Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Incursões

Instância de Retemperação.

Incursões

Instância de Retemperação.

26
Fev19

estes dias que passam 389

d'oliveira

images.jpeg

O Carnaval está próximo 2

 

mcr 26/2/19

 

Carlos, o bombo da festa

 

Não conheço o dr Carlos Costa de sítio nenhum e é bem provável que nunca me venha a cruzar com ele. Dele apenas sei o que sabe qualquer cidadão que tenta estar informado. E que tenha acompanhado, desde há um par de anos, a sua trajectória como Governador do Banco de Portugal. Cabelos brancos, ar cordato, fala afável e segura, perfil discreto são bons argumentos mesmo que não sejam suficientes para definir um cargo que, por força de lei (e mais ainda depois das regras adoptadas pelo Banco Central Europeu –BCE-) tem de tutelar prudente mas firmemente o sistema bancário português.

CC começou já há bastante tempo por ser acusado de “não ver” ou ver enviesadamente o que se passava em certos bancos, nomeadamente o Espírito Santo.

A carreira deste banqueiro que passou pela CGD durante um curto período – e não o pior e mais descarado- começou a ser contestada depois de Passos Coelho lhe ter confirmado o mandato para onde fora indicado pelo sr. Sócrates. Ou seja, para certa gente, ele era bom durante o “socratismo” mas mau logo que o passismo despontou! Bizarrias.

Costa foi acusado de nada ter lobrigado no cafarnaum do BES. Tal e qual como Constâncio cuja miopia bancário-política foi idêntica. Só que Constâncio foi para a Europa e Costa ficou por cá a ver o terramoto acontecer.

O segundo (nem falemos da mortal inimizade de Centeno) ataque (aliás pluripartidário) a CC consistiu em tentar embrulhá-lo em financiamentos medonhos da CGD a gente “acima de toda a suspeita”. Aliás, apenas a um visto que o grosso dos desvarios criminosos ocorreu posteriormente com os resultados que se conhecem (se é que já conhecemos tudo!...). Costa teria estado numa reunião alargada (ora toma: eis que a CGD, tal qual o comité central do PC tem também “reuniões alargadas, provavelmente com os mesmíssimos efeitos de encenação vagamente teatral e realmente sem qualquer importância...) E que nessa reunião se teria atribuído a um empreendimento algarvio uma forte soma sem atender ao risco, às garantias e a tudo o resto. Na versão de Costa o que houve foi tão só uma reunião onde sem se conhecer destinatário, se enunciaram princípios que justamente previam a existência necessária de um sindicato bancário e o escrupuloso acatamento do parecer da comissão encarregada de avaliar o risco. Posteriormente, já sem Costa, ma nova reunião mais estricta (ai não!) decidiu o financiamento.

Quando alguém é acusado de algo, compete ao acusador provar sem lugar a dúvidas a acusação. O acusado poderá depois defender-se. No caso de Costa, pelo que se vai sabendo, a versão dele parece ser a mais consistente enquanto a acusação não conseguiu até agora provar a sua participação na efectiva concessão desse mal paradíssimo crédito (lembremos que, na altura, era o dr. Constâncio o homem do BCP, o cuidadoso vigilante das tropelias bancárias...)

 

 

Vai em 19 o número de mulheres assassinadas por maridos, ex-maridos ou companheiros. E ainda não chegamos a Março. A tendência, pelos vistos, é que 2019 seja pior, muito pior que 2018.

Quem me atura a bílis escrita que por aqui vou deixando, recordará que ando nesta cruzada sem fim desde que comecei a colaborar no blog. Primeiro, acho que alei de Espanha onde, na época, era corriqueiro abater a companheira ingrata e insubmissa. Depois – e por cinco ou seis vezes (quase uma por ano) – fui referindo o caso português. Até que me cansei. Falar de violência doméstica extrema parecia-me chover no molhado. Mesmo numa altura em que havia muitos comentários os meus textos sobre esta questão não mereciam grande eco. Ou eu não tinha leitoras. Ou os meus leitores eram marialvas e zupavam nas cônjuges. Ou, finalmente, e mais acertado, eu usava argumentos pobres e uma escrita mais chata do que a espada do D Afonso Henriques o que fazia o mais esforçado/a leitor/a desistir.

Todavia, os casos repetem-se e os escândalos também. Notem que eu não estou a falar do senhor juiz Neto de Moura, criatura que nunca vi, que espero nunca ver, que, aliás, não quero sequer lobrigar mesmo de longe.

Espero que ele também me não leia. Sentir-me-ia ofendido se o fizesse. Não somos iguais apesar da minha licenciatura em Direito, apesar de sermos do mesmo género e termos a mesma cidadania. E vivermos, creio, na mesma cidade.

Nõ vou perder tempo e tinta com esse magistrado. Preferia falar do Maduro da Venezuela ou do lunático que esfaqueou um médico no hospital.

Porem, ainda hoje me soa a escárnio aquela decisão tomada à justa por um só voto –e qualificado!- de ter sido admoestado com repreensão registada!!! Oh que horror!

E gente houve, e muita, que até achou que assim se atacava a liberdade do juiz! A liberdade, a dignidade de uma mulher indefesa perante dois patifes que a atacam com uma moca de pregos não conta. Sorte teve ela, essa adúltera (que já não tinha relação alguma com qualquer dos dois criminosos “bem inseridos na sociedade”). Noutros tempos teria sido apedrejada até morrer, vá lá condenada a pena de cadeia e socialmente desprezada por toda a gentinha. Agora só levou umas pauladas... O mundo melhora não há dúvida.

Eu não sou feminista, Deus me livre. Também não sou machista. Desprezo os macholas que normalmente não passam de ejaculadores precoces e de asnos chapados.

Sou apenas um pobre homem de Buarcos nascido durante a 2ª guerra mundial. Vivi todos estes anos agarrado a um par de princípios (que de vez em quando terei esquecido) vi muita coisa, desde a guerra da Indochina até à do Vietnam, desde, a repressão de Budapeste até à “grande revolução cultural e proletária”, desde Delgado até ao 25 de Abril deste até ao ominoso PREC (de que ainda há saudosos mesmo entre os que não viveram esses anos alucinados). Vi macuas a apanhar com o kuekuero, vi outros a serem inspeccionados para irem para o “contrato”, vi brancos virtuosos, ingénuos e burros pra quem a cor bastava para acharem que todo o negro era um poço de bondade e todo o branco um SS do apartheid. Vi o mundo atrás das grades deuma cela em Caxias, a polícia a carregar sobre uma pequena multidão jovem (isso vi em Portugal, Espanha, França, Berlim e Itália e eu no meio a fugir como os outros, a insultar como os outros e apanhar no lombo como os outros. Vivi, bebi, amei loucamente, insensatamente, abandonei e fui abandonado mas, com uma que outra excepção, juro que tive (e fui tido por) as mulheres mais belas, mais inteligentes mais doces do mundo. Recordo-as todas, especialmente a uma que há sessenta anos me deu pelos meus anos “A Retirada dos 10.000”de Xenofonte na tradução, de Aquilino Ribeiro uma edição “ilustrada” e mais cara que lhe há de ter custado um balúrdio. Que esteja viva e bem, cercada de filhos e netos (quiçá algum bisneto) que arrodeiem de amor e respeito.

Por tudo isto, e muito mais, falar de um julgador português “de que não quero lembrar-me” (Pilar, Madrid, 1975 a oferecer-me uma edição gasta e belíssima do Quijote). Nunca ou. Vá lá, só quando o vir comparecer num tribunal comum que o há de julgar pelo uso que faz do Direito.

 

Pardaus vejo eu correr por Bruxelas

 

As eleições europeias já andam por aí. E a tolice também. O PS do Porto julga “humilhante” o 9º lugar prometido ao seu campeão mas não abre a mimosa boquinha sobre o extraordinário facto de ver Maria Manuel Leitão Marques ser preterida por um pobre diabo, também ele Marques, aliás, que só pode apresentar um currículo de promessas, uma actuação ministerial que nem os mínimos olímpicos cumpriu, enfim algo a que poderia chamar-se “um homem de mão” do grande e omnipresente patrão actual do PS, o tal que invoca a despropósito a cor da pele quando se vê ameaçado.

O PS Porto acha que as sucessivas derrotas do seu campeão, as derrotas do partido no distrito, mereciam um maior reconhecimento e um lugarzinho ao sol (e à luz da cornucópia de euros que um euro-deputado recebe) em Bruxelas.

 

Um cavalheiro de nome Marinho e Pinto vai recandidatar-se ao PE. Vai por um partido fantasma (criado por e para ele) e depois de ter dito cobras e lagartos a propósito do PE, do “escândalo” que era o ordenado e mais um par de balivérnias que dizem tudo sobre o abencerragem.

Ao ouvi-lo nunca esqueço um paupérrimo agricultor que afirmava detestar as fossas mas que corria sempre para elas quando lhe cheirava a merda, tão útil para o seu pequeno campo. O cheiro da trampa é como o do dinheiro: embriaga sempre os falsos moralistas.

 

 

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.