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Incursões

Instância de Retemperação.

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estes dias que passam 516

d'oliveira, 19.01.21

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Os dias da peste (2ª série) 155

A mediocridade perigosa

mcr, 19 de Janeiro de 2020

As contas de hoje são horrendas. Mais de duzentos mortos! Mais de dez mil infectados! É o descontrolo absoluto. Portugal, o tal “bom aluno” da primavera passada, mostra-se tal qual é. Pior que quase todos (EUA ou Brasil incluídos). Um desastre.

Alguém é responsável. Não basta atirar para cima dos passeantes imbecis (que ninguém multou!) as culpas todas. Há aqui falha total das autoridades, do Governo, do Ministério da Saúde, da DGS.

A balda popularucha do Natal deu no que deu. Os que mandam correm atrás do desastre e uivam desculpas (ou nem isso) de mau pagador. Mentem despudoradamente quanto à colaboração com os privados. Durante meses, a criatura que se esganiça como responsável pela saúde foi destilando o seu pobre veneno ideológico quanto ao banimento dos “comerciantes da saúde”.

Foi secundada alegre e estouvadamente por quantos fingem defender o SNS deixando-o isolado na trincheira contr o covid. É que não basta pedir mais meios quando não há profissionais para os utilizar (é, por exemplo. o caso dos intensivistas que demoram anos a ser formados).

Ainda por cima, sabe-se que vários “comerciantes da saúde” cederam material, enfermarias e trataram doentes com covid.

Mesmo neste momento, ainda não está clarificado o recurso às 15.000 farmácias que poderiam ser úteis na vacinação. 15000 farmácias a dez vacinados dia dá numa semana de cinco dias 750.000 vacinados! Num mês 3 milhões!!! Sem bicha!

Deixemos para outra lide este gravíssimo assunto que hoje, à hora das notícias, alguém aparecerá para explicar o inexplicável. Eu não peço o impossível. Tão só números que estejam na média da UE. E não no dobro ou no triplo!...

O segundo escândalo da semana (e ver-se-ão as consequências daqui a dias...) é a imensa bicha de votantes antecipados. Havia 200.000 inscritos pelo que fácil seria arranjar um sistema que prevenisse afluências demasiadas a cada mesa de voto.

Nada disso. Houve pessoas que disseram estar na bicha há mais de duas horas!!!

Quantas terão desistido?.

Quantas, à vista do que aconteceu, desistirão até domingo?

Que farsa eleitoral é esta? Que faz essa coisa chamada CNE, se é que faz alguma coisa além de receber os emolumentos respectivos ao fim do mês?

Andaram por aí uns esclarecidos a zoar que não havia tempo para adiar a eleição como se fosse algo de terrível o adiamento. Um “inteligente” no “Expresso”, de seu nome Delgado Alves, explica o inexplicável. Atira para o caixote do lixo a hopótese mesmo remota do voto por correspondência, justifica sem olhar a gastos a recolha individual de votos de confinados obrigatórios e nos lares mas, por outro lado, jura que não há hipótese de ”alocar meios “ para fórmulas alternativas. Enfim quem quiser rir-se (ou chorar) que o leia que não há pachorra para o citar mais.

Eu, que voto desde os tempos da outra senhora quando houve uma abébia para votar contra o Governo da altura (já aqui falei disso recentemente) tenho, neste momento, e perante o que se vai sabendo, uma fortíssima dúvida.

Não acredito nas precauções sanitárias e menos ainda na virtude da redução de 1500 para 1000 votantes por mesa. No sítio onde costumo votar há mais de uma dúzia de mesas e a minha é a dos velhos mais velhos e relhos.

Com o bicharoco à espreita não me parece prudente nem, muito menos, saudável meter-me ao barulho. Enfim terei tempo para pensar e quatro dias para conhecer as médias de infectados e mortos.

Entendo, porém, que dos partidos e sobretudo do PS, PC e PSD deveria desde já haver um público e claro compromisso de discutir o voto por correspondência. Relembro a estes “pilares da democracia” que nos EUA foi o voto por correspondência que rebentou com a praga trampista. E, já agora, que este voto poderia minorar a taxa de abstenção que é medonha. Duvido que seja preciso muito para o fazer. Não percebo bem porque é que isto, a admissibilidade do voto por correspondência teria de depender de uma revisão constitucional. Mas admitindo que sim, qual seria o problema de fazer um revisão minimalista a tempo de apanhar as eleições que se seguem? Ou pensarão estas luminárias que o virus desaparece assim tão depressa?

Só me lembro de uma desculpa (de mau pagador): há gente, partidos que tem medo de dar voz aos eleitores. Como, por exemplo, de aprovar a votação uninominal de deputados... mesmo se houvesse, a posterior,i uma correcção estilo lista nacional ou votação para uma segunda câmara. Já repararam que somos um dos raros países europeus unicamaral? Será que a Itália, a Espanha, a França ou a Alemanha são burros e anti-democratas? Quem souber que responda

* na vinheta: sala do Senado em S Bento.

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