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Incursões

Instância de Retemperação.

Incursões

Instância de Retemperação.

estes dias que passam 1039

mcr, 10.02.26

Ousar lutar  ousar vencer

(ou guardado estava o bocado...)

mcr, 9-2-26

 

os leitores/as perdoar-me-ão usar um título roubado a Mao Zedong  (que eu ainda nomeio Mao Tse Tung, culpa dos meus primeiros  anos sessenta ainda antes de um partido fantasma chamado MRPP ter ocupado o espaço estudantil  copiando com pouca imaginação a propaganda chinesa mais extremista que  morreu  depois da tremenda mortandade provocada pela Gtande R-evolução Cultural e Proletária)

Na altura da apresentação da candidatura de António José Seguro, escrevi aqui que o apoiava mesmo sabendo que iria perder as eleições. Vê-se que nunca aprendi as lições do grande educador do proletariado que na vida se chamava rnaldo de Matos.  Conheci-o nos finais de sessenta , troquei algunas impressões com ele mas nunca fui aquela missa. Provavelmente por não ser proletário nem precisar de educador ...

Todavia, a decisão de AJS ilustra bem, msmo ironicamente, o slogan maoísta. Foi um longo percurso solitário de um político isolado no seu partido, detestado pela elite socialista, seja ela socrática seja costista. Houve mesmo uma criatura cujo nome misericordiosamente voltarei a esconder que jurou que Seguro não reunia sequer os requisitos mínimos para se candidatar. Cerca de três  milhões emeio  de portugueses desmentiram-ma veementemente.

(continuando pelas frases feitas, sempre direi que a vingança serve-se  fria  o que lhe realça o sabor)

AJS afirmou no seu excelente discurso de vitória que a maioria que o elegeu, se desfez nesse exacto momento para, doravante. ele se poder apresentar como presiente de todod todos, todos os portugueses. 

Este escriba  que confessa sem rebuço nem vergonha)mas de sorriso escancvarado)  ter-se enganado redondamente quanto às possibilidades de Seguro, também olha para ontem como passado e está livre para o poder criticar sempre que for caso disso.

Entretanto, convém, verificar o que saiu da boquinha palavrosa de Ventura no momento da cruel derrota. A criaturinha entou num delírio discursivo surpreendente (ou tonto, ...) .

Primeiro, mesmo admitindo que o resultado da eleição não era o esperado, entendeu que este desaire reforçava o partido (ele e o parido são um só, milagre da santíssima dualidade...) e garantia um radioso futuro para breve. Tudo isto, envolto numa tónica de heroísmo, de nós sozinhos contra todos, de uma caricatura de S Jorge contra miríades de dragoes ciganos, indianos, muçulmanos, corruptos, cosmopolitas democratas  e ateus.  E mais quaisquer coisas que lhe passe pela cabecinha pensadora.

Claro quea a  este pretenso conducator  lusitano, falta mundo, cultura e conhecimento da história política pretérita,.  O facto de ter nascido muitos anos depois da morte de Salazar permite-lhe impensadamente pedir a ressurreição do velho senhoe de Santa Comba mas dividido em três. Seria bom que alguém lhe explicasse quem era Salazar e como ele olharia para esta pobre imitação de Rolão Preto, o homem dos camisas azuis. Temo , porém,  que este último nome nda lhe diga como nada diz a milhates de portugueses mesmo se, no final do seu duelo com o ditador, Rolão acabasse por tentar juntar-se à oposição democrática. Nm isso lhe valeu.

Depois, Ventura, atreveu-se a falar de Sá Carneiro, pessoa que evidentemente não conheceu nem sequer percebeu. Também é verdade que, invoca gente morta e enterrada com o à vontade de quem se tornou conhecido por dizer dispartes jurídicos (fesde a eleição do PGA até à  proposta de adiar as eleições para já nem referir as numerosas acusações que, ao  longo dos anos tem feito e que normalmente se mostram inverificáveis ou falsas.

Ventura não sabe ganhar e, menos ainda, perder. Nisso, pode juntar-se ao senhor Cotrim  que não passa de um epifenómeno tardio da política nacional onde emergiu há meia dúzia de anos vindo do nebuloso horizonte dos negócios, desconhecendo-se, até então, qualquer actividade política  pública.

Durante a campanha eleitoral chegou a afirmar qualquer coisa como apoiar Ventura. Depois, emendou a mão, dizendo que não sabia “o que lhe passou pela cabeça”, prova evidente que naquela parte do seu corpo passa-se tudo e mais alguma coisa sempre descontroladamente.

No dia dos resultados da primeira volta disse que não apoiaria qualquer dos candidatos vencedores porque eram ambos “péssimos”. Isto, para lá da desilegancia ´é mau perder manifesto e doentio pois não havia naquele momento  comparação possível entre o “anti-sistema pindérico” e o cordato, paciente e defensor da constituição e da democracia tal qual a vamos vivendo.

Depois calou-se mas reapareceu  agora,  nas vestes de comentador residente de uma televisão numa estreia que nunca passou do medíocre (e estou a ser generoso com o neófito). No final do discurso de Seguro entendeu crisma-lo de “chato” quando toda a gente elogiava as palavras do vencedor. Está tudo dito  sobre o futuro comentador e poderemos, sem receio, temer que os seus comentários sejam ou medícres ou banais ou apenas maldizentes.

 

Um par de  notas finais

Foi bonito,  foi solidário e foi de Homem de Estado, AJS começar o seu discurso por uma referencia a todos quantos perderam bens, casas ou estão a passar um mau (péssimo) momento

Amicus certus in re incerta certitur!

Recordem (er comparem)  se ouviram ou viram o discurso do seu adversário que depressa se esqueceu da sua pressurosa ajuda traduzida num pacote de águas engarrafadas...

 

Ao  Secretário Geral do PS teria bastado a declaraçãoo do largo do Rato. Evitaria assim a penosa impressão de que a ida às Caldas da Raínha tinha apenas o objectivo de tentar ficar na fotografia. Apesar de tudo, Carneiro,, mesmo que tarde, ainda propôs o apoio do PS a seguro. Nisso distinguiu-se da restante clque dirigente e ex-dirigente.

 

Nas Caldas da Rainha esteve presente o meu amigo Alberto Martins, apoiante de Seguro (como Manuel Alegre, outro velho velhíssimo amiho meu)  desde os primeiros tempos da camapanha

 

Vi pela primeira vez a mulher de Seguro, Margarida  Maldonado de Freitas. Creio que é filha ou familiar próxima de um também velho companheiro da oposição democrática que conheci nos anos sessenta. Vale a pena citar uma bela canção popular espanhola “bendita sea la rama que al tronco sale, morena salada” 

 

Com a idade que já levo, poderá ter sido a minha última eleiçãoo presidencial . Tirando Marcelo e Cavaco ganhei-as todas. Nada mau, mcr, nada mau...

 

Uma jornalista do Observador terá feito uma pergunta um tanto ou quanto maldosa a Seguro. A sala protestou mas o presidente eleito corrigiu afirmando que cabe aos jornalistas a dura missão de fazer as perguntas difíceis e incómodas.

A de,ocracia é uma prática de todos os dias e ensina-se sempre que possível. assim comtuinue Seguro a comunicar com os cidadãos através da comunicação saocial. A informação completa é garante da liberdade.