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Incursões

Instância de Retemperação.

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estes dias que passam 496

d'oliveira, 02.11.20

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Para não falar de cá...

mcr, um "americano" intranquilo, 2 de Novembro

Lá se foi o Sean Connery, o primeiro e o mais icónico dos Bond.Recordo-me do primeiro filme, passado na Jamaica. Se bem me lembro começava com uma canção (“three blind mice"?) e, no decorrer do filme haveria um funeral estilo New Orleans coisa que, em 61, eu nunca tinha visto ou sequer ouvido em disco.

Connery e Roger Moore foram os único Bond que apreciei mas também é verdade que não vi todos os filmes da série ou, pelo menos, os saídos a partir de 2000.

Dos Bond retive tmbém, com grande gozo, uma famosa “mão” de bridge em que com um mínimo de pontos Bond consegue fazer um slam (já não recordo se o pequeno se o grande isto é 12 ou 13 vasas) Se não erro, ai a memória tão traidora, o grande Pierre Albarran cita-a numa enciclopédia de bridge que, como os filmes e os livros de Bond, andam por aí. A preguiça é muita e não fui procurar nada.

Aliás, de cada vez que resolvo ir por um livro, perco-me em mil e uma coisas desde reorganizar a estante até pôr-me a ler algo que já não via há anos.

De todo o modo, segui com alguma atenção a carreira deste actor que me era simpático e admirava-lhe o nacionalismo escocês (que o não impediu de, vestido a rigor com kilt, receber qualquer título das mãos da rainha. Bem sei que a senhora é rainha de várias nações britânicas mas, a meu ver, um verdadeiro nacionalista da Escócia deveria considerar que houve esbulho do trono. Enfim...)

De todo o modo, a morte de Connery é um pouco (muito) um claro sinal sobre a brevidade do tempo que me resta.

Ainda há poucas semanas, os jornais anunciavam o desaparecimento de Rhonda Fleming que se celebrizou como heroína de westerns, género que eu consumi sempre com grande prazer. Lembro-me, também, que as salas de cinema tinham nos corredores grandes fotografias de actrizes de Hollywood que obviamente nos faziam rebentar a acne para não dizer mais.

Ah, o mundo da adolescência em tecnicolor!

E ao escrever este pequeno suelto, aperta-se-me o coração. Amanhã há eleições nos Estados Unidos. Bem que gostaria de ver Trump derrotado e bem derrotado. Em nome da decência, da liberdade, da cultura, do senso comum. O diabo é que não voto.

Sou dos que acham que Biden não é carismático mas é um homem decente, um político com provas dadas e como, aliás, a campanha de Trump acaba por provar, um excelente antídoto contra a vulgaridade, o mau gosto, o novo riquismo do actual presidente americano.

Citando um episódio da belíssima série Boston Legal que descrevia o day after da votação Obama, “amanhã pode ser um novo dia! -E uma nova época!”

Assim seja!

Na vinheta: uma imagem muito anos cinquenta da actriz Rhonda Fleming