estes dias que passam 1040
os jornais são o sal da democracia
mcr, 11.2.26
Estamos num país a duas velocidades. aliás a três! De facto, as regiões do interior (e é bom lembar que até o litoral tem "interiores" dramáticos ( basta vr o que se passa no distrito de Leiria).
Não vou referir po demasiado reconhecidas as questões de saúde, justiça nem sequer a extraordinária ausência de bancos, multibancos ou pagadorias de qualquer espécie.
Nõ vou, igulmente, recordar que, mesmo em matéria de transportes, as coisas não são especa ilmene brilhantes.
Pelos vistos o "interior" é pouco habitado pelo que é muito esquecido.É obvio que isso traz como consequencia o progressiv abandono de aldeias, lugares, vilas e num futuro pouco risonho (para não dizer bstante tristonho) nem as cidades menores resistirão.
Desta feita falo apenas dos jornais (dos poucos jornais que mais e mais vão vendo evaporar as suas tiragens) que, diz-se deixarão de chegar a mais de metade do país, a metade interior, claro.
Parece que a(s) distribuidora(s) perde dinheiro. Outalvez não ganhe o suficiente...
Todavia, eu que vivo na segunda cidade do país, num bairro de classe média alta debato-me com um pequeno problema. Aos domingos a papelaria está encerrada e durante largos anos, as pesoas abasteciam-se do jornal no "Pingo Doce" e aproveitavam para tomar a primeira bica da manhã quando não ea o pequeno almoço inteiro.
Desde o Natal de 2024 que o "Público" e, pelo menos o Diário de Notícias" estão ausentes em parte incerta.
Confirmei que, pelo enos o primeiro, vendia um número razoável de exemplrs, praticamente os msmos que o que se vendia na pequena e utilíssima papelaria. Todavia, o "Expreeso" continua a vender-se mesmo sabendo-se ue sai à sexta!!!
As responsáveis pela loja dizem-me que as vendas eram boas, que havia gente mais que suficiente para oer e que o facto de não haver o jornal se traduziu numa diminuição dos que nãõ passam sem o csfé matinal
Curiosamente, a 500/700 metros há uma estação de serviço que vende uma boa dúzia de títulos, razão pela qual fui obrigai a emigrar para lá pois agora este género de estabelecimentos tem pequenas zonas de cafetaria. De todo o modo, entro, compro o jornal, vio a primeira bica e desando porquanto inda nõ consegui habituar-me.. E sobretudo, no inverno, nem sequer falo desta ignomiosa e chuviosa (e fria!...) invernia, só de carro se pode ir.
Não percebo, porém, como é que uma gazolineira no meio da cidade consegue ter e vender jornais quando é certo que, apesar de tudo tem uma freguesia muito menos do que um supermercado.
Temo que esta desatenção jornalística tenha apenas origem na visão dos gestres do grupo que, de resto, convivem, com uma fundação que edita emuito ben!, uma quantidade de pequenos livros uteis e bem informados sobre a vida portuguesa.
Nao creio que sejam as empresas jornalísticas, sequer as ditribuidoras, as responsáveis por este deserto informativo dominical.
Alguém saberá quais as razões deste pequeno mas desagradável fenómeno?