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Incursões

Instância de Retemperação.

Incursões

Instância de Retemperação.

au bonheur des dames 611

mcr, 31.01.24

 

 

 

 

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ligar o complicador

mcr. 31-1-24

 

 

Um pacote de livros expedido fez na passada segunda feira três semanas chegou finalmente ao destinatário, Hoje, porque ontem o dedicado e diligente carteiro entendeu deixar um papelinho na caixa do correio cominando-me que o fosse levantar hoje numa papelaria. 

Note-se que o devotado trabalhador dos CTT  entrou no prédio e teve a trabalheira de ir colocar o aviso cominatório na minha caixa de correio. Poderia ter tocado para o meu apartamento ou mesmo, esforço tremendo ter tomado o elevador para me entregar os livros. 

Eu sei que usar o elevador (e no prédio são 4) é algo de ousado, de perigoso, de maçador mas, enfim, já que cá estava dentro... 

Vinte e dois dias  para cobrir a distância Lisboa Porto parece-me um feliz regresso ao sec XVIII no tempo do senhor Rei D João V  quando as estradas eram perigosas e as pessoas prudentes preferiam fazer a viagem de barco.

Devo dizer que, por incúria da vendedora, os livros (que eram razoavelmente valiosos ) não vinham com registo. Mesmo assim, mesmo que os CTT entendam que essa falta deve ser punida, vinte e dois dias, três semanas passante, parece punição exagerada sobretudo para o destinatário.

Todavia, os livros chegaram o que, dado alguns antecedentes, já foi uma proeza. Com efeito, uma encomenda de França, da Amazon também de livros e no valor de cerca de 250 euros nunca me chegou às mãos. Quando, avidado pelo vendedor, reclamei  os CTT jraram que tinham entregue o embrulho a uma tal Elisabete (sic). Na falta de Elisabete  na minha morada voltaram à carga com uma Elisa, Nem esse desconto de letras serviu porque aqui nunca viveu nenhuma Elisa. A pandemia meteu-se de permeio e já não disseram mais nada, Provavelmente ainda tentariam, sempre na mesma lógica de redução do nome, com alguma Eva.  Nada! 

Com este antecedente, foi uma vitória ter recebido os livros. Mesmo sem registo. Vivam os CTT, abnegados recoveiros do sec.XXI!

 

Na cidade do Porto, o Metro ou quem nele manda entrou numa euforia de obras que pôs o trânsito em pantanas. Bão contentes com obras numas linhas multicores , eis que descobriram a Avenida da Boavista. Melhor dizendo, redescobriram-na pois já há um par de anos tinham olhado embevecidos para uma artéria que liga o centro (ou quase...) ao mar. Vencidos na primeira investida por um movimento cidadão que explicou e provou que aquilo era um desparrame de dinheiro para um escasso número de futuros utentes, , roeram o freio mas entenderam voltar à carga. E agora com um "metrobus" que, a meio do caminho se divide em dois percursos de também duvidosa utilidade.

E vai de começar a obra. E de começarem os atrasos, claro está. A avenida está num estado caótico que só não é horrendo porque felizmente foi planeada com largura. 

Do que está feito verifica-se que se manterão os dois sentidos e no meio a passagem do metrobus.

Por razões que ninguém entende, os cavalheiros metrobusianos entenderam complicar, reduzindo  a sua largura os acessos laterais a outra ruas. Tmbém acharam que deviam sacrificar pequenas zonas reivadas e/ou  arborizadas. Iremos ter, em contrapartida passeios mais largos, faixas de rodagem mais estreitas e ainda é discutida a questão das paragens. Tudo isto com o tradicional atraso nacional e indígena. Porém, mesmo que os trabalgos se concluam em Julho, o metrobus não funcionará porque os veículos só chegaão (é o jornal que o afirma em duas inteiras páginas!) lá par o fim do ano!

Ou seja ,seis meses depois da alegada (e usada!) previsão do fim das obras. E provavelmente um ano ou ainda mais se os prazos iniciais se cumprissem.

No meio desta feira de vaidades, convém sublinhar que a partir do meio do percurso, o metrobus servira duas zonas de vivendas isoladas por jardins  seja em que sentido for. Imagino a alegria dos proprietários ricos dessas mansões  a babarem-se de gozo com a possibilidade de, uma que outra vez, deixarem os carros na garagem e misturarem-se com o povo que, no caso, também é sobretudo classe média alta! 

Vai ser um fartote! Mas vamos ficar parecidos com Nantes em França. Poderia pensar-se em Lyon, Marselha ou Bordéus, quiçá, mesmo, Toulouse, mas só nos cabe Nantes...