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Incursões

Instância de Retemperação.

Incursões

Instância de Retemperação.

13
Jul07

A justiça da dupla conforme

J.M. Coutinho Ribeiro
Lê- se no DN que «o Conselho de Ministros aprovou ontem um decreto-lei que altera o regime de recursos e de conflitos em processo civil. Estando em vigor, só serão recorríveis para o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) as acções com valor superior a 30 mil euros. Aos tribunais da Relação só chegarão casos com valor superior a cinco mil euros. Quando a Relação decidir um caso no mesmo sentido da decisão do tribunal da primeira instância - a chamada a dupla conforme - o processo deixa imediatamente de ser recorrível para o STJ (...)»

Esta questão da dupla conforme preocupa-me: só no último ano, contactei com várias decisões que foram julgadas no mesmo sentido em 1ª instância e nas Relações e acabaram com decisão diferente no Supremo.
21
Jun07

Prognósticos para o jantar

J.M. Coutinho Ribeiro


Em boa-verdade, eu acho que os colaboradores deste blogue gostam mais de comer e de confraternização do que propriamente de escrever. E isto é verdade mesmo quando, como se vê, os últimos dias têm sido de grande produção de caracteres, sendo eu - imagine-se! - o menos produtivo. Não imaginam a animação que aí vai por causa do jantar de sexta-feira 13! Claro que a Sílvia fica lá pelos brasis e o compadre lá arranjou forma de não aparecer outra vez. Nada a fazer. Tal como está sobejamente demonstrado, os que vão dão conta do recado quando se sentam à mesa. Atiram-lhe forte e feio. Falam que se fartam. Discutem que se fartam, sobretudo quando a conversa descamba para a história e para a história das religiões - isto quanto o confronto é entre o MCR e o Mocho, com umas achegas do JSC com o seu ar compenetrado, que o historiador, o JCP, esse fuma o seu displicente charuto e ouve, umas tiradas às vezes, e eu apenas provoco. Mas não me levam a mal, que já estão habituados, nem tanto das conversas, mas sobretudo da escrita, mesmo quando o meu olhar olha para mim de esguelha de vez em quando, incerta sobre se eu estou a brincar ou a sério. Tais as tolices. Mas desta vez prometo-me mais comedido. É que, para além disso, a Kami (e o JAB, praticamente membro honorário) também estará - já percebi que aposta num fim-de-semana absolutamente gastronómico - e ela não perderá a hipótese de me dizer, a cada provocação ou encabulação: Ó, homem, deixe-se dessas coisas, ai, ai! e, por sua vez, o problema do Mocho - o homem não come peixe - parece que já está resolvido, por boa lembrança do MCR, que já estava a ver o homem munido de umas sandes de chouriço à cautela. Claro que sobra ainda um problema, um pequenino problema. Em casa dos anfitriões não se fuma. Nem se deixa fumar. Parece que talvez à janela e com o braço convenientemente esticado. Resta-me esperar que esteja bom tempo. Até depois.


yours

carteiro

29
Mai07

Rio in Lisboa

J.M. Coutinho Ribeiro

Em postalagem abaixo, aborda MCR, a propósito de coisas várias, a possibilidade, que ainda não me ocorrera - francamente! -, de cedermos o nosso austero e severo Dr. Rui Rio para servir a causa pública na autarquia lisboeta. Está bem visto, sim, senhores. Rui Rio seria o melhor presidente que a Câmara de Lisboa poderia ter no momento que passa.
Já se viu que a Câmara de Lisboa não tem dinheiro para mandar tocar um cego, quanto mais para coisas tipo rock in rio que, como é sabido, custa rios de dinheiro, muito mais do que o Quim Barreiros em noite de ano novo ali nos Aliados. Dinheiro que Lisboa não tem. Poderá contra-argumentar-se que Lisboa, com Rio (este, que não o tejo) seria um absoluto marasmo. Talvez. Mas talvez o marasmo seja uma necessidade nas actuais condições, sendo certo, também, que a capital precisa de parar de vez em quando para saber o que custa a vida fora da Lux e outros sítios assim.
Com Rio em Lisboa sujeitam-se, claro, a ter uma corrida de calhambeques. Ou nem isso, que nem para isso há dinheiro. Mas, quem sabe?, uma corrida de carrinhos de rolamentos, que voltam a estar em voga, na Avenida da Liberdade talvez não fosse má ideia. Embora o declive não seja muito pronunciado, com um empurrãozito ou outro, é capaz de resultar.
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28
Mai07

Assim se lançam as famas

J.M. Coutinho Ribeiro

Vejam bem: é assim que se lança uma fama sobre um homem. Vem o Marcelo, e lança um postal de boas-vindas com uma boazona; vem o d'oliveira, e mais um postal com uma boazuda. A mim, carteiro ainda imberbe, como bem conta a minha fotografia no perfil. Acho que os dois persistem por maldade, porque me querem fazer mal, a mim, rapaz bem comportado como pode ser atestado pela quantidade de postais que distribuo nas horas em que se sustentam as famas. Por aqui e na minha loja. Ora, tenho eu lá tempo para fazer as coisas que sustentam as famas? E eu não lhes disse, aos dois, e também ao JCP e ao Mocho na noite do jantar, já na rua, onde desfilámos as nossas grandezas e misérias (da minha parte só misérias) sobre essa questão das famas, que era tudo mentira? Bem, para ser mais rigoroso, quase tudo.
A meu favor corre o facto de as senhoras deste blogue - a Kami, a Meu Olhar e a Sílvia, bem como as comentadoras que já me tenham visto- saberem que eu sou rapaz respeitador. Imagine-se o que não iriam pensar se não me conhecessem no meu ar de bom rapaz que, tal como o algodão, não engana, e, tal como o propagandista, não está aqui para enganar ninguém... Mas nem tudo se perde. Ter fama e não ter o correspectivo proveito, talvez acabe por ser melhor do que não ter uma coisa nem outra, afastada que está a hipótese de ter só o proveito, não só por razões que me ultrapassam, mas também porque o proveito é uma coisa que por vezes dá muito trabalho e eu, a bem dizer, ando muito preguiçoso. Pelo menos, em algumas coisas. Já não tenho paciência para correr atrás de paixões e muito menos para andar a fabricá-las. Já corri atrás de muitas, mas nunca fabriquei nenhuma. Sou mais daquele género que gosta de tropeçar nelas, sendo certo, porém, que, infelizmente, não tenho tropeçado grande coisa nos últimos tempos, a não ser na espuma dos dias, coisa que, como se sabe, não provoca grandes quedas.
A minha vida, a esse nível, está assim mais ou menos com a Margem Sul está para o ministro Mário Lino. E, aqui, o camelo sou eu.
your

carteiro

(com um abraço para todos, pelas boas-vindas, extensivo à Sónia e ao Gomez, que continuam fieis ao Incursões)

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28
Mai07

O carteiro toca sempre duas vezes (ou mais)

J.M. Coutinho Ribeiro



Bom dia

No mais completo segredo – apenas partilhado com a Kami, que andava a assediar-me (salvo seja!) há uns dias – eis-me de regresso ao Incursões. Calma, malta! Desta vez, não para estar aqui todos os dias a cumprir serviço público, como tantas vezes aconteceu. Desta vez, mais devagar, que eu já sou um homem com certa idade e, confessadamente, já não tenho o mesmo vigor que tinha para aguentar duas lojas. Continuarei n’ O Anónimo em regime de produção intensiva, e por aqui a espaços. Mais ou menos curtos. Habituem-se.

Confesso que ainda não sei como vou reger estas duas participações. Um registo por aqui e outro diferente por lá? Dez postais para lá e um para aqui, aleatoriamente? Conforme me der na gana? Ver-se-á com o andar da carruagem, que eu tenho cada vez menos certezas e cada vez mais dúvidas, prova de que a idade nem sempre traz sabedoria.

Certo, certo, é que tinha saudades vossas. Imaginem! E de andar por aqui. Imaginem, também! Um tanto dado ao sentimentalismo, presumo que o jantar de sexta-feira me incentivou a voltar. Aproveito para esclarecer que o meu regresso não tem nada a ver com qualquer desilusão na minha empreitada solitária: O Anónimo vai de vento em popa, se não em qualidade, pela amabilidade dos cada vez mais leitores que o visitam cada vez mais regularmente.

Como contrapartida deste meu regresso, espero que os demais fiquem mais activos e mais presentes. Um recado que, obviamente, não é para o Marcelo que, coitado!, acabou por ficar com o meu encargo de debitador-mor de caracteres, alternância essa que foi um ganho para os leitores.

Ora, vamos lá ver se isto anda ou não anda!

Abraços para todos, do
yours

carteiro
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21
Set06

A última carta

Incursões
Já aqui ando há muito tempo, quase desde o princípio dos Cordoeiros, que deu origem ao Incursões. Desse tempo, já só resta a Kamikase.
Pelo caminho, alguns arrufos. Momentos de suspensão. Coisa pouca.
Durante o tempo todo, senti que foi para mim um privilégio estar nesta companhia. E uma alegria.
Como forma de compensar o privilégio e a alegria, assumi muitas vezes a posição de carregador do piano, ficando por aqui quando os outros não podiam, tentando manter sempre alguma actualidade. O que também era a minha forma de compensar o facto de ser o menos qualificado de todos. O carteiro, afinal…
Não terei muito para dar, mas dei tudo o que pude ao Incursões. Pelo simples prazer de escrever, de comunicar, de polemizar.
Estou certo de que nunca pretendi tirar partido do facto de estar em tão boa companhia. Creio, também, que ninguém poderá acusar-me disso. Mas também estava certo de que nunca poderia ser prejudicado pelo facto de dizer aquilo que pensava. E aí talvez me tivesse enganado. Paciência. Já não há nada a fazer quanto a isso, nem quanto a esta inexplicável ingenuidade, que eu teimo em confundir com generosidade.
Fiz amigos por aqui, estou certo. Inimigos, também, asseguram-me.
Como alguns sabem, eu nunca fui muito de andar por outros blogs. Mas, nos últimos dias dei-me a esse trabalho. E concluí, ao fim de todo este tempo, que poucos são os blogs ingénuos e poucos também os ingénuos dos blogs. Fico estupefacto com as posições extremadas que por aí se vêem. E agora percebo melhor que alguns tivessem visto na minha expressão livre, na forma sempre aberta de polemizar, objectivos que não fossem o de simplesmente participar nas discussões. Nada, contudo, que me leve a retirar uma palavra que seja ao que por aqui escrevi. Saio, por isso, com absoluta tranquilidade.
Quando sai um, outros vêm. Tem sido sempre assim e continuará a ser. Acredito que depois da minha saída, novos contributors virão e com mais valia. Acredito também que os contributors que estão e têm sido menos activos, se sentirão motivados a serem mais colaborantes.
A todos os que aqui me aturaram, ainda que apenas como comentadores ou leitores, um enorme abraço. Não tão grande, claro, como o que deixo aos amigos que aqui conquistei. Mas, quando a estes, ver-nos-emos por aí…

[Esta é uma decisão solitária. Como acontece normalmente com as minhas decisões]
19
Set06

Falando cá com os meus botões...

Incursões
Desculpem a pergunta que, afinal, deve ser completamente parva, mas já que eu sou sempre contra, acho que posso fazê-la: por que é que o Dr. Souto de Moura não há-de ser o próximo PGR?


(Não precisam de responder. Eu percebo. Este blog cordoeiros/incursões, que tantos mundos deu ao mundo e apesar de ter (ainda) audiências, está letárgico. Já ninguém liga a ninguém. Sobram os amigos. E as incompreensões. A Silvia vem aí e talvez seja a altura de pensarmos em alguma coisas e de pensarmos nas nossas vidinhas)
12
Set06

Já agora...

Incursões
Queirámos, ou não, este blog é, ainda, dominado por juristas (no activo). Gostava de saber o que pensam (olhando para a barra lateral): kamikase, Nicodemos, Simas Santos, Mocho Atento, Rui Cardoso, Rui do Carmo, Forte e Contraverso sobre a forma e a substância do pacto da Justiça. Aqui. Talvez os nossos companheiros andem por outros lados a debitar teoria, não sei. Mas, já que são contributors daqui, se não se importarem...
12
Set06

Aventuras de um bloguista (0)

Incursões
Que engraçado! Eu sou praticamente da fundação de OS CODOEIROS, que deu origem ao Incursões e já não me lembrava disso, antes de ir, esta noite, dar uma volta por aí. Recordo-me: foi o compadre/primo quem me convidou, assim, praticamente, um blog de pessoas do direito, e eu dizia-lhe, Ó camarada, mas eu não sei se tenho muitas coisas para dizer e, além disso, você conhece-me e sabe que eu não sou assim muito escorreito. Que não, dizia o compadre, bem pelo contrário, e eu, sempre na dúvida (blog não era uma palavra muito familiar no meu léxico), acabei por anuir, depois de dizer, Pois, mas então eu mando os textos e quem manda naquilo publica ou não publica, conforme achar.
E foi assim. Quando falei com os impulsionadores - Rato da Costa, que eram dois - expliquei que a minha postura era esta: eu mandava os textos e o critério de publicação era deles. E vi hoje que o meu primeiro texto era contra os magistrados que andavam no futebol. Ora vejam: sou coerente.
Depois, lá consegui começar a colocar postais directamente. Mas a reserva sempre presente, Desculpem, se eu escrever qualquer coisa que extravase, têm toda a liberdade para retirarem. Nunca retiraram. Agradeço. Ainda que esteja convencido que houve quem saísse por causa disso.

(cont - se me apetecer, claro)