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Incursões

Instância de Retemperação.

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Instância de Retemperação.

Au bonheur des dames 471

d'oliveira, 18.01.19

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Cumprindo a tradição

mcr 18-1-18

Os incursionistas lá se juntaram uma vez mais sob a batuta gastronómica de JVC. Perito nas artes de bem comer e ex-fumador de enormes charutos cubanos (o juízo e a idade   - ah, a p.d.i.!!!-foram mais fortes do que a frenética procura do prazer...) que, desta feita propôs a “Casa Nanda” que mantem jus ao bom nome adquirido. Presentes os resistentes e já lá vão mais de treze anos desta incursão nos misteriosos domínios da cloud e de outras coisas que nunca percebi.

Ao todo éramos cinco, (“mocho atento, que jura que vai voltar a escrever, “o meu olhar”, idem, aspas, aspas e JCM. d’Oliveira fez-se representar por mim, para alguma coisa servem os compadres, presume-se que ele ande por aí (como o dr Santana Lopes, mas sem projecto político que se conheça) pelo que talvez possamos afirmar que o grupo era não de cinco mas de 5+1, sendo este último algo de evanescente um pouco como o fantasma de Canterville (saravah Oscar Wilde).

Para não fugir à regra estivemos de acordo que continuamos em desacordo mas que isso, como nas boas e antigas democracias não impede a convivência, a conversa franca e o companheirismo. Remamos todos na mesma galé e a barca lá avança entre ondas agitadas e ventos nem sempre propícios. Mas lá vamos que o caminho faz-se caminhando (olá, António Machado, velho senhor).

E lembrámos com saudade (muita) o “Carteiro” que se fosse vivo teria acabado de ser avô e todos os camaradas que andam noutra. Que tudo lhes seja propício e que, em querendo, deem aqui notícias dos seus afazeres e prazeres. A casa foi vossa, é vossa, a mesa está posta com mais alguns pratos e talheres.

Não nos esquecemos de muitos amigos e leitores que nos honraram e honram com a sua discreta e amiga companhia. Saravah, malta conhecida e desconhecida, saravah, bloggers conhecidos e desconhecidos, esta nossa campanha não é o facebook onde anda tudo a likes e amigos, muitos, uma multidão e fake news. Aqui a malta diz o que pensa, como quer e quando quer, não likamos envergonhadamente mas explicamos porquê, como e o quê.

Como também é tradição fomos os últimos a sair do restaurante para a noite fria (raios que estavam 5 graus, brrr, eu não me posso queixar que para estas noites luso-siberianas tenho um sólido capote alentejano, com uma imensa gola de raposa legítima, ai Jesus que aí vem o gajo do PAN, oh que medo!... em entrando a invernia, abafo-me, avinho-me (moderadamente) e abifo-me (no caso apeixo-me (como ontem com uma bela posta de rodovalho, peixe nobre que marchou com duas batatinhas, grelos excelentes e um molho que nem vos digo nem vos conto). Os líquidos acompanhantes tinham a chancela de JCP, gourmet e escanção amador de alto gabarito.

Lá para Maio, época de aniversário do blog lá nos veremos de novo, especialmente primaveris mesmo se em questão de Primavera nenhum de nós (exceptuando “o meu olhar”, claro) seja uma especial novidade. Eu mesmo só por boa vontade me intitulo outonal que setenta e sete anos feitos (e perfeitos) já cá cantam bem desafinados.

(nunca percebi como é que gostando tanto de música, ópera, clássica, jazz, soul, rock, etc..., sou tão duro de ouvido. Que ninguém me mande sequer cantar o “dó, ré, mi” que eu até nisso meto a pata. Arre!

Quando éramos novos, cantávamos. Ou melhor os outros cantavam e eu metia a a argolada do costume. Lembro-me duma canção do Pete Seeger em que só me era permitido iniciar o refrão “a wheema whe...( (the lion sleeps tonight que na realidade é uma bela música zulu com o titulo de “Mbube”)). Mas aos negros sul africanos tudo foi tirado até esta música...). Era o meu único e irrepetível momento de glória).

Isto, hoje vai mais em tom intimista mas que querem, eu até preferia este género de temas mas a realidade é dolorosamente outra e alguém tem de se indignar para provar a si próprio que ainda está vivo. Mas os amigos, a lembrança do Carteiro, o jantarinho e o frio de Janeiro puxaram-me para esta “furtiva lágrima” (Viva Donizetti e o seu belíssimo Elixir de Amor).

Uma nota final: a ilustração (uma belíssima gravura estilo “shunga” do grande Utamaro é uma homenagem ao casal Guilhermina e Joaquim que tem um filho no Japão)

 

 

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