

20
Mai11

A varapau 16

mcr

O Banco de Portugal (cfr. “Público” 20.05.2011, p.22)revela na sua linguagem prudente e controlada, que “Portugal ficou exposto a uma avaliação negativa por parte dos mercados financeiros internacionais” dado 2o adiamento em 2010 da correcção dos desequilíbrios orçamentais e externos da economia portuguesa”.

 

E acrescenta o BP “a situação poderia ter sido evitada” mas “em 2010 foi de novo adiado um ajustamento significativo dos desequilíbrios...” Houve, sempre segundo o BP, “uma insuficiente consolidação das finanças públicas”.

 

E contrariando a tese da importação externa da crise (e das novas alterações exigidas pelo Eurostat” o BP volta a enterrar o dedo na ferida, ao afirmar que “tanto o défice como a dívida públicas se situaram acima dos objectivos  anunciados pelas autoridades mesmo tendo em consideração as alterações de procedimentos contabilísticos...”

 

Arrasador!

 

O BP deve ser também uma entidade ao serviço de turvos interesses que só visam desacreditar o magnífico Governo da Nação e o seu miraculoso Primeiro Ministro.

 

Pior ainda: com este procedimento, o BP torna-se ele próprio mais um fautor da crise política que derrubou sem o mínimo tino patriótico o Governo. Ou se não derrubou, está, agora, a enterrá-lo. Ou... Ou...  

 

d'Oliveira fecit 22.05.11

 

 

 

 

03
Mai11

a varapau 16

mcr

Já que o ridículo não mata...

O dr Pedro Lomba entendeu fazer uma pequena biografia de Osama Bin Laden para depois desenvolver um texto com o sugestivo título (não entre aspas) “Não passarão”, slogan, como se sabe da autoria da famosa Pasionaria, estrela maior da Espanha Republicana.

Todavia, diz que o homem tinha 54 filhos e um número incalculável e não canónico de mulheres. Azar dele. Os cinquenta e quatro infantes foram gerados pelo pai, nas quatro esposas legítimas e nas inumeráveis escravas que o cavalheiro foi filhando.

Nada disto seria importante se não constituísse a primeira parte de um texto que demolia o terrorista. Dá o flanco, quando nestas coisas convém ter o maior dos cuidados na documentação para não se correr o risco de, ao ser desmentido em pormenores de pouco peso, se perca a razão no essencial. Aconselha-se ao jovem cronista mais reflexão e menos conhecimento avulso colhido em fontes duvidosas.

 

O Partido Comunista português entendeu dizer que condena o terrorismo. Muito bem! E, na passada, avisa o Presodente dos EUA (que deve estar raladíssimo!...) que “sob o pretexto de combate ao terrorismo não se devem ocupar países”. Muito bem, ou não tanto: afinal o mesmíssimo PCP que, agora, se preocupa tanto com o Afeganistão, bateu palmas e palminhas entusiásticas á invasão do Afeganistão pelas tropas da falecida União Soviética. Na altura, se bem recordo, essa invasão não o era. Tratava-se apenas de uma pequena ajuda ao legítimo governo do invadido país que, por mero acaso, resultava de um golpe de estado sangrento levado a cabo por uma das duas facções em que se dividia o pequeno Partido Comunista do Afeganistão.

Os afegãos não perceberam, desataram numa guerra de guerrilhas que obrigou as tropas soviéticas a abandonar o território com pesadas baixas. E, mesmo que não tenha sido a causa principal, essa derrota do exército do pais irmão e fraternamente invasor, também contribuiu para o desaparecimento da URSS.

Às vezes o PCP deve pensar que somos todos parvos ou desmemoriados. Ou as duas coisas... 

 

O porta voz do Hamas chamou guerreiro santo a Bin Laden, Depois admiram-se da falta de solidariedade do Ocidente....

 

As explicações do “”acordo” entre a troika e Portugal foram tudo menos claras. Sócrates deu-nos uma visão idílica do futuro que nos espera. Catroga veio dizer (em bicos de pés!...) que foi o PPD quem tornou possível o idílio. Louçã não disse nada e o PCP, bem o PCP, exagerou. Depois de ouvir estas criaturas, mais a drª do CDS fiquei com a sensação que este último defende os pobres, que o PC entende que conseguiríamos, qual Cuba heróica e faminta dos anos 90, subsistir  sem os prometidos 90 mil milhões que o pais entrou no declive fatal que nos conduzirá (segundo Louçã) ao desaparecimento. Os do centrão acham que tudo está bem e que cumpriram a sua missão histórica.

Como os pormenores do acordo ainda estão no segredo dos deuses vou esperar pela leitura da imprensa internacional para saber o que se passou no meu país.

 

 

 

 

 

 

09
Abr11

a varapau 15

mcr

O Senhor Presidente da República tinha fama de falar pouco. não que isso fosse virtude porque o não era. Mas ficava bem. agora resolveu falar. E mal. Muito mal. Até um húngaro o mandar calar. E bem! Muito bem. 

eu sempre pensei que o doutor Cavaco não era o génio que propagandeavam e que ele ao que parece ouvia e aprovava. Agora um cavalheiro lá das europas manda-o deixar de falar em público. Ou, por outras palavras, a UE já não o atura. E ordena-lhe que faça os trabalhos de casa. Se é que ele sabe, pode, ou pensa saber. 

Já agora, mesmo que não se tenha percebido, a mesma recomendação está implícita para o senhor Primeiro ministro e para o senhor dr Coelho.

vamos lá a ser crescidinhos e mostrar que já usam calças compridas.