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Incursões

Instância de Retemperação.

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estes dias que passam 560

d'oliveira, 03.03.21

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Os dias da peste 192

Há leitores de luxo

mcr,3 de Março

 

Há dias deixei aqui um pequeno testemunho sobre Lourenço Marques, cidade onde fiz o 2º ciclo dos liceus. Por qualquer razão, terei feito uma pequena incursão histórica e citado um excelente historiador da cidade e de Moçambique, Alexandre Lobato a quem, por mera, mas burra, distração rebaptizei de André!

Um leitor atento, veio retificar esta toliçada e, de caminho, relembrar dois outros historiadores, A Rita-Ferreira e Alfredo Pereira de Lima.

Sobre este último, confidenciei-lhe que não estava tão representado na minha biblioteca como os outros e que até tinha uma obra dele, manca de um dos seus três volumes (“História dos Caminhos de Ferro de Moçambique”, ed. Da Admao dos portos, caminhos de ferro e transportes de Moçambique, 1971).

Ora o meu solícito e amável correspondente respondeu-me na volta do correio , oferecendo o exemplar em falta (1º vol) pois o tinha repetido.

Fiquei maravilhado pois mesmo se eu passe a vida a oferecer livros repetidos que, por descuido, comprei, não é usual conhecer pessoas com iguais hábitos.

Confesso que até já pensei em publicar a lista de repetidos oferecendo a quem quiser ter o trabalho de os vir buscar. Não é generosidade mas apenas uma tentativa de arranjar espaço para outros livros que incessantemente vão entrando.

Por exemplo, um primo meu aceitou receber (e “estimar”...) a colecção completa dos JL publicados desde o 1º número. Estão encadernados por ano e à medida que vou mandando encadernar o último ano completo, lá segue ele para o seu novo proprietário. Deste modo, mantenho-me a par do que vai saindo e despacho numa só vez um inteiro ano de publicação.

Encadernado e pronto a consumir! Não se pode pedir mais.  Ou propondo-os à troca, coisa mais complicada dados os meus gostos actuais.

Tenho mesmo uma lista de amigos a quem vou dando livros. O primeiro de todos era o Manuel Sousa Pereira, escultor viciado em leitura e cinema que ia a todas. Agora já não está e, até nisso, faz uma falta danada.

Costumo dizer que não sou um coleccionador de livros mas apenas, e já me chega, um leitor. Todavia, há autores que, de tanto os apreciar, fui comprando tudo o que els publicaram (Stendahl, Casanova, Prévert, Rabelaus, Helder, O’Neil, Eça, Voltaire, um largo número de surrealistas de toda a parte mas sobretudo franceses, e mais umas dúzias que seria ociso mencionar. E não me fico pela “literatura” dita “séria mas acrescento-lhe uma boa dose de autores policiais desde os eternos Chandler e Hammett até ao Caileri e ao San Antonio esse prodígio da criação de palavras novas e divertidas em França.

Quando o comecei a ler, por indicação de um amigo da Sardenha que conheci em Berlin no Goethe Institut, San Antonio (Frederic Dard) era considerado literatura de 2ª ou 3ª . Com o andar dos anos, começaram a reparar na sua prodigiosa criação de palavras e expressões, na transformação do argot e toca de saírem teses e mais teses universitárias sobre o homem. Se bem recordo, o autor não se emocionou demasiadamente com a glória académica e continuou tranquilamente o seu caminho amparado por uma multidão de leitores (eu incluído) que não perdiam um novo título.

Sic transit...

Na vinheta: os meus dois volumes da História dos Caminhos de Ferro... e a estante dos livros de Lobato. Por cima fica a dos livros de Rita-Ferreira mas não coube na imagem.

 

(Ao amável ofertante convinha que me indicasse a s/ direcção pois descobri aqui alguns títulos que lhe poderão interessar. Logo que tenha notícias enviarei a minha direcção...)

 

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