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Incursões

Instância de Retemperação.

Incursões

Instância de Retemperação.

Estes dias que passam 330

d'oliveira, 01.08.19

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Trapalhadas, trapalhices e trapalhões

mcr 1/8/19

 

Comecemos pelo mimoso caso das golas anti incêndio. Primeiro, falou-se do perigo dessas protecções contra incêndios (melhor dito contra fumo) se incendiarem. O Governo, pela voz daquele cada vez mais surpreendente Ministro da Administração Interna, começou por desvalorizar. Perante a alarmada e desconfiada gritaria, Sª Exª deu um pinote de 180 graus e pediu um inquérito “urgente”. Esta famosa urgência sobretudo em Agosto põe a apresentação do mesmo lá para bem depois das eleições...

Depois, alguém veio afirmar que afinal as golas não se incendiavam. Apenas, e graças o calor, ficavam repletas de buracos. S.ª Ex.ª e apaniguados uivaram de alegria: Estão a ver? Não se incendeiam...

Pois não. Apenas permitem a entrada livre de fumos. Não se morre assado mas sufocado! É outro conforto...

E cmo é que apareceram estas máscaras milagreiras? Pois através de um assessor ministerial que depois de exercer ,supõe-se que meritoriamente, o ofício de padeiro se alçou a assessor. É o elevador social a funcionar a todo o vapor! O homem já foi, provavelmente para outra ocupação igualmente paga. E quem forneceu (sem concurso público!) as golas? Pois o marido de uma senhora autarca socialista. Depois de uma consulta a algumas empresas (duas delas juram a pés juntos que nunca ninguém as consultou...)

E o preço? Como foi uma grande quantidade, o fornecedor disse, sem corar, que isso aumentou o preço unitário!!! Que é superior a quaisquer outras golas não incendiáveis (grave defeito!) também no mercado.

 

2 Uma lei vinda do fundo dos tempos (quem se lembra do sr. Fernando Nogueira herdeiro de Cavaco na era pré Guterres, outro fantasma) proibia a familiares directos (cônjuges, pais, filhos ou irmãos) de membros do Governo fazer negócios com o Estado & assimilados. Pelos vistos, ninguém deu por ela durante estes sumptuosos trinta anos. Agora o Parlamento descobriu a coisa e emendou a mão. A nova lei aplicar-se-á dentro de poucos meses. Entretanto há uns tantos ou quantos familiares (um filho, um marido e não sei quem mais) de governantes que fizeram tais negócios. Se é verdade que uma demissão do governante tem pouco sentido não menos verdade é que o negocio é nulo. Um ilustre jurista, esposo amantíssimo de uma governante disse alto e bom som que se estava nas tintas e que continuaria a fazer os chorudos negócios. Ora toma! E é ele licenciado em Direito e permanente presença nos media sempre a arengar virtudes democráticas!

No meio disto tudo, o dr. Costa primeiríssimo ministro, pediu um parecer ao Conselho Superior de Magistratura. Quando o parecer aparecer já a nova lei estará em vigor. Alguém, por aí, falou em manobra dilatória?

 

O mesmíssimo e primeiríssimo dr. Costa perante o fogo de Mação veio lembrar que compete aos autarcas (aliás, ao autarca ppd de Mação) a primeira responsabilidade. Parece que essas criaturas são os responsáveis locais da protecção civil. Num momento de tragédia, S.ª Ex.ª sacode a água do capote e vira-se contra o único defensor daquela pequena e interiorizada vila. Ainda por cima, o plano de Mação andava pelas gavetas ministeriais à espera de aprovação. E mesmo que já estivesse aprovado, onde é que Mação tem meios, recursos e dinheiro para fazer mais do que faz?

As acções ficam com quem as pratica, sobretudo as feias. E esta nem feia é. É medonha e indecente. E, sobretudo, absoluta, e absurdamente, injustificada.

 

Há muitos, muitos, anos, um autarca chamado Rui Rio queixou-se da imprensa ao dr. Jorge Sampaio, na altura Presidente da República. Ainda hoje, ninguém percebe que é que um alto magistrado como este tem a ver com a Imprensa, os seus direitos e deveres, abusos incluídos. Rio queria uma nova censura?

A partir daí, tirei-lhe a bissectriz, escrevi um texto sobre o assunto (que deve andar publicado neste blog) e nunca mais me ocupei da criatura. Um escriba, mesmo este, tem o direito de não se incomodar nem incomodar os leitores com este tipo de mediocridades. Rio lá foi governando a cidade, um pouco à medida de Centeno. Tudo pelas finanças públicas, pouco pelo resto e quase nada pelo que pomposamente se chama “cultura”. Pelo caminho, zangou-se com Meneses (o tal que bramava contra os sulistas elitistas) e tapou-lhe o caminho para a Câmara do Porto. Às vezes as pequenas sacanices tem bons e inesperados resultados. Meneses perdeu fragorosamente as eleições autárquicas o que foi uma sorte paraos portuenses. Todavia, agora, estas duas luminárias reconciliaram-se numa escolha atabalhoada de candidatos às legislativas. Que pena Santana ter partido a loiça e saído. Com ele ficava completo um trio impossível de imaginar.

Costa pode dormir descansado. Com este adversário não precisa de mais nada. Estou cheio de pena da menina do Bloco e do dançarino de salão do PC. O verdadeiro parceiro de Costa é RR (Rui Rio não Rolls-Royce, claro). Nunca votei no PPD, nunca o apreciei mas custa ver um partido à deriva sem rei nem roque mas com Rui e com Rio. O que finalmte parece ser a mesma (e pouca) coisa.

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