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Incursões

Instância de Retemperação.

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estes dias que passam 1042

mcr, 02.03.26

A guerra do candidato ao Nobel da Paz

mcr, 1-3-26

 

 

Tenho as mais sérias dúvidas sobre se o sr Trump saiba quais são os países limítrofes do Irão, quem foram Xerxes ou ciro e menos ainda Hafiz.

Também não me restam  duvidas sobre se se julga estar em Maratona  ou de como os atenienses usaram muralhas de madeira para derrotar o Rei dos Reis.

Todavia, nada disto, temqualquer importância para o ocupante da Casa Brenca. De resto, nada tem especial importância para ele, a começar pela Constituição dos EUA que manda taxativamente que o Presidente consulte o Congresso sobre a guerra que pretende declarar.

De resto, declaração de guerra também não houve mas apnesas um bombardeamento violentíssimo do Irao acção que foi secundada entusiasticanente por Israel que, se vai transformando num país pária às ordens de um primeiro minstro que tenta escapar ao tribunal e de uma série de aliados seus ultra-religiosos que, aliás, em nada são melhores do qque os ayatolhas com quem partilham, entre outras bizarrias, vestes negras, tacanhez de espírito,  ódio a quem pratique outra religião e desprezo total  pelas mulheres.

Devo aclarar que nada me atrai na actual Pérsia, país onde nunca fui e que, desde há muito, é vítima de regimes odiosos e repressores. Em pleno século Xx a dinastia Palevi (recentemente chegada ao poder, foi afastada da governaçãoo por Mossadegh que, naturalmente sofreu as consequências da sua crença numa Pérsia livre e com o controlo do seu petróleo. Americanos e ingleses fizeram o que estavam habituados a fazer e Mossadegh foi eliminado e um autocrático Reza Palevi assumiu o poder e reinou durante demasiado tempo, graças a um governo corrupto, enfeudado aos interesses das petrolíferas e tentando por meios violentos “ocidentalizar” o país cuja população é de obediência chiita.

Um clérigo detestável chamado Komeini destronou-o, fê-lo fugir do país e instaurou uma república islâmica que nada mais é do que um regime miserável e execravelmente inimigo das mulheres,  da democracia, dos direitos das minorias (entre elas, como é habitual na região, dos curdos) e proclamado inimigo do grande Satã americano e do mais pequeno que é Israel a quem as fatwas parolas dos ayatolahs, prometeiam o extermínio. Durante dezenas de anos, os iranianos ultra-religiosos usaram o Hezbolah libanês, o Hamas e uma série de grupos terroristas palestinianos como “proxis” e assassinos de judeus

. Israel que neste género de conflitos não tem quaisquer escrúpulos, respondeu na mesma linha e foi dando cabo dos mais perigosos adversários iranianos graças a um serviço secreto competente e pronto para tudo, aos assassínios selectivos e, quando a América ajuda à guerra aberta.

Desta feita, depois dos confrontos do ano passado, eis qque os amricanos descobriram uma nova fóímula de aleaça iraniana. Este país estaria quase a ter a bomba (relembemos a garantia trumpeana sobre a destruição das fábricas onde se preparava o duvidoso poder nuclear iraniano) e estaria prestes a fabricar mísseis capazes de alcançar os EUA!!!

Ameaças horrendas, pouco credíveis, que exigiam resposta rápida. Par o efeito destacaram para o Médio oriente dois enormes porta-aviões, navios carregados de tropa, flotilhas de aviões (usando mesmo uma base portuguesa para algumas destas operações), enfim um poder de ataque tremendo.

De permeio, abriram negociações com o régime do Irão e declarações de intermediários americanos de que davam a entender que havia algumas hipóteses de negociar diolomaticamente.

Foi no meio destas negociações qque o ataque americano se iniciou. Assim, de surpresa, se é que se pode ainda falar de surpresas quando se fala de Trump. Pelos vistos e com a ajuda de várias declarações de Trump caiem bombas em todo o Irão mesmo até numa escola onde mais de uma centena de c rianças estaria a patricar tacticas de guerrilha anti americanas.

O irão de cabeça perdida atacou tosos os países do Médio Oriente com a desculpa de que abrigam bases militares americanas que, de todo o modo, teráo sido, até ao momento, pouco incomodadas. Com uma excepção: não atacou a Turquia. Et pour cause!

Um ataque à Turquia pais fortemente armado e capaz de sozinho derrotar o Irão, poderia ser considerado um ataque ªa NATO. Os ayatolahs são dementes mas prudentes. Uma coisa é bombardear o Abu Dabi ou o Qatar outra será desafiar Ankara.

O ayatolah Ali Kamenei foi uma das ºrimeiras vítimas da guerra Estaria em Teerão, no bairro onde se concentram alguns dos seus mis importantes gabinetes.  Provavelmente, confiava na divindade para se proeger das bombas do grande e do pequeo Satãs

.A notícia pouco ou nada me toca. Tenho por esse tipo de gente, seja em que latitude for a mesma consideração que me merece um percevejo. O problema é que para muita gente no Irão, as autoridades religiosas são importantes. A ideia de que foram cuidadosamente mortose já são  mais uns quantos “mártires” poderá reforçar o ódio (racional ou irreacinal) ao estranjeiro.

De resto, uma guerra só se ganha no terreno e a ideia mais ou menos peregrina de que as bombas que matam egamente conseguem provocar uma revolução pode germinar na mente perturbada do Trump ou do pretenso herdeiro do trono mas é duvidoso que a violência externa possa criar no seio da população que é bombardeada qualquer aspiraçãoo democrática pro-ocidental.

Ocupar parte do Irão trará obviamente uma forte mortandade nos invasores e isso, em véspera de eleições nos EUA parece ser um risco e estar fora de questão.

O dr Montenegro ter-se-á apressado a considerar a retaliação (irracional, insiste-se) irnaina como muito greve. Seria bom saber se este ataque, apesar de tudo inesperado dadas as conversalçoes  em curso,  também mereceu uma severa crítica...

No meio disto tudo, vle a pena ver quea Rússia tão amiga do Irão nada fez em sua defesa. Pior, nem sequer percebeu que com esta guerra fica interrompido o fornecimento de drones que tem devastado a Ucrania.

Finalmente, a alegada festa levada a cabo pelas comunidades iranianas da diáspora não facilitará o seu regresso à pátria ou a vida  das famílias deixadas no Irão. Pensar que a democracia e a liberdade vem nos misseis e nas bombas do inimigo é algo que desde as invasões francesas se provou ser falso.

É perfeitamente possível que no Irão, possa emergir um regime tão radical quanto o de Kamenei. Não é descatável que os elemrntos moderados sofram, doravante, perseguições  levadas a cabo por uma guarda revolucionaria assanhada pelo ataque americano-israelita e pelos seus apelos à mudança de regime.

Tentar recomeçar um diálogo enquanto se bombardeia o futuro dialogante  ou é uma imbecilidade ou esquece que o leão ferido luta com mais ferocidade, enfim..., enquanto Trump ataca o Médio Oriente, não chateia a Gtonelândia  mesmo que tal ameaça apenas está provisoriamente suspensa. Acreditar na palavra de Trump, seja ela qual for, é uma irresponsabilidade absoluta.

A criatura que quer o nobel da paz, que fugiu à guerra do Vietnam com toda uma série de truques, adora mandar a tropa contra tudo o que mexe ou que ela julga que se move. E se não mandar a aviação ou a marinha, manda o ICE caçar imigrantes e, se possível, balear um par de americanos deorigem. Tudo lhe serve...