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Incursões

Instância de Retemperação.

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Instância de Retemperação.

estes dias que passam 718

d'oliveira, 02.08.22

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Ai os CTT...   ou

O carteiro não bate sequer uma vez

mcr, 3-8-22

 

Há uma imagem romântica dos homens do correio que sem hesitar trilham os piores caminhos, as mais infames azinhagas para levar  carta a que a espera.

Os correios foram durante mais de cem anos a imagem do serviço perfeito e exemplar, levado a  cabo sem desfalecimentos. Não foi preciso “o carteiro de Neruda” nem os filmes de Tati para vincar como esta ideia e a sua iconografia estavam gravados na mente de todos.

Já o sub-título remete para um filme de bob Rafaelson, com argumento de James Mc Cain un excelente e prolífico autor policial. De todo o modo, sempre houve a noção que o carteiro nunca desiste de entregar acarta ou a encomenda. Daí tocar sempre duas vezes.

Os CTT , nossos, nacionais mas privados (o que não é crime nem sequer especial sinal de mau serviço) esqueceram-se do significado da sigla, do seu passado e da sua missão.

Ou se atrasam coisa de que já ninguém reclama por a considerar normal, ou nem sequer entregam (foi assim que nunca recebi uma encomenda vinda da Amazon e desaparecida nas alegadas mãos de uma “elisabete” que, depois da reclamação, se transformou em “elisa” e com a pandemia desapareceu. Assim perdi duzentos euros com direito a uma carta de desculpas esfarrapadas mas negando sempre o meu direito.

Desta feita foi uma encomenda registada (mais um livro...) enviada de Lisboa por um dos alfarrabistas com que me correspondo.

Apareceu-me na caixa do correio um daqueles avisos em que se afirma que às tantas horas e minutos do dia X se tocou à campainha e ninguém se manifestou.

Cumpre dizer que ontem, pelas 12,35 horas eu estava em casa acompanhado e, por acaso à espera da encomenda.

Vivo num 7º andar mas basta tocarem à porta da rua na campainha do meu apartamento para eu responder.

A coisa é ainda mais surpreendente porquanto a caixa do correio é no hall do prédio e há quatro (4) elevadores. É extraordinário que ninguém (ou melhor que o “profissional” (???) que me caiu em sorte não tenha querido, como sempre os outros fizeram, tomar o elevador e bater (pela 2ª vez!) à minha porta.

E não se pense que ganhou tempo porquanto teve de preencher (coisa provavelmente difícil e laboriosa) o aviso de falta de entrega.

Lá fui hoje ao posto do correio indicado para levantar a encomenda. Como é Verão esperei meia hora e, tendo em coniderção o número de pessoas que estavam aeás de mim nem me atrevi a pedir como devia o livro de reclamações.  Todvia, referi o caso à funcionária que me atendeu que tentou uma esfarrapada desculpa. “Se calhar nã ouviu...”

Ah a solidariedade entre membros da grande família CTT é algo de seguro. E e bonito...

E o cliente que vá dar uma volta ao bilhar grande..

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