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Incursões

Instância de Retemperação.

Incursões

Instância de Retemperação.

au bonheur des dames 620

mcr, 22.06.24

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Confissão de um (quase) inflo-excluído

mcr, 22-6-24

 

comecei a escrever beste blog em 2005, muito provavelmente, por esta época. vinte anos portanto. 

A coisa sucedeu por absoluto acaso, numa época em que os blogs estavam na moda. O meu amigo e companheiro de estudos desde o4º ano da faculdade, Manuel simas Santos já cá estava e com o beneplácito do Lemos costa e de mais outros residentes , ,convidou-me para integrar o primeiro grupo de Incursões.

Na altura, ao saber que isto era um blog de juristas, avisei que já deixara os ínvios caminhos do Direito há 30 anos e que já não dava (nem conseguia dar) para esse peditório.

Responderam-me com generosa amabilidade que  podia escrever o que bem me desse na real gana. 

E foi o que fiz, desmultiplicando-me em varias séries segundo os temas que me interessavam desde a mera divulgação cultural até |as notas de leitura (o leitor(im)penitente) e mais tarde entendi criar outro heterónimo (d'Oliveira) para escreversó sobre política numa espécie de diário (diário político). 

Na altura, havia um identificador dos bloggers onde além do nom de plume (mcr, e d'Okiveira) constav uma copiosa série de dados identificativos entrev quais o nome da criatura escrevente.

Mais tarde, vários anos mais tarde, o blog transferiu-se com armas e bagagens para o SAPO onde ainda hoje reside. 

Entre varis problemas perderam-se alguns textos meus que ficaram numa espécie de limbo sob a designação "incursões".

Todavia, não são muitos , algumas dezenas, talvez uma  centena, O resto continuou e basta ir a um qualquer mês ou ano para dar de caras com mcr ou d' Óliveira. Com, porém um problema. Quem fez a transferência do blog para a nova casa misturou os dois nomes e nunca mais foi possível separá-los convenientemente. 

Eu sou um info-excluído sans peur ni reproche. Nasci cedo demais para a informática e há coisas que nunca fui capaz de pesquizar no blog desde quantos leitores me aturam até à utilização de músicas ou à indicação de textos alheis que se podem sugerir com grande (dizem-me...) simplicidade.  Burro velho não aprende novas linguagens tecnológicas ou, no meu caso, ´demasiado preguiçoso  (para além de ignorante) para se dar a tais trabalhos. 

De todo o modo há um bom cento de textos que ao longo dos anos entendi terem especial responsabilidade para não se limitarem ao mcr pelo que tive o cuidado de assinar por inteiro mesmo sabendo, ou pensando saber que bastaria ir a uma secção do blog que diz perfil para saber quem é a criatura escrevente.

Aliás, durante todos estes anos, leitores houve que me reconheceram atrás das minhas iniciais  e que se me dirigiram em comentários. comentários que nunca censurei, e a que sempre ou quase sempre tive o cuidado de responder. 

Entretanto, um  leitor provavelmente recente entendeu acusar-me de escrever anonimamente!

Devo dizer que fiquei indignado pois tenho sobre o anonimato uma repulsa absoluta. em boa verdade, mesmo quando por motivos profissionais me aparecia uma denúncia anónima, a minha reacção era a de Cailo: "envia-la para o ventre da mãe terra pelo esófago da latrina 

Respondi ao leitor aconselhando-o a procurar na já referida secção dos perfis tudo o que quisesse saber sobre mim-

E quando depois de publicar a resposta entendi remexer na ferida e provar a esse leitor que falara de mais, eis que me dei conta que na versão actual do "incursões" os ptais perfis estão lá para enfeitar. Ou então não soube procurar convenientemente, coisa mais do que possível para um info-excluído do meu gabarito. 

Resolvi ir aos blogs mais antigos estacionados na outra plataforma e zás, lá apareço de nome inteiro mesmo se, quatro quintos do perfil tivessem misteriosamente desaparecido. Restam. à vista desarmada, apenas as divisas que me permiti adoptar. mcr, tem por divisa "à polícia e aos costumes diz nada!, e tem muito a ver com as minhas actividades políticas entre 1960 e 1974. Não serei grande personalidade mas gabo-me (e há 14 processos da PIDE nna Torre do Tombo para o provar) que este cidadão nunca citou ninguém nos vários e penosos períodos em que este detido e foi longamente interrogado. Devo, no entanto, dizer que nisto também se pode ter sorte e eu tive-a em dose dupla- A polícia nuca me apanhou no que mais importante eu fazia eeu também não era criatura para andar por aí a proclamar actividades clandestinas. Na generalidade, as quatro prisões que sofri deveram-se mais a atitudes públicas, manifestos assinados, presença em manifestações e reunião oposicionistas, do que a algo que também fiz mas que nunca foi descoberto. 

Havia num processo dos já citados um extenso rol de textos que foram censurados em várias publicações, mormente na revista Vértice e no "Comércio do Funchal" de que nem eu me lembrava, nem tinha ´cópia (e continuo a não ter...). Há mesmo, uma capa de um livro que organizei e traduzi  e que foi só pela capa imediatamente proibido. Convém explicar que no caso, o mérito é do capista que nunca conheci e não meu. O livro foi publicado à mesma pela Centelha, uma editora de que fui sócio e fundador. Vai agora a fotografia do livro a servir de vinheta.

Portanto e para concluir: Escrevi dois livrinhos, colaborei num terceiro deixei colaboração em jornais (expresso, O Jornal, Jornal de Notícias, Comércio do Porto e Comércio do funchal ) e fora um dos livros em que usei outro pseudónimo  apenas porque tal era necessário para um concurso) sempre usei o mesmíssimo nome.

A talho de foice (sem martelo...) A intensa actividade política que mantive até 1974, cessou gradualmente até aos começos de 80. apenas a mantive em contados casos, eleições de três amigos: Mário soares, Jorge Sampaio e Manuel Alegre em que fui apoiante desde o primeiro momento e "Estados Gerais do PS"  onde participei na qualidade de membro do Conselho coordenador. 

Agora, tenho por certo que já não tenho paciência nem idade para me envolver na política politiqueira ou mesmo na outra, na boa. As pessoas envelhecem e, valha a verdade, não tenho por desejo andar a dar o corpinho cansado ao manifesto. Agora sou apenas uma testemunha, espero que lúcida do que se vai passando. Mantenho este blog apenas porque não tive nunca paciência para escrever um diário.

na vinheta "Os panteras Negras", col Temas, ed Centelha, ainda com o nome de Nosso Tempo, sem data de edição, nem indicação de tipografia, mas com clara identificação dos autores eTradução de de Maria João  Delgado e Marcelo Correia Ribeiro que também aparece como responsável pelas notas  pela bibliografia bem como pela organização geral do livro. 170 aginas , 17,5x 12.