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Incursões

Instância de Retemperação.

Incursões

Instância de Retemperação.

estes dias que passam 606

d'oliveira, 04.12.21

Cobardia moral, ética e política 

mcr, 5-12-21

 

“Há ministros que são passageiros indefesos em carros conduzidos por motoristas sempre cheios de pressa, vá lá saber-se porquê! (Luís Afonso, bartoon, Público 5-12-21)

 

O editorial do Publico refere em parangona a  exibição colossal de arrogância, insensibilidade, desresponsabilização e falta de ética.

Para cúmulo, noutra página, relata-se com minúcia esta triste histórica de um pobre diabo chamado à política sabe-se lá porque razões. Mais adiante, Pacheco Pereira, referindo outro partido deixa mais uma dolorosa verdade, a saber que assumem lugares de relevo nas estruturas partidárias pessoas que só  dependem da influência no partido-e nem um átomo de prestígio profissional e social”.

Finalmente, João Miguel Tavares afirma que a história verídica desta saída só começou pela tarde porquanto pela manhã o Ministro ainda tentava uma débil e patética linha de defesa que já não foi aceite por Costa.

Anteriormente a esposa amantíssima tinha deixado nas redes sociais outra patética celebração do cônjuge, um poço de virtudes perseguido por malfeitores políticos. 

Tudo poderia ter sido diferente, sério, decente, limpo. Bastariam duas palavras oportunas logo na sequencia da morte do emigrante, ou outras tantas no dia do acidente de que foi vítima m trabalhador da auto-estrada.

Pelos vistos, ele era um passageiro inocente num carro guiado por um doido perigoso. 

Agora, temos um motorista (sem história de má condução) que vai sentar-se no tribunal e arriscar uma pena de prisão de 3 anos! 

O homem terá se suar as estopinhas para provar que tinha ordens expressas para conduzir a mata-cavalos. Duvida-se que haja alguém que dê a cara por essas ordens.

Mas há mais, se porventura a família do morto, intentar um processo cível quem pagará a soma eventualmente estipulada pelo Tribunal? Será que o salário do motorista é assim tão grande que dê para tal indemnização? E porquê ele?

No decurso da minha vida profissional andei uma boa dúzia de anos a ser conduzido por um motorista. A ordem clara e inequívoca, na gostosa expressão de Rui Feijó era a se proibir “voar baixinho”. De resto, nessa época, já posterior ao 25 A, havia regras claríssimas sobre velocidade e existiam mesmo uns instrumentos (tacógrafos?) que registavam a vida da viatura  (não sei se  velocidade constava desses registos). Agora, pelos vistos, a regra é simples: “sempre a dar-lhe o pedal”.

Não faço ideia do que dirão o sindicato da FP ou os sindicatos de motoristas se os hã. E se estes profissionais, ao serviço de criaturas sempre apressadas e atrasadas, terão força para se opor a ordens manifestamente ilegais e sobretudo perigosas. 

Na conferência de imprensa de Cabrita relata-se que este  referiu, por um par dezes, o facto da “viatura ter tido um acidente”. E o morto, nunca referido, teve o quê? Uma epifania? Um olé de publico de touradas? 

Na mesma conferência, a demissão é apresentada como uma tentativa de evitar ataque (miseráveis e indignos e politicamente direccionados) ao PS. Tudo isto, esta declaração bizarra e o resto, patético e em mau português, para concluir que o ministro foi vítima de uma conspiração, infame, sectária e constante, de inimigos políticos ou mesmo de “elementos do mesmo partido(!!!)”

Uma pessoa lê isto e pergunta-se sobre a inteligência (ou ausência dela) das teses do ministro. 

Para terminar, e pegando na palavra do ministro deseja-se à viatura que teve um acidente prontas melhoras e feliz restabelecimento.

E, mais uma vez, se dá razão às palavras de Pacheco Pereira sobre as qualidades do pessoal que é arrebanhado para toda a espécie de cargos políticos.

   

 

 

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