estes dias que passam 530

Os dias da peste 167
Habilidades a sul
mcr, 2 de Fevereiro
Eu bem qque queria encerrar o capitulo das espertalhice saloias mas que querem? Aquilo sogre mutações mais depressa que o covid inglês, aliás já lhe chamam a variante portuguesa.
Desta feita foi no Algarve: uma excelentíssima presidente de Câmara de seu nome Isilda e membro do Secretariado Nacional do PS. A referida senhora alistou-se como voluntária num hospital de campanha onde tem a função de “intermediar” chamadas telefónicas entre doentes e familiares. Note-se que o apostolado laico se desenvolve em zona onde não entra doente. Segundo a prestimosa criatura, ela tem direito à vacina não só pelo seu altruísmo mas porque tem actividades eventuais na protecção civil também porque é obesa e tem hipertensão o que a coloca bnum grupo de risco. E tão grande é este que foi vacinada mesmo antes de enfermeiros esses sim na linha da frente. Há aliás uma colega intermediadora que por ser eventualmente esbelta não cheirou a vacina nem de perto nem de longe.
A pressa nem sempre é boa conselheira porque bastar-lhe-ia esperar até hoje e já entraria num grupo prioritário, o dos presidentes de Câmara pois descobriu-se que eles são também elementos da protecção civil
Os caros/as lei tores/as vão de certeza assistir ao desfilar de familiares das ditas notabilidades locais a serem vacinados porque que sim, por que não ou quem dera. Vai ser um fartote tanto mais que está dado o mote. A conhecida luminária que exerce de Secretário de Estado da Saúde recusou-se a comentar o caso Isilda por não o conhecer em pormenor, por não estar habilitado, por não querer interferir, por isto, por aquilo e por aqueloutro. Este cavalheiro poderá não ser especialmente competente como governante mas numa coisa pode vir a ser campeão: a fugir com o rabo à seringa. Note-se que a seringa em causa não será a da vacina, claro que dessa, pelos vistos ninguém foge antes se precipitam de braço ao léu clamando “Também eu, Também eu!”
Noticiou-se entretanto que o Ministério Público abriu ou vai abrir inquéritos a estes sobressaltos sanitários. Não duvido que os inquéritos sejam abertos mas ponho em dúvida ue alguma vez sejam fechados não só pelo número que já se conhece de vacinados mas sobretudo pelas ligações destes com o Poder. Isto vai ser um mega processo de arromba que terminará mais com a morte por qualquer causa dos vacinados do que perante um juiz
Y, o meu amigo que vive no Alentejo, retirado num monte sem cuidados especiais de administração (tem sociedade com a empresa que lhe vai cortar a cortiça, há um negociante de porcos que trata dos bichos que pastam livremente e acolheu uns hippies alemães reformados que lhe tratam da horta e do jardim contra o alojamento gratuito numas casas do monte e parte do produto da terra. Com uma obrigação: banho diário. ”Heinzie disse-me ele, aquilo até boa rapaziada mas não se podia chegar a meia dúzia de metros deles.
Agora andam limpinhos, as crianças vão à escola e tomam banho na piscina e os mais velhos podem levar livros da biblioteca. Até os encapam com um papel de embrulho para não os estragar. E houve um que se ofereceu para fazer o catálogo informático da livralhada...” (Pedi-lhe pelas alminhas que aceitasse e informasse o perito em catalogação que andam por aqui 25000 volumes à espera de tratamento idêntico e pago pelo preço que pedir).
Y, dizia eu, antes de me interromper tão grosseiramente, tem uma teoria: ”Não penses que são só os boys & girls do PS a mamar. Há provedores de Misericórdias, padres no activo e no passivo, gente bem, todos ao mesmo. O que os distingue é que uns estão na mó de cima e é mais fácil deitar a mão ao bolo. Os outros tem de se esforçar. Eu bastava-me oferecer dois ou três porcos já desmanchados e prontos a consumir, presuntos, paios, salpicões, chouriços e tudo o resto. O diabo é que a vacina que eu queria era para a erecção rápida e duradoura. Com sorte o covid nem sabe onde é que vivo !”
Não vos vou dizer o comentário que fiz mas dada a provecta idade que já tenho decerto perceberão. É bem verdade que quem já viveu não tem muito que se queixar, mas em algumas coisas eu ainda era capaz de viver mais um par de vezes. Paciência, como dizia a hidra, ou o Zé Afonso, já nem sei.
Amanhã, se for possível, continuarei o relato desta conversa com velhos amigos apresentando a minha imperecível e improvável amiga Jujú Cachimbinha e a sua bisneta Zaida das pistolas. Vão ver que nisto de dizer mal, o mulherio é impiedoso. Ui!
Na vinheta: um bronze (39x15) do Manuel Sousa Pereira, o escultor que cá em casa fazia de carpinteiro, marceneiro, bebedor de hectolitros de leite e jogador de bilhar. Está no hospital com o vírus filho da puta. Parece que este, atacou brandamente, mas atacou, e o MSP já não é nenhuma criança. Vai safar-se, espero-o ardentemente ,e voltará para nos quilhar a paciência com o “strangers in the night”, o Fred Astaire e o filme “Por mais um punhado de dólares”, Aguenta isso Manel, salut e forza nel canut!
