estes dias que passam 1022

burka que os pariu!
mcr, 26-10-23
Aquele ajuntamento neo e triplamente salazarista (são elesque o reivindicam!) em vez de tratar de proibir os antolhos que usa entendeu ºropor a proinição da burka mo nosso mal amanhado jardim à beira mar plantado.
Velho que sou já me habituei a ouvir de tudo mas esta proibição de algo que, segundo se diz, não é visto em Portugal, cheira-me a patetada pura mesmo que possa num futuro próximo haver alguém que ache que a deve usar.
Os partidos na AR não souberam denunciar a imecilidade mesmo que, sobretudo à Esquerda, haja o triste e funesto hábito de adoptar moda culturais estranhas .
Em boa verdade, a Esquerda, ou o que dela resta, ainda não perdeu o hábito de se babar à culta do multiculturalismo. De cada vez que os (as) oiço da-me vomtade de os obrigar a viver um par de meses nesses países exóticos onde as birkas resplncecem. Ou noutros onde excisõ do clítoris é praticada, ou ainda em terceiros que condenam à morte homossexuais. E por aí fora.
A Direita não radical também ficou atrapaljada. Eles bem sabem que por cá ainda as emigrantes muçulmanas não se burkam mesmo que já se vando aqui e ali umas criaturas embiocadas numas vestes longas e horrendas a pretexto de religião.
(Usei a expressão “embiocadas” para lembrar o antigo bioco, uma vestimenta informe e pesada que tapava as nossas antepassadas ou algumas delas quase da cabeça os pés. A coisa foi perdendo sentido e , que me lembre, já não chegou aos meus tempos de menino e moço)
De todo o modo, e à cautela lá votaram a lei com o argumento de que ver a cara da cristura é uma salvaguarda para o público em geral.
A lei patetoide bão aquece nem arrefece ninguém. Ou melhor, aqueceu um grupo tresloucado de criaturas que, pelo menos no Porto, saiu à rua a guinchar pelo direito à liberdade de ser parvo e de se embuçar (qem quiser saber o que isto significa só tem de ir à procura da palavra portuguesíssima “rebuço” (aqui para nós, duvido que o senhor Ventira ou os contestantes de há dias saibam o que isso quer dizer, ou sequer conheçam algumas velhas práticas de vestuário femnino. Já será b+grande feito conhecerem ofado do embuçado que termina com um pouco higiénico beija mão real...
Há, julgo, uma espécie de lei que assegura que os contrários se atraem. Se efectivamente assim é, eis que Ventura e os seus acólitos estão na boa companhia de um grupo absurdo de pasionarias de pacotilha que se passearam pela rua a uivar pelo direito à burlka ao nicab provavelmente à sharia, eventualmente à excisão , a lapidaçãoo das mulheres infiéis ou talvez a condenaçãoo das viúvas à fogueira onde arde o cadáver do marido defunto.
Omeu velho amigo Y que de longe em longe se passeia pelo blog, telefonou-me dizendo que ele Juju Cachimbinha tinham almoçado juntos e concluído que esteas criaturas femininas não passavam de “mal amadas”. Não foi esta a expressão exacta proposta pela Juju mas suponho que qualquer leitor(a) me entenderá.
No meio disto tudo, a manifestaçãoo buekesa tamvém cisava a falta de casasm o SNS e mais um par de botas. Ou seja. Misturar alhos com bugalhos é a melhor maneira de afundar qualquer reivindicaçãoo séria e justa. Começa-se a pensar que não é só o Ventira que nos atira com burkas para nos distrair das coisas sérias.
*na vinheta o bioco