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Incursões

Instância de Retemperação.

Incursões

Instância de Retemperação.

estes dias que passam 650

d'oliveira, 17.02.22

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Os votos do vagão jota

mcr, 17-02-2

 

pelos vistos há na Europa cerca de 1,4 milhões de eleitores devidamente registados. Tem direito a 2 deputados o que não deixa de ser surpreendente para não usar as palavras escandaloso ou ainda ridículo.

Por razões de segurança, quando o voto não é presencial exige-se fotocópia do bilhete de identidade do eleitor. Éa lei, pura e simples.

Todavia, numa reunião os partidos entenderam que tal exigência não era para cumprir! As extravagantes criaturas meteram-se a elas próprias e aos partidos que representavam na mais tola, absurda e grave ilegalidade.

Parece que o PPD percebeu a tempo a burrice supina e recuou no seu apoio a tão alucinada decisão.

Os votos, entretanto chegaram e muitas dezenas de milhares estavam desacompanhados da referida fotocópia. O PPD protestou e os partidos, melhor dizendo, as criaturas das mesas de voto meteram votos bons e maus no mesmo saco tendo daí resultado que oitenta e tal por cento dos votos recebidos foram directamente para o caixote do lixo. O PPD voltou a protestar, desta feita por se terem misturado alhos com buglhos, ou seja votos bons e votos maus.

O Tribunal constitucional viu-se imperiosamente obrigado a fazer o que fez: anular tudo e mandar repetir as eleições.

A posse do Governo ficou adiada por duas ou três semanas, coisa que a mim me espanta porquanto seja qual for o sentido de voto trata-se apenas de dois deputados o que em nada modifica o resultado eleitoral. Provavelmente, a lei obriga a uma contagem total e por isso a posse ficou para as calendas.

De toda esta fantochada bananeira, além da vergonha, da verificada incapacidade da CNE , de mais um exemplo de lei feita às três pancadas fica que os deputados da emigração custam uma quantidade de votos inacreditável, enquanto um deput ado do PAN ou do LIVRE é eleito por meia dúzia de votos dado o círculo eleitoral (Lisboa) que dá direito a quarenta e várias celebridades locais ou nacionais.

Do que fica isto: o voto emigrante é para inglês ver, não aquece nem arrefece, não representa cerca de doze por cento da população total.

Eu se fosse emigrante nem sequer votava. Para quê? Qual o peso da minha pobre decisão?

Isto, esta exígua representação, é, permitam-me, gozar com quem se dá ao trabalho de votar por correio ou pessoalmente lá nas estranjas.

O circo continua, os palhaços já nem sequer dizem graçolas, o público rareia mas ninguém põe cobro a isto.