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Incursões

Instância de Retemperação.

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13
Dez18

diário político 211

d'oliveira

Alguém que faça o favor de me explicar

(dOliveira a 13 (dia fatídico) de Dezembro de 2018 fecit)

A partir de Janeiro, p.f., o ordenado mínimo vai aumentar. Na privada passa para 600 euros. Na função pública para 635. Será que alguém, mormente do Governo ou dos partidos que o apoiam me pode explicar?

Teremos, em vez de um, dois países ou duas nações ou duas pátrias que se confundem num mesmo e único território?

Será que o trabalho na função pública é mais complexo, difícil e trabalhoso que o que se pratica nas empresas privadas?

Desde há anos que se assiste a uma contínua reivindicação de aumentos salariais na função pública tendo como base o facto, aliás indiscutível, ou quase, de as famosas “progressões na carreira” terem sido paralisadas. Conviria, já agora, lembrar que muitas dessas interrupções na famigerada “progressão” datam do último e virtuoso Governo Sócrates, ou seja de um governo retintamente socialista de que, aliás, sobram muitos membros no actual Executivo.

Conviria talvez, e com a habitual e contumaz má fé que me caracteriza, lembrar que durante o fim desse governo e depois nos anos da troika, o desemprego campeou à rédea solta. Enfim quase: na função pública não há notícia de nenhum desempregado, de nenhum despedido. Ao que parece foi na “privada” que se concentraram todas as desgraças, toda a emigração, toda a perda de riqueza. Em boa verdade, os trabalhadores privados, além de não terem uma sinecura, um seguro de emprego, são feios, porcos e maus. Merecem o lugar abjecto que ainda têm e a desigualdade de tratamento de que são alvo.

E não serve vir arguir que a culpa desta desigualdade é dos malvados patrões, das empresas que criam riqueza, que exportam, que criam emprego real. Como diz, e bem, o dr. Costa, o país não é rico. Não é rico mas trata os seus empregados como filhos e deixa a maioria dos trabalhadores reduzidos à situação de enteados. Isto sem esquecer que o dinheiro com que são pagos os funcionários públicos sai do bolso de todos os portugueses que pagam impostos (e há muitos que estão livres dessa alcavala) pelo que a generosidade do Estado patrão tem origem no facto de não sair do bolso dos seus responsáveis um cêntimo do que gastam (e, já agora, também recebem que por ali ninguém trabalha de borla seja contínuo, ministro ou professor). Com o dinheiro alheio também eu faria milagres...

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